Por que aumentar a remuneração dos militares, se não existem Forças Armadas?

O comentarista Carlo Germani nos envia informações de que o Ministério da Defesa estaria elaborando nova política de remuneração para os militares, em conjunto com os comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.  Tal política teria por objetivo atrair e reter profissionais qualificados, assim como estimular sua permanência no serviço ativo. Motivo: Nos últimos anos, a insatisfação com a carreira vem resultando num êxodo prematuro para a reserva.

A pergunta que então surge é a seguinte: Por que aumentar a remuneração dos militares, se não existem Forças Armadas? Sem trocadilho ou menosprezo, apenas com base na realidade, a denominação deveria mudar para Forças Desarmadas, conforme é hoje público e notório.

E o pior é que o sucateamento das Forças Armadas teve a conivência dos três comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, que venderam suas consciências por trinta dinheiros, só estão interessados no alto salário que ganham como “ministros” de coisa alguma, jamais protestaram contra essa situação absurda.

Segundo dados recentemente publicados pelo Estadão e que circulam com sucesso na internet, a deplorável situação do equipamento de nossas Forças Armadas seria assim sintetizada e apenas à altura de um pais pobre, que não mais é o caso do Brasil, que está novamente entre as dez maiores economias do mundo,

Marinha

– Dos seus 24 aviões a Jato A4 – nenhum poderia decolar de nosso Porta Aviões “São Paulo.”

– Das 100 unidades navais, somente 53 estariam disponíveis.

– Dos seus 5 submarinos, apenas dois operariam.

– Das suas 74 viaturas blindadas sobre lagartas, do CFN, somente 28 estariam operacionais.

– De suas 23 aeronaves a jato que estão na Embraer somente 12 de lá sairiam e as 11 restantes seriam canibalizadas.

Aeronáutica

– Das suas 219 aeronaves de caça, somente 72 estariam disponíveis.- Das suas 174 aeronaves de transportes, somente 67 estariam disponíveis.

– E que a compra de 36 caças para renovar a frota da Aeronáutica é medida urgente, já que em 2014, os seus atuais caças deixariam de voar.

– Que a sua frota de treinamento caiu de 74 para 49 aeronaves em funcionamento, E que 90% de sua frota possui 15 anos de uso, ultrapassando os 10%, sendo o desejável para uma força operacional é possuir 50% de sua frota com até 10 anos de uso.

– E que as 9 baterias antiaéreas disponíveis no Brasil estão fora de uso.

Exército

– De seus 78 helicópteros a metade estaria indisponível.

– 40% de sua força blindada estaria parada.

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