Por que o Brasil precisa investir em educação e também em segurança nacional?

Francisco Vieira

Vejo a necessidade de se investir em segurança nacional, mas sem abrir mão da educação. De certa forma, nenhum país tem tecnologia de segurança sem ter educação (exceto as ditaduras, que tiram o dinheiro desta pasta). Parece-me que uma coisa está ligada a outra.

Certa vez eu vi uma autoridade americana dizer que os Estados Unidos não precisam invadir a Amazônia para terem acesso ao seu subsolo: eles poderiam comprar tudo o que ali estivesse! O que é verdade na situação atual.

Os americanos, que não são bobos, por um lado investem em armamentos e aviões, por outro, nas universidades e pesquisas e, enquanto tiverem dólares sobrando, esse quadro não mudará.

Por outro lado, imagine-se como será o mundo quando (ou se) o dólar for substituído como moeda universal? Quem poderá dizer como será a política mundial daqui a 50 ou 100 anos? Quem estará governando nossos países vizinhos? Que recursos essenciais faltarão à humanidade?

INVESTIR EM ARMAMENTOS

Quanto ao fato de não “adiantar nada” o Brasil investir em armamentos, em uma guerra direta, pouco adiantarão para nossas Forças Armadas. As estruturas serão destruídas no solo, como aconteceu no Iraque. Mas as Forças Armadas, principalmente o Exército, já estão se preparando para a chamada “Guerra de Lassidão”, a guerra de guerrilha, que demora anos e, aos poucos, vai inserindo batalhões de guerrilheiros nos lugares mais remotos do país, tornando uma invasão desinteressante e onerosa.

Parece “neura” na situação atual alguém pensar em treinar militar para guerrilha e ao mesmo tempo fabricar armas. Mas o mundo dá voltas, as políticas e interesses mudam em 50 anos e não se constrói tecnologia na hora em que se precisa dela. Não vai dar tempo para comprar a fechadura na hora em que o ladrão estiver à porta.

Até hoje, a Embraer, com quase 40 anos de existência, ainda está engatinhando na construção de jatos militares. Essas armas e tecnologias não serão para as Forças Armadas de hoje, mas para as daqui a 50, 100 anos.

A SANGRIA DO BRASIL

Vejam qual é a verdadeira sangria do Estado Brasileiro:

“No total, o setor público brasileiro teve uma despesa de R$ 249 bilhões em 2013 com juros. É o maior valor anual desde pelo menos 2002, quando o BC iniciou o registro desses dados pela metodologia atual. Se atualizarmos pela inflação, no entanto, o maior valor da série é o de 2011 (R$ 265 bilhões). De 2009 a 2013, os gastos com juros somaram R$ 1,065 trilhão. Corrigido pela inflação, esse valor equivale hoje a R$ 1,190 trilhão. Em média, cada um dos 94 milhões de brasileiros com ocupação remunerada gastou, indiretamente, R$ 11 mil no período para pagar os credores do governo, o que dá mais de R$ 2 mil por ano por pessoa.”

Quanto o Brasil gastará com os aviões? 11 bi em dezenas de anos. Quanto foi gasto com os estádios da Copa? 25 bi. Qual é o tamanho do alegado “rombo” da Previdência? 50 bi em 2013.

Portanto, todos os gastos do país são pequenos, quando comparados com o que o país paga de juros. Realmente, não será preciso atacar o Brasil para dominá-lo. Já estamos dominados!

 

12 thoughts on “Por que o Brasil precisa investir em educação e também em segurança nacional?

      • Prezada Dorothy, eu tb gostaria de ter os referidos números, mas ele é um cara sério e não está apegado aos bens materiais. Me disse que ganhar nas loterias é questão de carma positivo. Vamos continuar tentando, quem sabe um dia o carma positivo acontece.

        • Antonio Rocha,

          Não dá para acreditar que o tal VIDENTE É SÉRIO simplesmente porque VIDENTE NÃO EXISTE.
          Todos que se passaram por videntes, eu disse TODOS, foram ou serão desmascarados facilmente.
          As crenças são livres e cada um tem as suas. Alguns até acreditam em videntes, eu não.

          • Tudo bem Dorothy, respeito o seu ponto de vista, eu vejo a clarividência como uma atividade Paranormal da mente. Alguns chamam de mediunidade, canalização etc. Digamos que Jesus algumas vezes teve clarividência quando disse ao apóstolo Pedro: “antes do galo cantar, três vezes me negarás”. Está na Bíblia, eu acredito. Tudo de bom !

  1. Só uma ressalva: juros não são a causa da nossa eterna falta de recursos. São consequência, são efeito.
    A causa da nossa eterna dependência é o gasto público (diplomaticamente vamos chamar de gasto à este eterno descalabro).
    Se um pai de família faz uma festa de arromba no aniversário de 15 anos da “filhinha”, e paga a conta com cheque especial, não vá depois culpar o banco que lhe deu o talão.

