Polícia mantém versão de que estudante Bruno foi preso por uso de coquetel molotov

Deu na Folha

A Polícia Civil do Rio divulgou nota nesta quinta (25) em que mantém a versão de que o estudante Bruno Ferreira Teles, 27, foi preso sob a acusação de ter usado coquetel molotov em protesto na segunda-feira (22).

“Um dos policiais militares afirmou ter visto quando manifestantes acenderam um coquetel molotov e o entregaram a Bruno, que o lançou contra a tropa de PMs. Ainda segundo declarações do PM, Bruno recebeu ordens para parar, mas resistiu à prisão e tentou fugir correndo”, diz trecho da nota.

Reportagem divulgada ontem no “[Jornal Nacional” diz que, segundo depoimento prestado pelo policial militar que o deteve, Bruno não carregava coquetéis molotov no momento da prisão. O depoimento contraria as notas divulgadas até agora, incluindo a de hoje.

“A prisão de Bruno na 9ª DP (Catete) ocorreu com base em depoimento de policiais militares”, diz a Polícia Civil. “Ele foi autuado no artigo 16, parágrafo único, inciso III, do Estatuto do Desarmamento, que consiste em punir quem “possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. afirma a nota.

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6 thoughts on “Polícia mantém versão de que estudante Bruno foi preso por uso de coquetel molotov

  1. Carlos Newton, essas manifestações está expondo para aqueles que não querem enxergar a podridão, o corporativismo para a corrupção dentro das policias, forjados, extorsões, arrecadação de dinheiro do tráfico, Jogo do Bicho, Bingos ilegais é algo corriqueiro dentro das corporações policias e delegacias, a grande maioria são honestos mas a minoria corrupta faz e acontece com ‘vista grossa de seus fiscalizadores.

    Uma polícia corrupta desqualifica a justiça, os hábitos de forjar elementos criminosos que geralmente são usados para extorsão em comunidades carentes estão sendo empregado constantemente nas manifestações a olhos vistos na mídia para todo mundo vê!!

    O brasileiro come pão com ovo e quer arrotar caviar, literalmente!!

    A laranja podre apodrece as demais!!

  2. O Sr.Prentice qualificou muito bem o estado atual da milícia do cabral, digo, polícia. É de podridão absoluta. Esse rapaz Bruno foi detido com a informação dada pelo militar que o conduziu à delegacia (depois de um show de total desrespeito ao cidadão pelos seus pares)de que não portava nenhum artefato. Existe trocentos vídeos na web mostrando a prisão, confirmando que o rapaz não portava absolutamente nada n~em tampouco atirou qualquer artefato. Apenas postava-se próximo à barreira estabelecida pelos policiais.
    Por isso que o representante da corporação afirmou que a atuação da OAB atrapalha o trabalho da PM. Os advogados voluntários presentes nessas manifestações têm coibido que esses militares descambem mais ainda para a marginalidade. Deveriam agradecer.

  3. As comunicações feitas por órgãos públicos deveriam ser centralizadas numa Secretaria de Comunicação, unidade esta ligada ao Gabinete de governante, ou, ao menos, da própria pasta, no caso, Segurança Pública.
    Como feito, principalmente em se tratando de instituições com certa visibilidade como o caso das polícias, parece amadorismo. Aliás, falando de polícia, já faz tempo que a estrutura militarizada deveria acabar, bem como os símbolos que incitam o comportamento violento pelos seus componentes, como simbolizando morte, luta, ódio e/ou com elementos como a caveira, cão feroz etc. A cultura da violência mudaria a partir de pequenas mudanças, como a abolição destes símbolos.

  4. Artigo 8. Garantias judiciais

    1. Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável, por um juiz ou tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido anteriormente por lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela, ou para que se determinem seus direitos ou obrigações de natureza civil, trabalhista, fiscal ou de qualquer outra natureza.

