Prisão de Mantega exibe a corrupção que marcou a política econômica do PT

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Charge do Cicero (ciceroart.blogpot.com)

Paulo de Tarso Lyra
Correio Braziliense

O pedido de prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, decretado quinta-feira e revogado horas depois pelo juiz Sérgio Moro, faz com que a Lava-Jato comece, definitivamente, a trilhar por um caminho que extrapola os limites do financiamento para campanhas eleitorais. Ao pedir a detenção do mais longevo dos ministros da Fazenda, ex-ministro do Planejamento e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Justiça e o Ministério Público colocam em dúvida toda a política econômica elaborada ao longo do governo petista.

Mantega esteve por trás, ou foi o mentor, do grande conjunto de políticas de desonerações da história recentes do país. Entre 2010 e 2015 — último ano do governo Lula e primeiros quatro de Dilma Rousseff — foram concedidos R$ 501,42 bilhões em desonerações. Mantega é acusado pelo empresário Eike Batista de ter pedido, em seu gabinete de ministro da Fazenda, em 2012, uma ajuda de R$ 5 milhões para quitar contas do PT. Só neste ano, foram R$ 142,5 bilhões em desonerações.

EXPORTAR É PRECISO – Da mesma forma, como ministro da Fazenda no auge da crise econômica de 2008-2009, escolheu as políticas de incentivo e as voltadas para exportação. Sob o comando do ex-presidente Lula, foi traçada a estratégia das campeãs nacionais — empresas, de diversos setores, que despontariam como as mais fortes e que teriam atenção especial do governo para se desenvolver, com crédito mais acessível e condições de pagamento facilitadas junto ao BNDES.

As empresas do Grupo X estavam entre as campeãs nacionais escolhidas pelo governo, bem como a Oi — que decretou falência recentemente — e a JBS Friboi, que tem sido alvo de constantes investigações da força-tarefa de Curitiba. “Eike ganhou muito dinheiro com suas operações e também perdeu praticamente tudo. Quanto dessa ascensão e queda tem a ver com a relação tão próxima com a máquina pública?”, questionou um analista de mercado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs aspectos mais tenebrosos na política econômica do PT são as vendas das Medidas Provisórias para favorecer setores empresariais, assim como o balcão de negócios montado no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão subordinado ao ministro da Fazenda e que anistia as dívidas tributárias de grandes corporações). Quando Mantega assumiu a presidência do BNDES, seu antecessor Carlos Lessa avisou que se tratava de um brasileiro com “b” minúsculo. Infelizmente, Lessa acertou em cheio. (C.N.)

8 thoughts on “Prisão de Mantega exibe a corrupção que marcou a política econômica do PT

  1. A Agência o Globo noticiou que o Eike disse que deveriam auditar todos os contratos do BNDES, pois os dele são ” menos ruins ” que muitos outros.
    O Temer vai abrir a caixa preta ?

  2. Especialmente para os polítios
    “Evangelho de Jesus segundo escreveu João. Capítulo 8 versículos de 1 a 11… Atire a primeira pedra, a primeira pedra, aquele que não tem pecado.

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