  2. Ciência e tecnologia. A aeronáutica criou o ITA, uma escola de engenharia, para depois construir aviões. Até hoje construímos aeronaves de qualidade. Na Celma, em Petrópolis, a aeronáutica fazia as manutenções das aeronaves. Foi tudo privatizado.

  3. Francisco Vieira, está certo em alertar para a segurança nacional, haja vista
    o processo de entrega do Amazonas, com o grande número de ONGs estrangeiras
    que invadiram o Amazonas, a lei de arrendamentos de grandes glebas no Amazonas
    a pessoas nacionais e estrangeiras, a título de “remanejamento de floresta” podendo ser
    explorada por 40 anos e ser renovada por mais 40 anos, a assinatura do acordo
    na ONU pelo Brasil dando autonomia política, administrativa e cultural aos indígenas, junte-se
    a isso as grandes áreas de terras, formando uma área contínua, como se fosse um País dentro
    do Brasil. Tudo isso foi feito no governo Lula, essa é a razão de estenderem tapete vermelho
    a ele e o Obama dizer que ele era o cara.
    A sangria de nossas divisas, além dos juros altíssimos pagos por uma dívida devido a irresponsabilidade dos governos. Pega-se empréstimo para fazer reservas cambiais no EUA,
    para pagar os juros da dívida, pega-se dinheiro emprestado para quase tudo. Nunca vi ninguém
    ficar rico com dinheiro emprestado, se não com seu trabalho e esforço. Acredito que uma auditoria ira mostra que esse valor da dívida é indevido.
    A remessa de lucros para as matrizes das multinacionais, é outra sangria de nossas divisas e ainda
    tem o dinheiro da corrupção que é levado para paraísos fiscais. Toda essa fortuna que sai do Brasil
    sem volta, a meu ver é uma das principais causas da nossa estagnação e da inflação.
    Independente da preparação para guerrilhas, as Forças Armadas precisão de fortes investimentos,
    são elas a segurança do País. Se queres paz prepara-te para a guerra. Com o aumento populacional
    no mundo, a tendência e a escassez de tudo, e o Brasil por ser um celeiro desperta a cobiça das grandes
    potências.

