Privatizar não é tabu na Europa, e a Itália prepara a reestatização da companhia aérea Alitalia

Alitalia anuncia retomada de operações em junho | ON Jornal

Governo italiano acha muito importante reestatizar a empresa

Deu no Monitor Mercantil

Mistura de anarquistas e social-democratas, o governo italiano dá os passos finais para reestatizar a Alitalia, maior empresa de aviação do país, pertencente à Compagnia Aerea Italiana (51%) e à Etihad Airways (49%). Deste maio de 2017 a Alitalia está sob intervenção do governo, afetada por uma crise de liquidez que a levou à beira da falência.

Já foi aprovado aporte de  3 bilhões de euros para tornar a companhia novamente estatal.

IDEOLOGIA OBTUSA – A história revela um pouco da obtusa ideologia por trás das privatizações. O interesse dos acionistas – e nas últimas décadas mais ainda – raramente casa com as necessidades de uma nação.

Não basta ser privado para ser bom, nem tudo que é estatal é ruim. E vice-versa. Exemplos sobram. No Brasil, inúmeros. Para citar dois, Petrobras e Eletrobras – só não vê quem está cego pela ideologia ou se faz de ignorante pelo dinheiro.

CASO DA ALITÁLIA -A reestatização da Alitalia mostra que o interesse nacional não pode ficar restrito a uma planilha. Apesar de uma área um pouco menor que Goiás, a Itália sabe da importância estratégica de ter uma companhia aérea.

Na Finlândia, onde também os governos estão longe de ser socialistas, a manutenção da Finnair estatal é inquestionável. Mas o Brasil, quinto maior país em extensão territorial, acha integração nacional coisa de dinossauros e se contenta em ter uma companhia aérea cambaleante e uma seminacional, além de uma totalmente estrangeira.

6 thoughts on “Privatizar não é tabu na Europa, e a Itália prepara a reestatização da companhia aérea Alitalia

  1. Mas um país precisa de uma empresa aérea estatal? E do tamanho da Itália? Concordo que o transporte público seja tocado pelo Estado, até em parceira com a iniciativa privada, mas no aéreo ele é perfeitamente dispensável. Os hermanos insistem em ter uma empresa aérea deficitária, só para poderem pintar nos aviões a bandeira do país. Estes exemplos de nacionalismo não se justificam do ponto de vista econômico.

  2. O caso em questão da Alitália SA não tem nada a ver com o debate sobre Companhias Estatais ( hoje a maioria Mistas) X Companhias Privadas.

    A Alitália SA tem como Acionistas, 51% a Compagnia Aérea Italiana, hoje controlada pelo Estado Italiano, e 49% Ethiad SA dos Emirados Árabes Unidos Empresa Privada.

    Com a emergência de Saúde Covid-19 e a parada quase total dos voos, por +- 1 ano, a maioria das Empresas Aéreas falem. Os Estados são obrigados a darem Subsídio para evitarem suas falências. Todos estão dando.

    O Governo da Itália já aprovisionou “inicialmente” Euros 3 Bilhões para salvar a Alitália SA. Se o Governo “der a Fundo Perdido” esse subsídio, só vai ajudar os Acionistas sem ganhar nada, a não ser salvar os EMPREGOS. Optou portanto sabiamente por comprar Ações dos Acionistas ( Estatizar a Alitália SA), e vendê-las depois recuperando assim um tanto do Subsídio.

  3. O problema particular do Brasil são as cidades remotas sem contato com o mundo civilizado. Até mesmo capitais como é o caso do Acre. Linhas aéreas jamais irão operar com a certeza do prejuízo. Este é o dilema brasileiro.

  4. Nem li o artigo e os comentários; é fácil de matar a “charada”; entregou para alguns apaniguados após o estado ter investido milhões para melhorar a empresa; os “contemplados” sugam tudo; deixam deteriorar a empresa e depois ou vai a falência ou o estado recompra; simples assim.

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