‘Por muito menos Collor sofreu impeachment’, diz Boris Fausto

Fausto vê situação de Dilma pior do que a de Collor

Mariana Schreiber
Da BBC Brasil

Boris Fausto, um dos principais historiadores do Brasil, considera difícil relacionar a crise política que enfrenta a presidente Dilma Rousseff com a que derrubou João Goulart. Ele não vê problemas, porém, em fazer comparações com a queda, em 1992, do primeiro presidente eleito após a redemocratização do país, Fernando Collor de Mello.

Na avaliação do historiador, que declarou voto em Aécio Neves, há mais razões técnicas hoje para o impeachment de Dilma do que havia no caso de Collor, sobretudo por “problemas no Orçamento [as chamadas ‘pedaladas fiscais’] e no financiamento da sua campanha”.

“A comparação com o Collor é interessante porque, por muito menos, o Collor sofreu impeachment”, afirmou, em entrevista à BBC Brasil.

Questionado sobre a ausência de acusações diretas de corrupção contra a presidente, Fausto disse que Dilma “fez um esforço no sentido de controlar os piores aspectos da corrupção e dar um rumo para a Petrobras”. “Mas o problema é que ela está metida em toda uma instituição política da qual faz parte, não obstante suas supostas e prováveis intenções”, completou.

Após indicações de uma possível ruptura entre PT e PMDB e de declarações de líderes do PSDB de que estariam prontos para assumir o país, Dilma partiu para o ataque e disse que não vai cair. Esse tipo de afirmação tende a ter algum resultado político?

Algum resultado certamente tem. Ela é presidente da República. Para usar uma linguagem do boxe, ela tentou sair das cordas. Presumo que teria tido uma boa acolhida no PT. Em outros círculos, não acredito.

Pareceu um bom passo dentro da disputa política?

Não acho que seja um bom passo. Acho que ela teria que falar mais, porque a presença dela em momentos de crise seria muito importante e ela aparece muito pouco. Não gosto do conteúdo. Essa coisa de “eu não tenho medo, venham para a luta” parece um desafio de ginasianos, e não a palavra de uma presidente. E essa exploração de uma outra época histórica, do fato de que ela tenha sido torturada, presa política, aliás, só a enaltece, mas essa exploração, transportada para o dia de hoje, não faz sentido.

O senador José Serra disse que o governo Dilma “é o mais fraco” que já presenciou. “O de Jango [João Goulart, deposto em 1964] era de uma solidez granítica se comparado com o de Dilma”, afirmou na ocasião. O senhor concorda?

Não concordo em parte. É difícil medir solidez granítica de governo. Acho que o governo Jango, sobretudo na última fase, teve um comportamento muito errático, se enfraqueceu muito e foi derrubado por um golpe. As épocas são muito diferentes, as razões [da fraqueza dos governos] são muito diferentes, as forças sociais em jogo são outras. Não vejo paralelismo.

A imprensa teve um papel importante na queda tanto de Jango como de Getúlio Vargas. O PT costuma acusar a imprensa de perseguir o partido e seu governo. Como o senhor vê a atuação da mídia hoje?

A imprensa sempre teve um papel importante no Brasil. No passado tivemos algo que hoje não temos: órgãos da imprensa com diferentes posições. Por exemplo, o caso do [jornal] “Globo” em contraste com a “Última Hora” [jornal que apoiava Getúlio]. Hoje não temos isso. Agora, estou seguro de que essa teoria conspiratória sobre a imprensa manipulando a situação é falsa. A mídia em geral tem tido um papel muito importante no esclarecimento de fatos. Em vez de censurar a mídia, é melhor censurar o comportamento das pessoas sobre quem a mídia fala.

No caso do Getúlio houve também acusações de corrupção. Essa seria uma semelhança entre os dois casos?

Semelhança muito genérica existe porque o tema da corrupção apareceu nos dois casos, só que o grau de corrupção nos dias de hoje é infinitamente maior do que na época de Getúlio. E, afinal de contas, aquilo que ele próprio chamou de “mar de lama” era um laguinho comparado à situação de hoje. O que significa que a corrupção é um elemento muito mais importante hoje do que no quadro da queda de Getúlio, o que não quer dizer que o tema da corrupção não tenha sido usado para derrubá-lo.

