Por que parou? Parou por quê?

Percival Puggina

Agora que a noite caiu sobre a greve, depois de o jornalismo nacional haver colhido e exibido em todo país, repetidas vezes, cenas do dia 11, faço uma leitura do que aconteceu.

O título acima reproduz conhecido refrão dos movimentos grevistas para apresentar suas reivindicações. Neste caso, a pergunta do refrão deve ser dirigida, mesmo, às centrais sindicais. Por que vocês resolveram parar o país? Qual a urgência que determinou essa desmobilização nacional, esse singular feriado ou feriadão de julho? São perguntas que todos nos fazemos. Afinal, o que aconteceu quinta-feira, no Brasil? Por que paramos? Paramos por quê?

A greve teve intensidade abaixo da média em relação ao que se podia esperar de um evento dessa magnitude. Em muitas das grandes cidades a vida transcorreu normalmente. Noutras o comércio fechou porque os empresários foram advertidos de que poderia haver depredações caso os estabelecimentos abrissem as portas. Onde o transporte coletivo aderiu, as consequências foram mais visíveis no panorama urbano. As ruas ficaram com jeito de feriado. Mas ninguém sabia exatamente porque aquilo estava acontecendo. As centrais sindicais, é verdade, elencaram um pot-pourri de reivindicações para justificar a absurda paralisação. Mas o real motivo de quem precisa elencar muitos para justificar o que faz nunca está entre os motivos apresentados.

BRAÇOS DOS PARTIDOS

As principais centrais sindicais são braços de partidos da base do governo. E a base do governo, acuada pelas mobilizações dos últimos dias, pensou que se o povo estava saindo para a rua com tamanha determinação, o governo deveria colocar na pista seu próprio bloco. Ou seja, gente, muita gente, portando pautas genéricas, mas sem esconjurar o governo e, principalmente, sem os “Fora Dilma!” que tão fortemente latejam nos ouvidos oficiais.  E por que as centrais sindicais toparam prestar-se a essa pantomima? Porque já lhes era perguntado, não sem razão, o porquê de sua silenciosa omissão diante dos protestos em curso no país.

O resultado, tudo visto e contabilizado, foi pífio. Sabiamente, o povo não compareceu. Em inúmeras cidades, os “grevistas” precisaram interromper o trânsito em avenidas e rodovias como forma de dar aparente vulto ao que faziam (fosse lá o que fosse aquilo que faziam). O grande visual era proporcionado pelos milhares de veículos obrigados a parar enquanto meia dúzia de dirigentes sindicais, de modo delinquente, queimavam pneus na pista por horas a fio. Governo e sindicalismo pelego deram ao país um prejuízo de bilhões de reais com a interrupção de inúmeras atividades produtivas.

O dia 11 de julho de 2013 vai entrar para a memória nacional como alarmante evidência de que esse governo conduz suas estratégias políticas e suas ações de gestão de modo igualmente incoerente e irresponsável.

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6 thoughts on “Por que parou? Parou por quê?

  1. O caso dessas manifestações da pelegada CUT e UNE é simplesmente para não perder a boca que desfrutam na máquina pública.
    Assim eles já decidiram que Dilma será o Pita do Lula, aquele que era o poste do Maluf, e apostam no cumpanheiro para voltar ao poder para continuarem a festa com o nosso dinheiro.

  2. Mauro, pelo andar sa carruagem, quero mais que Lula volte e enterremos dev essa farsa deste pseudo governante. Dilma apenas está colhendo a herança MALDITA deixada por ele. PT NUNCA MAIS, para o bem do país.

  3. É IMPERIOSO EXTINGUIR O INUTIL E FAMIGEFRADO IMPOSTO SINDICAL. SEM ELE QUERIA VER OS SINDICATOS PROMOVER, ÁS CUSTAS APENAS DAS CONTRIBUIÇÕES DOS PROPRIOS ASSOCIADOS, GREVES E QUAISQUER OUTRAS MANIFESTAÇÕES ALHEIAS AOS INTERESSES DO POVO EM GERAL.

  4. Esse tipo de manifestação ou protesto manipulado por políticos, partidos políticos e organizações, o povo não aceita mais, já estar saturado, deu um basta. Onde eles estavam que apareceram agora. Esqueceram eles que tudo depende do povo. O Brasil estar acordando, o povo estar acordando. Chega de manipulação.

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