Por coincidência, mera coincidência, montadoras estrangeiras “previram” o aumento do IPI de carros importados.

Carlos Newton

Não causa o menor espanto a notícia de que montadoras estrangeiras tenham nacionalizado todos os seus veículos que estavam na alfândega uma semana antes do governo brasileiro anunciar o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados.

E foi tudo coincidência, é claro. O presidente da indústria chinesa JAC no Brasil, Sérgio Habib, negou ter tomado a decisão com base em informações privilegiadas do governo, mas afirmou que já esperava uma alteração no imposto.

A fábrica KIA, segundo o presidente José Luiz Gandini, recebeu seis navios seguidos de veículos vindos da Coreia do Sul. Mas negou que a importação tenha sido feita com base em informações de que o governo aumentaria o imposto. E assim como a KIA, outras empresas também se armaram contra a decisão do governo, tudo coin.

Mas no mercado, a medida tomada pelas montadoras estrangeiras foi considerada como estratégica para driblar o aumento do IPI. Terça-feira, a chinesa Chery informou por meio de um comunicado que está “concentrando todos os esforços para continuar oferecendo carros completos com preços justos, qualidade e tecnologia a todos os brasileiros”.

Como se dizia antigamente, fica combinado assim. Foi só coincidência.

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