Por que ninguém se preocupa com a dependência do Brasil em relação aos medicamentos?

Ana Lourenço da Rosa

Os jornais anunciam mais importações de drogas estrangeiras para tratamento de saúde, o que significaria uma “excelente” parceria entre Brasil e Estados Unidos & Cia. As novas drogas medicamentosas, aprovadas pela ANVISA, são inibidoras de protease que impedem a replicação do vírus que provoca a hepatite do tipo C em mais de 3 milhões de brasileiros etc., segundo informação cuja fonte do texto original é de responsabilidade da Hnews (08/11/2011).

As novas drogas importadas ou parceirizadas serão administradas em conjunto com a terapia anterior (interferon + ribavirina), cujos medicamentos causavam sempre pós-recaídas etc., segundo a mesma fonte, que cita grupos de brasileiros que teriam participado dos testes, portadores dessa patologia, que lutavam para sobreviver desde 1998, e que teriam se beneficiado, através de uma parceria brasileira com a FDA (Agência americana que “regula” os medicamentos).

Até aí nada de novo. Nenhum espanto. A surpresa permanente é que, desde a vinda de Cabral, ele até deve estar encabulado, incrédulo com tantos séculos e séculos de um gigante como o Brasil continuar adormecido. Até hoje o país não conseguiu reunir forças de seus grandes empresários, que acumulam fortunas nessa área, mas não têm interesse em investir nas pesquisas dessa magnitude em prol do nosso povo brasileiro.

Pesquisadores de excelência científica não estão em falta no Brasil, nessa área de medicamentos. Existem profissionais de altíssima responsabilidade que afirmam: “Precisamos desenvolver medicamentos que falem a nossa língua, usando a nossa biodiversidade”.

Mas o que se vê é uma displicência total das autoridades e dos empresários, enquanto os pesquisadores estrangeiros continuam roubando e registrando no exterior as patentes farmacêuticas de nossa biodiversidade.

Este texto não é uma crítica científica. É apenas um lamento pela nossa eterna dependência! A culpa deve ser de D. Pedro, que se esqueceu de proclamar essa parte da independência.

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