Policiais invadem Congresso em protesto contra a reforma da Previdência

Policiais contrários à reforma da Previdência quebraram vidros do Congresso Nacional (Foto:  André Dusek/Estadão Conteúdo)

Na confusão, os policiais revoltados quebraram o vidro

Por G1 DF

Policiais civis, rodoviários e federais de vários estados e do Distrito Federal protestaram na tarde desta terça-feira (18), em Brasília, contra a proposta de reforma da Previdência. Durante o ato, um grupo de policiais tentou invadir a chapelaria do Congresso Nacional. Houve tumulto, e vidraças do prédio foram quebradas. Imagens feitas pelo G1 no local mostram que a Polícia Legislativa usou spray de pimenta e bombas para dispersar o conflito. Até as 16h, não havia registro de feridos.

Segundo a Polícia Militar do DF, havia cerca de 1 mil policiais no gramado em frente à sede do Legislativo, no momento da confusão. Responsável pela convocação do ato, a União de Policiais do Brasil estima que um grupo de 100 a 150 policiais chegou a entrar na área privativa do Congresso.

INVASÃO – O tumulto começou quando esse grupo de manifestantes desceu até a chapelaria – rota de acesso de visitantes e parlamentares. A Polícia Legislativa tentou bloquear a entrada, mas o grupo quebrou os vidros e invadiu pelos espaços abertos.

De acordo com a UPB, cinco policiais que participavam do protesto chegaram a ser detidos pela Polícia Legislativa, mas foram liberados em seguida. Não houve necessidade de atendimento médico, mas policiais atingidos pelo spray de pimenta reclamavam de ardência nos olhos.

Ainda segundo a entidade, o grupo tentava entregar uma carta pedindo o afastamento do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA). O parlamentar divulgou um esboço do parecer sobre as mudanças nesta terça, mas só deve apresentar a proposta final na manhã desta quarta-feira.

17 thoughts on “Policiais invadem Congresso em protesto contra a reforma da Previdência

  1. Francisco Bendl. com certeza de acordo com as regras vigentes. Não sei,,mas eles contribuem para o INSS? Se “sim” deveriam se aposentar com as mesmas regras que nós – pobres mortais – nos aposentamos.

  2. Carmen Lins, minha prezada comentarista,

    Um dos repúdios pela Reforma na Previdência deve-se de que somente a aposentadoria dos trabalhadores está sendo alterada.

    Repito: dos trabalhadores!

    Não se fala como que os parlamentares irão se aposentar, se após dois anos de mandato, uma legislatura, quanto que recolhem à Previdência que lhes concede “o merecido descanso”!

    Da mesma forma o Judiciário com seus proventos milionários, pois os desembargadores do Rio ganham mais de 150 mil mensais e, aposentados, se continuarão a perceber esses vencimentos nababescos!

    Nesse meio tempo, teremos de trabalhar mais tempo, ganhando menos, enquanto as castas se locupletam com o nosso sangue, suor e lágrimas!

    A tentativa de invasão dos sindicatos policiais no Congresso, deixou um recado aos vagabundos e ladrões parlamentares:
    Juízo!

    Ou todos colaboram com a situação grave do Brasil ou todos nós nos aproveitemos do caos e salve-se quem puder!

    Agora, imorais e antiéticos, corruptos e desonestos, decidirem sobre o tempo de contribuição do povo é um escárnio, uma afronta, e como tal deve ser considerada.

    Um abraço, Carmen.
    Saúde e paz.

  3. Esse negócio de invadir local público para protestar é coisa de comunista maconheiro desocupado. Não gosto disso.

    Pessoas de bem não fazem isso, são agitadores subversivos. Deveriam estar trabalhando.

    Não fale em crise. Tenha fé e trabalhe.

    Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.

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