    2. Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas:

    a. direito do acusado de ser assistido gratuitamente por tradutor ou intérprete, se não compreender ou não falar o idioma do juízo ou tribunal;

    b. comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada;

    c. concessão ao acusado do tempo e dos meios adequados para a preparação de sua defesa;

    d. direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se, livremente e em particular, com seu defensor;

    e. direito irrenunciável de ser assistido por um defensor proporcionado pelo Estado, remunerado ou não, segundo a legislação interna, se o acusado não se defender ele próprio nem nomear defensor dentro do prazo estabelecido pela lei;

    f. direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no tribunal e de obter o comparecimento, como testemunhas ou peritos, de outras pessoas que possam lançar luz sobre os fatos;

    g. direito de não ser obrigado a depor contra si mesma, nem a declarar-se culpada;
    e

    h. direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior.

    3. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de nenhuma natureza.

    4. O acusado absolvido por sentença passada em julgado não poderá ser submetido a novo processo pelos mesmos fatos.

    5. O processo penal deve ser público, salvo no que for necessário para preservar os interesses da justiça.

  5. FORMULÁRIO PARA APRESENTAR PETIÇÃO SOBRE
    VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS

    O formulário que se segue foi preparado pela Secretaria Executiva da CIDH e se destina a facilitar a apresentação de petições referentes a violações dos direitos humanos praticadas por Estados membros da OEA, denunciadas pelas vítimas de tais violações, por seus familiares, organizações da sociedade civil ou outras pessoas.

    O formulário se baseia na informação requerida pelo Regulamento da CIDH para proceder à tramitação das petições recebidas e determinar se houve violação dos direitos humanos protegidos por tratados internacionais firmados pelo Estado acusado de praticar a violação. A informação requerida acha-se relacionada no artigo 28 do Regulamento da CIDH que estabelece o seguinte:

    Artigo 28. Requisitos para considerar as petições. As petições dirigidas à Comissão deverão conter o seguinte:

    o nome, a nacionalidade e a assinatura do denunciante ou denunciantes ou, no caso de o peticionário ser uma entidade não-governamental, o nome e a assinatura de seu representante ou seus representantes legais;
    se o peticionário deseja que sua identidade seja mantida em reserva frente ao Estado;
    o endereço para o recebimento de correspondência da Comissão e, se for o caso, número de telefone e fax e endereço de correio eletrônico;
    uma relação do fato ou situação denunciada, com especificação do lugar e data das violações alegadas;
    se possível, o nome da vítima, bem como de qualquer autoridade pública que tenha tomado conhecimento do fato ou situação denunciada;
    a indicação do Estado que o peticionário considera responsável, por ação ou omissão, pela violação de algum dos direitos humanos consagrados na Convenção Americana sobre Direitos Humanos e outros instrumentos aplicáveis, embora não se faça referência específica ao artigo supostamente violado;
    o cumprimento do prazo previsto no artigo 32 deste Regulamento;
    as providências tomadas para esgotar os recursos da jurisdição interna ou a impossibilidade de fazê-lo de acordo com o artigo 31 deste Regulamento;
    a indicação de se a denúncia foi submetida a outro procedimento internacional de conciliação de acordo com o artigo 33 deste Regulamento.
    Antes de preencher o formulário anexo, pede-se que as instruções abaixo sejam cuidadosamente lidas.

    O formulário deve ser preenchido da maneira mais completa possível e incluir toda informação disponível a respeito de um fato em particular que constitua uma ou mais violações dos direitos humanos por parte de Estados membros da OEA.

    A redação das respostas deve ser simples e direta, sem retórica política. Caso as informações solicitadas não estejam a seu alcance, o usuário poderá salvar o formulário e continuar a preenchê-lo mais tarde; se faltarem algumas informações, deverá indicar informação não disponível ou não se aplica, conforme o caso.

    Uma vez preenchido, o formulário deve ser enviado pressionando o botão ENVIAR FORMULÁRIO À CIDH. Se o usuário não tiver acesso à Internet, o formulário também está em formato PDF, que pode ser impresso e enviado pelo correio ao seguinte endereço postal:

    Comissão Interamericana de Direitos Humanos
    1889 F Street, N. W.
    Washington, D.C. 20006
    USA

    e/ou por fax ao seguinte número:

    1 – 202 458-3992.
    https://www.cidh.oas.org/cidh_apps/instructions.asp?gc_language=P

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