E hoje o senhor também vê alguma “luta de classes” como havia antes? Isso porque o governo também costuma classificar seus críticos como “elite que está contra as reformas do país e preocupada com seus próprios interesses”.

Pergunta difícil essa. Esse panorama no Brasil é muito complexo. Claro que há interesse se manifestando, interesses das elites. Mas há uma coisa complicada se pensarmos o seguinte: o PT, que expressou a vontade de luta dos trabalhadores urbanos, se transformou num partido cuja principal liderança se uniu às empreiteiras, a ponto de a direção do partido fazer uma declaração em defesa das empreiteiras. Então, tudo isso embrulha muito o cenário da luta política brasileira. É difícil falar que o Partido dos Trabalhadores seja hoje o partido dos trabalhadores.

Hoje Dilma tem menos apoio popular que Jango e Getúlio tinham antes de suas quedas. Isso aumenta as chances de ela não terminar o mandato?

A comparação histórica não aumenta. O fato de ter um prestígio tão baixo aumenta muito as chances de chegarmos a uma situação de impeachment. A falta de apoio popular, mais a queda enorme do prestígio da Dilma, que no começo do primeiro mandato tinha em torno de 60%, 65% de aprovação, isso, sim, concorre muito para desestabilizar seu governo.

José Sarney foi um presidente muito impopular e Fernando Henrique Cardoso também viveu momentos de baixa aprovação, mas ambos não caíram. Que semelhanças e diferenças há entre esses dois casos e o atual?

É uma situação diferente. O Sarney tinha problema de legitimidade, foi um nome que esteve integrado na Arena [o partido de sustentação da ditadura militar] e chegou ao poder por conta da morte de Tancredo [Neves, civil eleito presidente indiretamente pelo Congresso]. E o Brasil atravessou um período muito difícil do ponto de vista econômico. As razões de queda da popularidade são compreensíveis, mas o quadro político não foi instável como hoje.

E no caso de Fernando Henrique? Ele também viveu momentos de baixa aprovação, houve o “Fora FHC”.

O FHC viveu momentos de desaprovação, principalmente no segundo mandato, quando enfrentou uma situação econômica também adversa, o desemprego subiu muito. Na verdade, com ele acontece uma coisa curiosa, e eu vou repetir uma frase dele porque eu acho boa. Ele, por muito tempo, perdeu a popularidade, mas não perdeu a credibilidade.

A democracia brasileira, embora ainda muito nova, superou bem o impeachment de Collor. A leitura predominante hoje é de que a queda do presidente foi justa e correta. O governo Dilma acusa os que propõem o impeachment de golpistas. Um impeachment hoje tem fundamento constitucional ou seria um golpe?

O impeachment é uma coisa prevista na nossa legislação, não é um golpe de Estado. Mas é preciso considerar que o impeachment é sobretudo um instrumento político. O que significa que exista uma forte tendência a acreditar que o governo não tem condições de continuar. E, mais do que isso, é preciso indicar as razões porque isso acontece. Agora, a Dilma está cercada de razões dessa natureza – problemas no Orçamento [do governo], no financiamento do partido, da campanha dela. Então, é preciso não se antecipar porque estamos vivendo aí numa tempestade, mas que existem razões para um impeachment, razões técnicas, eu acho difícil contestar. A comparação com o Collor é interessante porque por muito, muito menos, o Collor sofreu o impeachment.

É que no caso do Collor o acusam de ter sido corrupto em causa própria. E a presidente sustenta que a biografia dela é limpa, que ela é honesta. Não seriam então duas coisas diferentes?

Eu já disse que Dilma fez um esforço no sentido de controlar os piores aspectos da corrupção, dar um rumo para a Petrobras. Mas o problema é que ela está metida em toda uma instituição política da qual ela faz parte, não obstante as suas supostas e prováveis intenções.

Volta a discussão hoje no país a adoção do parlamentarismo, defendida principalmente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e também por José Serra. O sistema foi adotado no governo Jango, como forma de retirar força do presidente. O que acha da discussão hoje?

