Presidenta Dilma com prudência X Banco Central com mentiras

Tadeu  Borges

A reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, realizada na última quarta-feira, trouxe uma notícia estonteante: reduziu-se a taxa de juros Selic em 0,50%. A medida provocou as mais variadas reações, desde efusivos aplausos ou repulsivas críticas e condenações.

Entre as condenações, apontam a interferência governamental na decisão do Banco Central. Nada mais oportuno do que registrar a frase a seguir, extraída do parágrafo 18, da última ata divulgada do Copom, e relativa à reunião de julho daquele colegiado: 

“Em um cenário alternativo, que leva em conta a manutenção da taxa de câmbio, no horizonte relevante, em patamares semelhantes aos observados no passado recente; e a trajetória de juros coletada pelo Gerin, a projeção de inflação se encontra acima da meta para 2011 e para 2012, e em torno da meta no primeiro semestre de 2013.” 

Traduzindo em miúdos: o Copom começou a elevar os juros em abril de2010, ainflação anual está fora da meta há cinco meses e só vai chegar ao centro da meta, em 2013, quase três anos depois de iniciado o tratamento.

Não sei, e por isso não afirmo que tenha havido interferência da presidenta, mas se houve, foi bastante racional, prudente e louvável. Parabéns à presidente Dilma.

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