Presidente de Furnas defende ampliação da hidroeletricidade no país

Pedro do Coutto
 
Ao abrir, semana passada, em São Paulo, o encontro internacional Hydrovision Power, o presidente de Furnas, Flávio Decat, defendeu a ampliação das usinas hidrelétricas do país e sua participação na matriz energética brasileira, acentuando que se trata de fonte limpa renovável, não poluidora, e portanto dá margem a que os empreendedores obtenham os créditos de carbono instituídos pela ONU, com base nas metas traçadas pelo protocolo de Kyoto em 1997. Furnas promoveu o encontro.

A hidroeletricidade – frisou Decat, de acordo com a matéria veiculada pelo site Infoenergia no dia 26 de setembro – não vem sendo bem tratada.  Nossa obrigação é divulgá-la, responder às críticas sobre o possível impacto dos reservatórios para o meio ambiente.

A capacidade geradora instalada no país, de acordo com o banco de informações da Aneel na Internet é de 85,5 milhões de KW. Deste total, a hidroeletricidade participa com 64,3%. As usinas térmicas com 15,8%, a biomassa com 8,3%, a eólica com 1,5%, com o mesmo índice para a energia nuclear. Não há registro percentual consignado para a energia solar. A utilização do carvão mineral pesa 2,2 pontos.

Flávio Decat assinalou que o mecanismo dos créditos de carbono permite que os empreendimentos sejam remunerados por reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Para cada tonelada de CO² que deixa de liberar na atmosfera as empresas ganham um crédito que pode ser negociado diretamente com outras empresas ou através da Bolsa de3 Valores. Para terem direito a esse crédito têm que superar as metas previamente traçadas. É que o efeito estufa retém parte dos raios solares e regula a temperatura do planeta.

AQUECIMENTO GLOBAL
Quando a concentração de gases, como o carbônico, o metano e óxido nitroso aumenta, esse fenômeno é ampliado e mais calor é retido na superfície da Terra, fenômeno relacionado, segundo cientistas, ao aquecimento global. Países que tiverem limites de emissões sobrando (emissões permitidas pela ONU mas não usadas) podem vender esse excesso para outras nações que estejam emitindo acima dos limites. Uma das principais corretoras para o comércio das emissões é a European Climate Exchange. Entretanto, o objetivo central da ONU é que as nações reduzam suas emissões de efeito estufa. Para serem considerados elegíveis, os projetos devem primeiro ser aprovados pela entidade nacional designada em cada país. No Brasil, é a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Esta Comissão Interministerial já registrou mais de mil projetos englobando 2,7 bilhões de toneladas de CO², de 2006 até hoje.

O engenheiro Flávio Decat destacou dois  projetos dos quais Furnas participa e que podem ser remunerados pela diminuição das emissão de gases estufa: as hidrelétricas Santo Antonio e Teles Pires, a primeira em Rondônia, a segunda na divisa entre Mato Grosso e o Pará. Disse ainda que Furna vai agregar, até 2016, mais 4,6 milhões de KW à sua geração (cerca de 50% a mais do que a capacidade atual) e mais 207 mil quilômetros a suas linhas de transmissão, o dobro das linhas com que opera atualmente, inclusive transportando para o Brasil grande parte da energia produzida pela Itaipu Binacional. Furna, hoje, produz e transmite 41% da energia consumida pelo país. Sessenta e três por cento da produção industrial brasileira são abastecidos pelo sistema da empresa.
 
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2 thoughts on “Presidente de Furnas defende ampliação da hidroeletricidade no país

  1. A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL.

    “A história do aquecimento global é baseada em um conceito físico que não existe, e não se consegue fazer evidência desta existência. É uma grande balela. Os cientistas perguntam onde estão as provas desta existência, e o lado de lá [cientistas e ambientalistas que acreditam] há 26 anos não nos apresentam”, crava o especialista. “A força que eles conseguiram para manter esta ideia vem do caos ambiental. O aquecimento global se tornou o mal para todos os problemas da sociedade, e isso é ridículo”
    Ricardo Augusto Felício, doutor em Climatologia pela Universidade de São Paulo (USP)

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