É preciso ver em que condições se adotará. Tenho muito receio da adoção do parlamentarismo, não do ponto de vista abstrato da qualidade de um sistema político dessa natureza – o parlamentarismo tem muitas virtudes. Mas fico imaginando se, com uma instituição como o Congresso Nacional, a presença no país de 32 partidos, a gente tem um arcabouço constitucional que possa sustentar um verdadeiro parlamentarismo.

E, quando o senhor fala dos 32 partidos, se refere a possíveis dificuldades na construção de alianças?

Você vê as dificuldades que temos hoje num sistema presidencialista em que o Congresso ganha muita relevância – toda a falta de coerência, a criação de partidos que são simples balcões em busca de interesses. Tudo isso torna muito arriscada a implantação do parlamentarismo.

Qual sua opinião sobre Eduardo Cunha, uma figura polêmica, que despontou com muita força?

Eu não o conheço suficientemente, prefiro não opinar. Vou dizer só uma coisa: o Eduardo Cunha conhece o regimento da Câmara muito bem. Ele sabe usar, e aí, veja você, mais um dado para que a gente fique com uma pulga atrás da orelha sobre o parlamentarismo.

(entrevista enviada pelo comentarista Mário Assis)

14 thoughts on “‘Por muito menos Collor sofreu impeachment’, diz Boris Fausto

  1. Numa hora dessas é de se lamentar que o comentarista crítico por excelência de Collor não está presente no blog.
    Ele continuaria afirmando que a gestão do ex-presidente e hoje senador foi a pior da história.
    Uma pena porque eu concordaria que a gestão de Collor é incomparável, salvo se outro presidente cometer a mesma aberração e violência contra o brasileiro, que duvido haver outro maluco com esta intenção, se nem mesmo o PT ousou pensar a respeito.

  2. O problema da presidente é que ela não conta com pessoas “limpas” para compor seu governo. A cada nova tentativa de substituir os acusados, lá vem um com ficha igual, ou pior. Pode até ser que, pessoalmente, ela não se tenha aproveitado da roubalheira. Pode ser. Mas fica a cada dia mais difícil comprovar.

  3. POR MUITO MENOS NIXON E COLLOR CAÍRAM
    Se em qualquer país realmente democrático (geralmente em países do 1º mundo que são ricos e prósperos) chegar à situação em que se encontra o nosso país seu governante com todo o ministério já teria caído. Tanto no sistema Presidencialista como no Parlamentarista.
    Como pode um governo que pratica tanta imoralidade, falta de respeito para com seu povo, desrespeito às leis, demagogia e mentiras se manter no poder?
    Como pode um governo empobrecer uma nação, seu povo e mesmo assim manter-se no poder?
    Com uma crise deste nível, fortes indícios de corrupção, propina oriunda de uma estatal para a campanha presidencial, pedaladas, incompetência do governante etc. Pergunto: Que direito tem essa gente de continuar a nos governar?
    São centenas de escândalos sendo o Mensalão e o Petrolão os 2 principais. Fala-se que se abrisse a caixa preta do BNDS para investigação o escândalo seria bem maior que os 2 já citados acima.
    É minha gente, se eu fico aqui escrevendo e questionando talvez seja porque encontrei este espaço para desabafar minhas lamurias. Apesar de que, o meu cérebro sempre me transmite como sinal de alerta coisas tipo: – que aqui é a América Latina, aqui é o Brasil;
    – que eu já deveria saber que esta região periférica e atrasada é um terreno fértil para o populismo;
    – que eu deveria lembrar-me de que nos anos 50 a Argentina tinha níveis sociais comparáveis à de países da Europa e o Peron com sua “República Sindicalista” destruiu a economia deste país.
    Ainda me fez lembrar que, por ser meu cérebro e me comandar já tinha me feito pensar que, pra meu azar eu nasci nesta republiqueta e não nos EUA ou na Europa desenvolvida e que agora deveria aguentar as consequências.

