Processo contra Henrique Eduardo Alves foi aberto pela Suíça em fevereiro

Henrique Alves diz que ainda não recebeu citação pelo processo

Aguirre Talento e Márcio Falcão
Folha

O Ministério Público da Suíça informou ter aberto uma investigação criminal contra o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em fevereiro deste ano, sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Isso porque foi encontrada conta bancária ligada ao peemedebista naquele país, como veio a público na semana passada.

Questionado pela Folha, o Ministério Público da Suíça afirmou nesta terça-feira (21) que a investigação contra Henrique Alves foi transferida ao Brasil em março, por ser ele um cidadão brasileiro que não poderia ser extraditado àquele país. Nesse caso, as autoridades suíças não vão processá-lo naquele país, tendo transferido ao Brasil a responsabilidade sobre o caso.

É a mesma situação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também teve contas bancárias localizadas na Suíça e uma investigação transferida ao Brasil.

DENÚNCIA AO STF – A Procuradoria-Geral da República já apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra Henrique, por conta dos achados na Suíça. Como ele pediu demissão do ministério na semana passada, o processo pode descer para a primeira instância.

Embora informe que a investigação criminal contra Henrique Alves naquele país foi por suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o Ministério Público da Suíça não deu detalhes das informações encontradas.

Em nota divulgada no sábado (18), Henrique informou que não recebeu citação do processo, mas que dará esclarecimentos quando tomar conhecimento do conteúdo. Disse ainda que “mantenho-me sereno, racional e republicano diante do vazamento seletivo ilegalmente publicizado”

3 thoughts on “Processo contra Henrique Eduardo Alves foi aberto pela Suíça em fevereiro

  1. JUSTIÇA ????

    Ação tramita desde 2004; procurador diz que segredo é ‘incompatível’.
    G1 não conseguiu contato com ex-ministro, citado em delações da Lava Jato.
    O Ministério Público Federal no Distrito Federal pediu nesta segunda-feira (20) que a Justiça Federal retire o sigilo de um processo de improbidade administrativa contra o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, que tramita desde 2004. A ação aberta pelo MPF indica enriquecimento ilícito do político ao longo dos 11 mandatos consecutivos como deputado federal, entre 1971 e 2014.
    Em razão do sigilo, o G1 não conseguiu acesso a informações como valores, datas, envolvidos e o nome do advogado que representa Alves na ação. A reportagem ainda tentava contato com o ex-ministro, que não ocupa mais nenhum cargo público, até a publicação desta reportagem. O documento do MP também pede o julgamento prioritário da ação, que tramita há quase 12 anos.
    Na petição, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes afirma que o segredo da ação é “incompatível com as normas constitucionais e legais” e que o sigilo de processos e julgamentos só deveria ser aplicado em casos que dizem respeito à intimidade do réu.
    O texto reforça a condição de Henrique Eduardo Alves como deputado federal por 43 anos, tendo ocupado a presidência da Câmara por dois períodos.
    “É inegável ser de interesse público o conhecimento, por todos, do julgamento de possíveis atos de improbidade administrativa cometidos por tal personagem, principalmente se tais atos são relacionados ao enriquecimento ilícito auferido no exercício da atividade parlamentar, como representante do povo brasileiro”, diz a petição.

  2. ““mantenho-me sereno, racional e republicano diante do vazamento seletivo ilegalmente publicizado”…aqui nois diz: lívido, lépido e fagueiro…para o gáudio dos incautos…

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