  4. CLA DE ALCÂNTARA VIRA CAVALO-DE-TRÓIA
    Certa ocasião, referindo-se ao Império Ianque(EUA e Inglaterra), o guerrilheiro mais carismático que a humanidade já produziu, Ernesto Che Guevara, asseverou: “El mayor enemigo del género humano!” Nem precisa traduzir. Os Estados Unidos, fiel herdeiro da pirataria inglesa, ao largo de sua trajetória, têm-se revelado como o imperialista mais tirano e bandido de todos os tempos. A sua tática de sujeição e expansionismo consiste de manipular, sabotar e matar as nações débeis. Auto-intitulado a polícia do mundo, é o único país que ignora os princípios de não-intervenção e de autodeterminação entre povos.
    Fazendo uma retrospectiva, nenhum historiador poderia deixar de fora as invasões a Cuba, Santo Domingos, Vietnã, Iraque, Panamá etc. no caso do Panamá, a intervenção foi dupla. A primeira: como até 1903, Panamá fazia parte do território contínuo da Colômbia, os norte-americanos tentaram aliciar o parlamento colombiano, a fim de que este lhe cedesse o istmo que separa o Oceano Pacífico do Atlântico. O interesse em jogo era o Canal de Panamá. Diante da recusa dos parlamentares colombianos àquela cilada, o governo dos EEUU armou a população do lado panamenho e forçou a independência do Panamá. Submissa, a nova republiqueta se rendeu aos dólares do Tio Sam; não obstante a perda da soberania sobre o Canal, o qual passou a ser Zona Estratégica dos Estados Unidos. A segunda: foi quando, em 1992, o Panamá fora invadido e bombardeado por tropas americanas. Em seguida, o então presidente panamenho, Manuel Noriega, por reivindicar o devido controle do Canal ao seu país, fora seqüestrado, expatriado e condenado nos Estados Unidos, sob a falsa acusação de narcotraficante internacional.
    As empresas multinacionais, ianques, também servem de instrumento de manobra para os governos dos seus países. Em 1932, Bolívia e Paraguai travaram uma cruenta disputa; a Guerra do Chaco, incitada pelas empresas petrolíferas, Standart Oil e Shell. Indústrias bélicas, norte-americanas, foram pivôs e alimentaram a guerra Irã X Iraque do início ao fim.
    No Brasil, em 1912, duas firmas americanas, Brazilian Railway e a Southern Lumber, na divisa de Santa Catarina com Paraná, chocaram brasileiros versus brasileiros, num conflito que ficou registrado como Guerra do Contestado. O que não é de se estranhar: porque o Brasil é um velho freguês dos embustes imperialistas. Para a grande maioria dos estrategistas, durante a Segunda Guerra Mundial, submarinos estadunidenses torpedeavam navios brasileiros. Na tentativa de lançar o Brasil contra a Alemanha, a propaganda dos EEUU acusava a marinha alemã pelos atentados. E a tramóia acabou funcionando. Em troca da falsa custódia, o Brasil cedeu a cidade de Natal – onde os americanos fincaram uma base militar – era tudo que eles queriam. Inclusive, os Estados Unidos já tiveram um enclave dentro do nosso país, o Projeto Jari: uma colônia norte-americana com Leis, Justiça e Polícia próprias. Empresas da mesma procedência usaram entidades ecológicas, internacionais, para sabotarem o Projeto Calha-Norte, que iria policiar nossas fronteiras, dificultando o contrabando. E a Ferrovia Norte-Sul, cuja operacionalidade iria reduzir o faturamento das fábricas automotivas, estrangeiras, aqui instaladas. O argumento dos sabotadores era fundado na hipótese de que ambos Projetos causariam danos ao meio ambiente. Embora sejam os Estados Unidos a única nação que se nega a atenuar a emissão de poluentes industriais, uma pirraça e um paradoxo, pois a recusa vem do maior degradador do planeta.
    Mais uma vez o Brasil recai na mesma burrice de sempre. Devido a sua posição geodésica, privilegiada, o Centro de Lançamento de Alcântara – CLA, sempre atraiu a cobiça das nações detentoras de tecnologia aeroespacial. Agora, sabe-se que o nosso governo federal, lesa-pátria, num ato irresponsável e subserviente, por US$ 14.000.000,00 anuais, trama a transferência do CLA para os americanos. O governo estadual, é claro, deve levar também um quinhão, a título de royalty ou de “cala-te-boca”. Como se não bastasse o crime de alta traição verificado durante a licitação do Projeto SIVAM – Sistema de Vigilância Aérea da Amazônia, cuja concorrência teria sido fraudada para favorecer à firma norte-americana, Raython Company, conforme comprovaram agentes do Serviço de Inteligência Francês(SDECE-DST). Antes disso, os gringos já teriam subornado parlamentares brasileiros, para fazê-los aprovarem a navegação de cabotagem. Tal aprovação possibilitou aos estrangeiros penetrarem nas entranhas do Brasil, através das nossas vias fluviais. Abrindo uma porta para a intensificação do contrabando de minerais preciosos e para a biopirataria da nossa fauna e flora. Sobretudo agora, quando os ladrões são os próprios vigilantes, os norte-americanos.
    COINCIDÊNCIAS : o avanço ao Centro de Lançamento de Alcântara se dá quando o Brasil busca uma maior aproximação com a China, ora, o potencial inimigo dos EEUU. No momento em que o presidente George W. Bush desarquiva o Projeto de “Guerra nas Estrelas” (intentado por Ronald Reagan) e anuncia que o outifit(gastos bélicos) no seu governo será o dobro daquele consumido na gestão Bill Clinton. Numa fase em que o Congresso Nacional está mais avacalhado, pelo número de “mercadorias humanas” e mercenários que o constituem. Na ocasião exata em que os ministérios militares foram fundidos, relegados a uma pasta(a da Defesa) e exercido por um fantoche civil. Atualmente, a quarta frota da marinha americana é um perigo que ronda, encurralando os tupiniquins sul-americanos.
    Que Alcântara será mais uma outwork(instalação militar no exterior) da política armamentista estadunidense; disso ninguém tenha dúvida. Quanto a nós, povinho tupiniquim, amanhã, potenciais vítimas da flashburn(queimadura por radiação); (pois estamos a sotavento ou contra o vento que sopra de Alcântara), por enquanto, só nos resta servimos de churrascos dos combustíveis propelentes de foguetes. Por isso, não nos iludamos, a lógica da dominação, para conosco, não será diferente: sempre que os gringos precisam testar alguma novidade tecnocientífica, eles buscam cobaias nos países do terceiro mundo. Uma atitude mais consciente seria identificarmos as indústrias e marcas de origem norte-americana, e daí começarmos a boicotar seus produtos. Ou por outra, conseguirmos sensibilizar nossos militares(apesar de bem pagos para não reagir), a fim que eles, num acesso de patriotismo, retomassem o CLA a bala.
    PS: Este artigo foi escrito, por mim, em 1990. ALCÂNTARA, em árabe, significa A PONTE. Antes desta denominação era connhecida como TAPUYTAPERA, que quer dizer em tupi-guarani: EX-MORADA(tapera) de ÍNDIO BRAVO.

  5. Rombo na Previdência? Segundo comentário deste noticiário, o lucro líquido da previdência é de bilhões. Lamentável, as mentiras da mídia e do governo em dizer o ROMBO DA PREVIDÊNCIA.

  6. Pingback: Investimentos em educação e em segurança nacional | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões

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