    Entre tantas, deixem-me contar só esta historinha sobre o desprezo de uma celebridade americana por nossa região.
    A Jéssica Alba, aquela famosa atriz americana (Quarteto Fantástico) irritou os latinos após declarar que não gosta de ser chamada de ‘artista latina’. Do alto da sua fama e prestígio em Hollywood diz que de latino só tem o sobrenome e que ELA se considera americana.
    E disse: “Alba é meu verdadeiro sobrenome, e eu estou orgulhosa dele, mas isso é tudo. Não sou latina, meus avós nasceram na Califórnia, meus pais também, eu também nasci nos Estados Unidos, portanto a minha herança é norte-americana”.
    No mínimo ela considera a América Latina atrasada culturalmente, economicamente e sabe Deus o que mais.

    Pois é, o mundo civilizado é pra poucos.

  4. SAINDO DO CAMPO POLÍTICO E ECONÔMICO
    Ao menos para o brasileiro muito culto e muito rico pode-se usufruir o que há de bom lá fora.
    Pode-se frequentar a Broadway. Aqui no Brasil elogiam este nosso Teatro mambembe, mas quando querem assistir boas peças de Teatro vão até Nova Iorque. E de quebra ainda pode-se visitar seus museus, bibliotecas etc.
    E em países de primeiro mundo ainda tem-se a vantagem de sair para passear com uma possibilidade muito pequena de ser assaltado ou assassinado.
    Nós os pobres do 3º mundo temos que nos divertir vendo Caetano cantar em inglês e ouvir a sua chatíssima “Leãozinho”. Ou temos a opção de ir ao Mercado Modelo assistir os caras praticarem capoeira ou ir ao Pelourinho ver shows de axé e batida de tambor.
    Bons perfumes com preços accessíveis? As Xuxas, Sandy & Junior, Gugu e outros lançam suas marcas de perfumes e brinquedos de 3ª qualidade e pedem para nós os pobres comprar, pois tem que valorizar produtos Made Brasil. Já eles provavelmente compram seus perfumes na França (Paris) e brinquedos para seus filhos nos EUA. Garanto a vocês que eles não usam perfumes de sua própria marca.
    O Brasil é bom para quem tem muito dinheiro. E se tiver boa cultura, melhor ainda.

    E desde os anos 70 venho dizendo: É muito bom ser comunista no Brasil.
    Vai turma de “intelectuais” tupiniquins morarem na Venezuela e contestar a ditadura de Maduro. Vão lá seus comunista/socialistas tupiniquins se queixarem a Maduro sobre a falta de papel higiênico e comida nas prateleiras.
    Vai Chico, Caetano, Gil, atores globais e estes politicoszinhos brasileiros serem comunas em Cuba ou na Coreia do Norte.

    Iniciei a escrever este comentário ontem já com o título “POR MUITO MENOS NIXON E COLLOR CAÍRAM” para postar no artigo do Carlos Newton “No desespero, Dilma usa Temer como uma tábua de salvação”, mas precisei sair.
    Hoje tem este artigo com o título: “Por muito menos Collor sofreu Impeachment, diz Boris Fausto”
    E não seria nada demais repetir o que bem disse o historiador.
    Aliás, muitos já estão escrevendo e falando que ‘por muito menos o Collor caiu’.

    • O João falou e disse.

      Tenho muito orgulho de nunca ter acreditado em Lula e PT, numa época em que vários amigos e conhecidos babavam o “programa do PT”. Nunca consegui enxergar estrutura nesse pelego de porta de fábrica, bom para incitar “os companheiro” para fazer uma greve na Foquisvágue. Nada mais que isso.

      Uma vez preparado pelo sistema Golbery para derrotar Brizola, o único que tinha condições de transformar o Brasil numa potência respeitada, a partir da Educação, querendo ou sem querer Lula, o metalúrgico, serviu a Zelite que ele tanto esculhambava, sem nem saber direito quem era o inimigo. O inimigo era quem lhe dava o alpiste.

      Tentou por diversas vezes ser presidente, acabou conseguindo. Uma vez empossado, fez do Brasil um miserê alegre. Alegre por uma década. É o tempo máximo que duram milagres na Macroeconomia. Depois explodem nas mãos dos sucessores. Por sorte, ou azar, o sucessor é do próprio partido. E só faz assistir a derrocada. Nada tem a fazer, se continuar enredada nas teias desse partido que se diz “dos trabalhadores”.

