Presença do barão de Rio Branco, o grande brasileiro

Carlos Newton

Reconhecido hoje como um dos mais fortes e promissores países, já na condição de sexta economia mundial, o Brasil deve muito de suas riquezas ao advogado, diplomata, geógrafo e historiador José Maria da Silva Paranhos Júnior, primeiro e único Barão do Rio Branco, cujo centenário de morte está sendo celebrado este ano.

Nascido no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1845, o Barão de Rio Branco morreu em 10 de fevereiro de 1912. Representando o Brasil, foi responsável pelos mais importantes acordos internacionais referentes às nossas fronteiras, que incorporam ao Brasil cerca de 15% de seu atual território (veja o mapa abaixo).

Em 1895, já havia conseguido assegurar para o Brasil boa parte do território dos estados de Santa Catarina e Paraná, em litígio contra a Argentina no que ficou conhecido como a questão de Palmas.

Depois, obteve uma vitória diplomática sobre a França no caso da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suíço.

Foi o prestígio obtido nesses dois casos que fez com que o presidente Rodrigues Alves escolhesse Rio Branco para o posto máximo da diplomacia em 1902, quando o Brasil estava justamente envolvido em mais uma questão de fronteiras, desta vez com a Bolívia.

Em 1903, o chanceler Rio Branco assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em relação ao território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e pequenas concessões territoriais.

E foi o chanceler Rio Branco que criou a primeira embaixada brasileira em Washington, em 1905, quando já vislumbrava estarem os Estados Unidos a caminho de se transformar em superpotência.

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