Prepare-se para aguentar, telespectador: vem aí o horário eleitoral do plebiscito. Era só o que faltava.

Carlos Newton

O vice-presidente da República, Michel Temer, avisa que haverá horário eleitoral durante 30 ou 45 dias, “para que todas as frentes possam comparecer e detalhar”. E justifica; “O povo acaba sabendo o que é voto distrital, o que é voto misto, o que é voto majoritário, porque haverá esclarecimento”.

Ao dizer que haverá “frentes”, o vice-presidente tenta simplificar uma questão muito complexa. Ele fala como se os partidos já tenham decidido formar alianças para defender idênticos pontos de vista sobre os cinco pontos de debate que o governo para a consulta popular: o sistema eleitoral, o financiamento das campanhas, o fim da suplência de senador, as coligações partidárias e o fim do voto secreto no Congresso.

Mas acontece que a expressão “sistema eleitoral” não se resume a apenas uma questão (como parlamentarismo ou presidencialismo, por exemplo). Na verdade, há múltiplas teses abrigadas sob a expressão “sistema eleitoral”, assim como existem diversas questões específicas a serem definidas no tocante às coligações, que não podem ser resumidas num só quesito.

Mas o fiel vice Temer, a serviço de Sua Majestade Dilma, tenta simplificar tudo, para fazer o plebiscito ser aceito mais facilmente pela opinião pública, assim como pelo Legislativo e pelo Judiciário. Mas está difícil e a resistência é grande, porque todo mundo já percebeu que se trata de um mero factóide, uma criação de marketing político que não se sustenta na realidade.

CONGRESSO DECIDIRÁ

Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniram esta terça-feira com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para entregar um ofício com as sugestões do governo para reforma política.

Diante das críticas de parlamentares contra a interferência do Executivo em assuntos parlamentares, Temer e Cardoso repetiram várias vezes que a proposta é apenas uma sugestão do governo, mas que caberá ao Congresso definir como será feita a reforma política e inclusive se haverá plebiscito ou referendo.

No final da tarde, os líderes de partidos na Câmara decidiram que vão discutir na terça-feira próxima se deve ser feito o plebiscito, quando e em que condições. E o deputado Henrique Alves voltou a falar, para os líderes, em criar um grupo de trabalho para conduzir o debate.

Ou seja, nada está decidido e o factóide do Planalto ainda não decolou; está apenas ocupando indevido espaço no noticiário.

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8 thoughts on “Prepare-se para aguentar, telespectador: vem aí o horário eleitoral do plebiscito. Era só o que faltava.

  1. Cadeia urgente para todos os mensaleiros. A petralhada está em pânico e alguns pensam em pedir abrigo em Cuba ou na Coréia do Norte, países falidos porque comunistas e atrasados.
    Tenhamos cuidado com o avanço do Movimento Comunista Internacional. Olho vivo!

  2. O ministro da justiça Eduardo cardoso é formado em direito?

    Por que ficou muito mal na foto, dizendo bobagens sem consultar a constituição. Leis petreas e etc.

    Dilma e o ministro só deviam ter falado depois de consultar algume mais preparado(TSE)OU contrat Roberto Jerferson Bom advogado de Lula. Uma acusa, outra defende. Efeito dos medicamentos.($)

    No palácio do planalto, tem duas louras e uma ruiva. Ficam batendo cabeçadas uma nas outras o dia todo.

  3. A petralhada está tentando aproveitar a fúria da classe média para tentar passar alguns de seus fundamentos para o autoritarismo. Claro, para dar um jeito de legalizar a corrupção e calar a boca da imprensa e do povo. Não conseguirão. Nós não aguentaremos a politiqueira no horário de nosso descanso. Que mané voto distrital, misto ou o cara… o quê, sô! Vai prá casa, Temer! Você está por fora. Comece com essa porcaria de horário político e verão a reação do povo. Nós queremos fatos concretos já. Queremos que acabem com as mordomias e com a roubalheira já. Queremos que devolvam os pesados impostos que pagamos em serviços de excelência na saúde, no transporte, na educação e na segurança. Queremos já. Chega de embromação. Chega de lero-lero com os tais plebiscitos, promessa de reforma política e outras baboseiras. Prendam os mensaleiros, começando pelos deputados. Acabem com essa parafernália de Ministérios inúteis. Cortem 50 por cento dos DAS e FG. Acabem com os sigilos sobre as esmolas à Cuba. Se não fizerem o que o povo está mandando, vocês verão como a porca torce o rabo.

  4. Segundo o wikipédia é bacharel em Direito, mestre e doutorando da PUC SP. Mas, isso não quer dizer coisa alguma politicamente, porque Luís Antonio da Gama e Silva, como catedrático da Faculdade de Direito da USP, foi o redator e locutor do Ato Institucional número 5 da ditadura que desgraçou a vida de um montão de gente. Nesses últimos 2 anos e meio na chefia da
    pasta da Justiça, Cardozo tem se destacado por dar continuidade ao descumprimento vergonhoso de prazos processuais administrativos da Lei 10559/2002, na Comissão de Anistia de seu ministério, para que vítimas da ditadura que não integrem seu partido ou carecedoras de pistolão ou grana para advogados administrativos permaneçam com processos engavetados, direitos restringidos e morram sem nada receber, como recentemente ocorreu com o ex preso político Diniz Cabral Filho.

  5. tanto protesto – mas nenhum contra a farra da gastança do dinheiro público e a moralização das duas casas do Congresso. Ficha limpa para todo e qualquer candidato – mesmo os que disputarão a re eleição. no máximo uma re eleição – vamos acabar com a farra do cidadão fazer de congressista seu meio de vida. Entra e nunca mais daí – sai sim, mas com os bolsos cheios. 10 Ministérios no máximo e a metade dos atuais componentes das duas casas do Congresso. E acabar também com a farra dos mil e tantos assessores para cada congressista.

  6. ´Há um cheiro de golpe branco no ar.

    Estava no interior um dia desses e um sr de cabelos quase todo branco me perguntou. O sr pode me explicar que é esse tal de plebiscito.

    Que fiz eu, nada. Como explicar.

  7. A proposta de plebiscito é um despautério! A população precisa voltar às ruas com mais ênfase… Para que os olhos turvos e os ouvidos moucos da presidente e dos congressistas que pretendem obliterar o que “a voz das ruas” exigem: qualidades dos serviços públicos (em especial nas áreas da saúde, educação e transporte coletivo)e um basta na roubalheira do Dinheiro Público (execução orçamentária), a tal corrupção. O que urge é a reforma dos hábitos veniais dos políticos. A proposta de “reforma política” nada mais é que a tentativa de reacomodação dos interesses mesquinhos dos políticos profissionais e seus sequazes (financiadores de campanhas eleitorais)a um “novo” ordenamento jurídico – aliás o Judiciário precisa realmente de uma reforma, de modo a que seja o feitor da Justiça. A bem dizer a “proposta” de reforma política se insere nas preocupações que também acometia o então Presidente (governador) de Minas Gerais, antes de 1930, expressas na frase “Façamos a revolução antes que o povo a faça”. Contudo, se os propósitos do governador Antonio Carlos Ribeiro Andrada eram reformistas, o mesmo não se pode dizer da “intenção” da presidente Dilma, do vice Michel Temer; menos ainda dos presidentes das “Casas” do Congresso Nacional, Renan Calheiros e Henrique Alves

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