      A essa altura, como corrigir os rumos da Economia sem dar um sacode que abale os temas apregoados no período eleitoral? Como manter aquele estado de “maravilha consumista”, e progredir economicamente? Como se livrar da pecha da corrupção insidiosa, alastrada como incêndio por todas as camadas do governo? Pobre Dilma!

      Mas poderia, em última tentativa, vir a público e fazer uma mea culpa e, ao mesmo tempo, livrar-se do PT. Perdida ela já está. Com o PT ou sem o PT, o precipício é próximo. De que lhe adianta estar de braços dados com esse partido se várias de suas lideranças sequer a apoiam? De que o PT, hoje, é útil a Dilma, como presidente, como política ou, antes disso tudo, como cidadã?

      A última chance de Dilma é romper com o PT. “Expulsar-se” dessa nau furada. Diante de um bom discurso, mas que seja verdadeiro, quase uma delação premiada – de que ela tanto fala mal -, não faltariam partidos para apoiá-la. Afinal, do ponto de vista finalístico, qual partido dispensaria ter em seus quadros um presidente, ainda que enfraquecido, mas após uma reviravolta honrosa contra seu antigo partido?

      Daí, um conselho, Dilma: se não queres renunciar à presidência nem sofrer impeachment, saia honrosamente do PT. Saia atirando. Liberte-se de todos os “demônios” desse partido. Leve alguns selecionados com você. É sua única salvação.

  5. 1 – Lula e PT, a meu ver, fazem parte das elites políticas que governam o Brasil há mais de meio milênio, desde 1500;

    2 – Até chegar ao Poder reclamaram de tudo, só prestava quem concordava com eles; no Poder não moveram uma palha para realizar as Reformas de Base, que Jango sonhava;

    3 – Proponho “Filas Zero” nos hospitais públicos e transportes coletivos.

  6. Vamos ao caso concreto: Collor caiu porque colocou PC Farias como interface entre o Executivo e todos. Não fosse isso e a lava-jato poderia ter começado bem antes.

    Errou bastante mas só caiu porque o Congresso – faminto, por sinal – já estava à morte, com as boquinhas abertas esperando pela “alimentação”.

  7. Já havia dito isto, por muito menos, não sou eleitor delle e nunca fui, nem do Lula e FHC, Collor foi afastado do poder, com tantas evidências e Dilma continua no poder como se nada tivesse acontecido e quem sabe continua acontecendo, nunca ouvi notícia com tamanha roubalheira aos cofres públicos, há algo estranho que ainda permaneça no poder.

  8. Por muito menos o então presidente Fernando Collor sofreu impeachment e foi inocentado 20 anos depois, há pouco tempo, assim como não há fato determinante contra a presidente Dilma Rousseff. As cúpulas dirigentes deviam se envergonhar da história que escrevem. Francamente.

  9. Ser inocentado pelo STF quando o réu é parlamentar traz um significado que não seria verdadeira a sentença, autêntica, mas uma decisão de ministros como reverência a um ex-presidente que deve ser inocentado em sinal de agradecimento pela nomeação de alguns “julgadores”.
    No caso de Collor, o STF deve explicações e justificativas à sociedade brasileira quando concordou com o confisco – assunto que um comentarista que faz falta ao blog desenvolveu em vários comentários e com impressionante capacidade -, manteve-se calado, sem ousar se manifestar diante da medida absolutamente inconstitucional!
    Sobre a Dilma, se o seu envolvimento direto com os roubos na Petrobrás (nomeação dos diretores, responsabilidade sua), sua incompetência, mentiras contumazes e decisões estapafúrdias não são motivos para seu impedimento, então tratemos de enaltecer a desonestidade, imoralidade e falta de ética de uma vez por todas!

  10. O bom senso manda que a o impeachment só ocorra quando a popularidade dela cair para uns 4%, portanto é preciso deixar sangrar. Já os eleitores dessas tranqueiras, precisam sofrer para aprender á não confiar em crápulas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *