Por coincidência, ministro do Esporte comprou terreno em área que será desapropriada pela Petrobrás.

Polibio Braga

O ministro depôs nesta terça no Congresso, mas na mesma hora falou para a oposição, também no Congresso, o policial que o denunciou. A Petrobrás informou ao editor, ontem, que não desapropriará o terreno de Orlando Silva em SP, mas os documentos publicados não confirmam isto.

Se a reportagem de capa da revista Veja desta semana não conseguiu derrubar o ministro do Esporte,  Orlando Silva, com certeza esta devastadora  investigação da Folha de São Paulo era a pá de cal que faltava para enterrar o ministro do PCdoB.

Reportagem ou notícia de jornal ou TV que faz a denúncia e mostra as provas materiais e testemunhais, é mais do que arma letal. O site UOL desta terça-feira, pertencente aos jornais O Globo e  Folha de São Paulo, chegou ao requinte de disponibilizar o mapa da área, em Campinas, onde se encontra o terreno que o ministro Orlando Silva comprou no ano passado  por R$ 370 mil e que “coincidentemente” poderá ser desapropriado pela Petrobrás, porque por ali passa  um gasoduto.

Terrenos vizinhos já foram desapropriados e existem notícias de que a Petrobrás irá adiante. O Plano Diretor de Dutos da Petrobrás inclui o terreno na alça de mira da companhia. O ex-proprietário, um casal belga, tinha começado a conversar com a Petrobrás. A compra foi feita em dinheiro vivo (petistas e comunistas não gostam de usar cheque).

Ligadíssimo à Petrobrás é outro velho companheiro do ministro na área, mais especificamente no Conselho Nacional do Petróleo, o histórico comunista baiano Haroldo Lima. O lugar-tenente de Lima, é um ex-deputado do PCdoB do RS e ex-secretário da Smic, denunciado num escândalo sobre advocacia administrativa do qual não se fala mais nada.

Aliás, a Petrobrás enfiou R$ 30 milhões no programa Esporte & Cidadania, do ministério dos Esportes.

 O ministro do Esporte comprou o terreno em seu nome e da mulher, a atriz Ana Cristina Petta, que integra a Companhia do Latão, grupo teatral patrocinado pela Petrobrás. Tudo coincidência.

(Transcrito do blog de Polibio Braga)

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