Prêmio Nobel da paz reitera que novo Papa não foi cúmplice da ditadura

O papa Francisco recebeu em uma audiência privada no Vaticano, o Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel. O ativista de direitos humanos rechaçou com veemência as acusações a Jorge Bergoglio de que ele teria sido cúmplice da ditadura militar na Argentina.

Peres Esquivel

“Tivemos uma reunião, foi um reencontro, porque já nos conhecíamos. O vi bem, tentando interiorizar-se, mas seguro e disposto a cumprir sua missão apostólica”, afirmou Pérez durante uma coletiva de imprensa em um local aberto com vista para a cúpula da Basílica de São Pedro.

Segundo Esquivel, ele e o pontífice conversaram sobre vários temas, entre eles o desafio de Francisco ser o primeiro papa latino-americano.

“Ele (Francisco) me disse que há de buscar verdade, justiça, reparação… falamos que os direitos humanos são integrais e que não há que limitar aos assassinatos da ditadura, mas também à pobreza, ao ambiente e à vida do povo”, contou.

Na semana passada, diante das acusações sobre uma suposta cumplicidade de Bergoglio com a ditadura, Esquivel havia negado publicamente as denúncias. Após o encontro com Francisco, ele reiterou a defesa.

“Houve bispos cúmplices, mas Bergoglio não”, afirmou.

Missa na prisão. Em mais um ato surpreendente, o papa Francisco decidiu celebrar a missa da Quinta Santa em uma prisão para menores em Roma. Até agora, a data só era celebrada na Missa de Crisma na Basílica de São Pedro.

A cerimônia no Instituto Penal de Casal del Marmo, onde se encontram meninas e meninos, será celebrada às 17h30 (locais).

A assessoria de imprensa do Vaticano explicou que, quando Francisco era arcebispo de Buenos Aires, costumara celebrar missa em lugares como prisões, hospitais, restaurantes, escolas e abrigos. O restante das celebrações de Semana Santa serão desenvolvidas tradicionalmente, e mais detalhes serão fornecidos nos próximos dias.

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