Por que a corrupção desperta indignação seletiva?

Afonso Bezerra

Essa “indignação seletiva” com a corrupção atinge hoje principalmente os adeptos do atual governo federal. Para cada escândalo surgido agora, recorda-se um do governo FHC. Uma jogada esperta da guerrilha de mídia governista que iguala todos os homens na prática do malfeito e nega as soluções que possam surgir.

Vamos sair dessa briguinha pequena de miquinhos adestrados. O importante são as soluções. Aldo Rebelo, por exemplo,adotou uma excelente regra: não faz convênios com ONG. Se isto fosse adotado por todos os órgãos da administração pública, a economia seria imensa.

A redução extrema das terceirizações seria outra solução que eliminaria os contratos superfaturados e os intermediários do negócio, principalmente os que empregam os apadrinhados políticos na empresa que presta o serviço terceirizado. Ainda não inventaram nada melhor do que o concurso público para se contratar um servidor público. As tercerizações negam a Constituição.

No campo político, a crise é da democracia representativa. A sociedade precisa ser melhor representada e não encontra pessoas aptas nas listas dos partidos. Ou eles (os partidos) se democratizam ou somente candidaturas independentes da dos partidos podem dar a representação que a sociedade espera. Mas isso somente daria certo com financiamento público, porque senão os independentes seriam sempre gente ligada ao poder econômico.

Boas ou não, são idéias postas e é isso que devemos discutir. Quem é mais corrupto do que o outro, isso sinceramente não me interessa.

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