Presidente interino do Egito convoca eleições parlamentares e promete que depois haverá eleição presidencial

O presidente interino do Egito, Adly Mansour, em 4 de julho de 2013

Da Agência FP

O presidente interino do Egito, Adly Mansour, decretou nesta segunda-feira à noite a realização de eleições legislativas antes de 2014, depois das quais será anunciada uma data para a presidencial, informou a imprensa estatal.

O país terá cinco meses para modificar a constituição suspensa, ratificá-la em um referendo e, depois, realizar eleições parlamentares, segundo o texto do decreto divulgado no site do jornal Al-Ahram.

A declaração constitucional prevê, segundo o jornal, a nomeação em um prazo de no máximo 15 dias de um comitê constitucional que terá dois meses para apresentar suas emendas ao presidente interino.

Este deverá, em seguida, submetê-lo a um referendo popular em um prazo de mês. A partir de então, legislativas serão organizadas dentro de dois meses. Em seguida, uma data será anunciada para a realização de uma eleição presidencial.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É uma decisão tipo factóide, para ganhar tempo e ver se conseguem acalmar as manifestações de rua. O Egito está tão longe da democracia quanto os demais países árabes, à exceção do Líbano, que é parlamentarista e tem um quadro religioso mais diversificado. Mas o próprio Líbano vai mal. Os parlamentares libaneses acabam de prorrogar seu mandato até novembro de 2014, por causa do “impasse político e da violência vinda da Síria”. Além da incapacidade do premiê Tammam Salam de formar um governo após dois meses de negociações, o adiamento da eleição aprofundou a sensação de desorganização no Líbano num momento de retração econômica, aumento da violência sectária e fluxo de refugiados da Síria. (C. N.)

 

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One thought on “Presidente interino do Egito convoca eleições parlamentares e promete que depois haverá eleição presidencial

  1. Em minha opinião três ingredientes complicam a paz nos países árabes: as diversas etnias oriundas de tribos distintas, a influência do clero religioso e conservador e, finalmente o interesse dos militares.
    Estes últimos de certo modo ficariam sem o o status quo com um estado não beligerante e, por uma questão de perda de privilégios são partidários da guerra.

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