Polícia Federal já iniciou a perícia nos dois gravadores usados por Joesley

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Charge do Thiago (Arquivo Google)

Deu em O Tempo

O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal deu início à perícia nos gravadores entregues pela defesa de Joesley Batista (JBS), segundo reportagem do site “G1”. Os equipamentos entregues foram usados por Joesley para gravar o presidente Michel Temer e outros interlocutores, entre os quais o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). O primeiro gravador foi entregue à Polícia Federal na segunda-feira (22), e o segundo, na noite de terça-feira (23).

Segundo a PF informou ao Supremo Tribunal Federal, a perícia das conversas de Joesley com o presidente deve terminar em até 30 dias. Mas, com a prioridade dada ao assunto dentro do Instituto de Criminalística, a expectativa é que o trabalho seja concluído em 15 dias. Já os laudos sobre os diálogos entre Joesley e outros interlocutores devem ser concluídos em até 60 dias.

ANÁLISES DETALHADAS – Ainda segundo o G1, os equipamentos serão analisados pelo Serviço Especializado em Análises Multimídia do Instituto Nacional de Criminalística (INC). Pelo menos dois peritos já estão trabalhando nas análises, segundo fontes da investigação. O trabalho será supervisionado pelo Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos do INC. Os peritos vão fazer testes para confirmar se houve ou não edição de conteúdo, como argumenta a defesa de Temer, para mudar o sentido real da conversa.

A PF não informou em qual dos dois gravadores está registrada a conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer. A defesa de Temer afirma que há descontinuidades e mascaramentos no áudio. A defesa do presidente contratou o perito Ricardo Molina, que afirmou que a gravação é “imprestável” como prova numa investigação e não seria aceita em uma “situação normal”.

PERÍCIA CONFIÁVEL – O presidente da Associação Brasileira de Criminalística (ABC), Bruno Telles, afirmou em entrevista ao G1 que não é possível realizar uma perícia “confiável” e “minimamente conclusiva” em um áudio sem que o equipamento usado para gravá-lo seja analisado.

Para o presidente da ABC, que reúne peritos oficiais de todo o país, qualquer análise feita sem o gravador não pode ser levada em conta até que a Polícia Federal conclua a perícia oficial. Durante a entrevista, o presidente da associação ressaltou que nenhum perito contratado por alguém “vai elaborar uma perícia para piorar a situação de quem o contratou”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A discussão sobre as gravações são bizantinas, como se dizia antigamente, não levam a nada. O futuro de Temer na política não vale uma nota de três dólares. A grande questão agora é saber quem será seu sucessor até 31 de dezembro de 2018. Com diz nosso amigo Sebastião Nery, o resto é folclore. (C.N.)

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