Política ambiental gera desconfiança internacional e inibe combate ao desmatamento

Resultado de imagem para reunião da COP 25"

Brasil sofre pressão na reunião climática COP 25, que se realiza em Madri

Gerson Camarotti
G1 Política

Os sinais contraditórios da política ambiental do governo têm sido determinantes para inibir o combate ao desmatamento no Brasil. E isso tem sinais negativos no exterior. Os movimentos dúbios do governo têm desacreditado o país durante a reunião da COP 25, conferência do clima da ONU que está acontecendo em Madri até o dia 13 de dezembro.

Se de um lado há ações para combater as queimadas e punir os infratores ambientais, do outro há flexibilização do discurso que passa a ser visto como uma espécie de sinal verde para desmatadores e infratores.

AGU DESPERTOU – Um setor do governo tem agido. Essa semana, o blog revelou que uma força-tarefa da Advocacia Geral da União (AGU) ajuizou 16 ações civis públicas para cobrar R$ 555 milhões em multas de grandes desmatadores, em quatro estados da região da Amazônia Legal.

Ao mesmo tempo, houve redução expressiva de desmatamento na região amazônica no mês de outubro, quando operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) enviou as Forças Armadas para controlar os incêndios e combater o desmatamento.

Porém, esses bons exemplos são neutralizados pelos discursos oficiais que relativizam a questão ambiental. Um dos exemplos é a insistência do governo Bolsonaro de querer legalizar o garimpo em reservas indígenas, o que liberaria a prática em área equivalente a dois estados da Bahia.

FORTE REAÇÃO – A possibilidade de legalização dos garimpos em reservas indígenas tem causado forte reação internacional. A preocupação de ambientalistas em relação ao assunto é de que haja imediatamente um aumento dos casos de garimpo ilegal em terras indígenas antes de serem fixadas as normas.

Tais contradições têm colocado o Brasil numa posição desconfiança em cúpulas como a COP 25.

8 thoughts on “Política ambiental gera desconfiança internacional e inibe combate ao desmatamento

  1. -O apelido “Anão Diplomático” não foi dado ao país agora, em 2019.

    -Não mais que de repente quem estava acostumado a viver na vida mundana no país do Nelson Rodrigues passou a exigir passado ilibado, teste de virgindade e a se escandalizar com pernas de fora…

    • Quem senão esses “corsários”(Espanha, Holanda, França, etc…etc…) de todas as formas, entrando e saindo e “deflorando-o”, fizeram do Brasil, uma espécie de himem complacente, que exibindo uma cara de (p) arrependida e recalcitrante, não se emenda?

    • Nelson Rodrigues, apesar de suas várias peças, próprias para teatro e cinema e que foram temas de vários filmes, foi um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Tenho a coleção das obras completas de Nelson Rodrigues.

      Não obstante, Nelson Rodrigues era militante da extrema direita. Certamente ele não apoiaria Bolsonaro, Trump e Olavo de Carvalho, que aliás é um péssimo escritor. Era da extrema direita, mas não era um imbecil fanático.

  2. Porque não apoiar as ações concretas do poder público brasileiro no combate ao desmatamento, seja quem for o chefe?
    E francamente, o discurso ambientalista no cenário internacional não tem passado de enganação pomposa. Pouca mudança concreta foi feita por parte da maior economia e força decisiva mundial, os Estados Unidos, mesmos tempos virtuosos de Obama. E atualmente o ambientalismo descambou para um tom catastrofista que tem alienado boa parte do público, aquela que tem dinheiro curto e consciência de como seria dura a vida na utopia ecopuritana de Greta Thunberg e Al Gore.

  3. Um estudo feito em 2016 aponta que 84% dos adultos democratas são a favor da preservação do meio ambiente. Há portanto esperanças se o próximo presidente for democrata. Se o Trump se reeleger, só resta rezar pelos deuses nos socorrer. Em verdade prefiro Oxum que, embora soe como nome de macho, era mulher e daí minha devoção a ela. Homem nem o Espirito Santo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *