Presidente defende seu porta-voz dos ataques de Carlos Bolsonaro e Feliciano

Feliciano indaga se Barros incompetente ou mal intencionado

Gustavo Uribe
Folha

Em culto evanglico, o presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (21) que no tem sentido a chamada “solido do poder”, sensao descrita por mandatrios de diferentes pases por conta do isolamento causado pelo cargo. No discurso feito a uma plateia de fiis, ele disse que seus antecessores no Palcio do Planalto sofreram do sentimento porque tinham “descompromisso com a lealdade ao povo brasileiro” e se afastaram “do nosso criador”.

“Ouvi dos que me antecederam que, logo nas primeiras semanas que assumiram o cargo, comearam a sentir a solido no poder. O que posso dizer de mim que acredito que essa solido venha por dois motivos: pelo descompromisso com a lealdade ao povo brasileiro e pelo afastamento do nosso criador”, ressaltou.

REFM DO GOVERNO – Apesar da declarao, o presidente repete desde que assumiu o cargo que se sente como um “prisioneiro sem tornozeleira eletrnica”, em uma referncia ao grande aparato de segurana e s limitaes de deslocamento na capital federal.

Na mesma cerimnia, Bolsonaro reconheceu que o pas tem problemas, mas que ele tem uma vontade de acertar. Segundo ele, a populao brasileira confiou nele para uma “difcil misso” e Deus capacita aqueles que so “escolhidos”.

Aps o culto religioso, o presidente levou a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a sua filha mais nova, Laura, a uma galeteria. Na entrada, voltou a reclamar que a imprensa distorce suas declaraes pblicas.

PORTA-VOZ ATACADO – Bolsonaro saiu em defesa do porta-voz da Presidncia, general Otvio Rgo Barros, que foi criticado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado federal Marco Feliciano (Pode-SP) por promover cafs da manh do presidente com jornalistas.

“Ele [Rgo Barros] uma pessoa que tem tratado com muito zelo e muita preocupao. Ele ajudou a me convencer a fazer esses cafs”, disse o presidente.

No ltimo encontro, na sexta-feira (19), com correspondentes estrangeiros, Bolsonaro afirmou que dizer que algum passa fome no Brasil “ uma grande mentira”, chamou os governadores do Nordeste de “parabas” e atacou a jornalista Miriam Leito.

COM JORNALISTAS – Bolsonaro disse que, apesar de a maioria das pessoas recomendar a ele que no faa mais encontros com jornalistas, ele continuar a promov-los. “Muita gente fala contra ou a favor. A maioria fala contra, est beirando a unanimidade falar contra”, disse. “Para mim, est mantido. Apesar de alguns chatos de vocs [jornalistas], a gente suporta”, ressaltou.

Sobre a indicao do prximo procurador-geral da Repblica, Bolsonaro afirmou que todos os nomes esto sendo levados em conta por ele na indicao ao sucessor de Raquel Dodge, cujo mandato vai at setembro e pode ser reencaminhada ao cargo.

O presidente afirmou no sbado (20) que deve tomar uma deciso at o dia 17 de agosto. Assim, haveria prazo suficiente para que a pessoa escolhida seja sabatinada pelo Senado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.