Processo sobre Wadih Damous, segredo de Justiça. Ninguém pode dizer o que acontecerá amanhã no Supremo. Quando Obama se decidirá? Era dia 9, ontem.

Helio Fernandes

Amanhã, o Supremo realizará sessão decisiva, possivelmente definitiva. As duas palavras não se hostilizam, até mesmo se completam. Decisiva será, seguramente. O plenário dirá se os chamados embargos infringentes estão em vigor, ou se valeram apenas até determinado tempo.

Na última sessão, o ministro-presidente-relator declarou seu voto, contra a aplicação desses embargos. Segundo ele, acabou o prazo de validade, ultrapassados pela nova legislação.

Era muito tarde, a controvérsia mais do que visível, quase todos os ministros estão divergindo e votando uns contra os outros, abandonaram até mesmo o cauteloso e supostamente delicado data vênia.

Tinham direito a esse recurso os que foram julgados em determinada época, condenados, mas com quatro votos a favor. Diante da nova interpretação, mesmo com quatro votos a favor, ninguém tem ou teria direito a outro julgamento ou revisão da pena.

Como disse aí em cima, e é público e notório, Joaquim Barbosa é contra esses embargos. Se mais cinco ministros apoiarem sua manifestação, os embargos não existirão.

Então estará tudo terminado, a palavra definitiva, em pleno vigor, mais nenhum recurso. Começará a execução do julgado, não será nem necessária a espera da publicação do acórdão.  (A procuradora-geral interina já disse que pedirá a prisão de todos. Pode mesmo, com aprovação do plenário).

Ao contrário, se seis ministros confirmarem a atualidade desses embargos, modificação total e absoluta. Haverá obrigatoriamente o reexame das condenações, novo julgamento para os que tiveram quatro votos a favor.

O JULGAMENTO E A ANÁLISE

O Supremo, em todas as oportunidades, nas mais diversas épocas e com diferentes formações, sempre votou politicamente, mas se valendo da condição de juristas, dando a eles uma espécie de privacidade que não poderia ser invadida nem mesmo pela fúria do governo e do presidente Obama.

Até aceito, complacente, essa suposta superioridade jurídica, mas não reconheço ninguém acima da capacidade e do direito de análise. Sei, de ciência própria, que os julgamentos do Supremo são políticos, sofri isso, pessoalmente.

Em toda a História da República, fui e continuo sendo o único jornalista JULGADO pelo Supremo. Preso, fiquei no plenário ouvindo e vendo quatro ministros ligadíssimos ao governo (saíram de cargos executivos), me condenarem, e quatro independentes me absolverem.

Quatro a quatro, o presidente desempatou pela absolvição, podia desempatar contra mim. Isso em 1963, com o presidente, seis governadores (importantes) e muitos generais da ativa em plena conspiração.

(Outros jornalistas foram PROCESSADOS perante o Supremo, incluindo Rui Barbosa. Contratavam ou constituíam advogados, tudo era arquivado, muito diferente).

Quanto à análise, não vou me enganar ou me engalanar, que palavra, com autoelogios, prefiro citar um testemunho, honroso e irrefutável. Carlos Veloso, notável presidente do Supremo, inaugurava no Rio o Centro Cultural da Justiça,  no belo e histórico prédio do Supremo no antigo Distrito Federal.

Lógico, falava sobre o Supremo. Inesperadamente, parou, olhou para a platéia lotada, explicou: “Preciso ter cuidado e cautela, estou vendo ali o jornalista Helio Fernandes, uma das pessoas que mais conhece a história do Supremo”.

Eu estava ao lado da brava e independente juíza federal Salete Macaloz. Quando acabou, fui agradecer ao ministro-presidente, eu era moço e o mar bramia.

AMANHÃ, TODAS AS INCÓGNITAS

Abro mão de todo o meu conhecimento e do poder de análise para a constatação que alguns, e até muitos, podem considerar surpreendente: ninguém, incluindo este repórter, pode se arriscar sequer numa suposição sobre essa quarta-feira tão conturbada por um processo mais do que conturbado, foi tumultuado de lado. Conturbado e tumultuado, jurídica, política e até pessoalmente.

O que existe são hipóteses, ou como gostam de doutrinar os serviços de “inteligência” do mundo todos: “Por enquanto, apenas INFORMES, nenhuma INFORMAÇÃO”.

VAIDADE, EXIBIÇÃO, MUDANDO DE VOTO

Haja o que houver, o delírio, a vaidade, o exibicionismo, delirantes e envolventes. Por causa disso (e não unicamente), as discordâncias, as incoerências, até as infringências de comportamento. Para complicar, como o processo foi longo, está acabando com dois ministros que não votaram na primeira fase. E agora, tentando confirmar imparcialidade, opinam e complicam.

Teori Zavascki, nessa segunda fase, votou, mas aproveitou para mudar todos ou quase todos os votos. Não estava convicto? Então por que votou? Pode surpreender amanhã.

Luis Roberto Barroso, um ponto no alto da curva, VOTOU em todas as questões, participou minuciosamente, depois dizia invariavelmente: “Esse é o meu VOTO, mas não vou VOTAR, não participei do julgamento”. Quer dizer, VOTOU mas não VOTOU? O que esperar amanhã?

O SUSPEITO MINISTRO TOFFOLI, VOTARÁ?

Desde o início era tido como s-u-s-p-e-i-t-í-s-s-i-m-o. Foi assessor e advogado do acusado mais importante. Depois, Advogado-Geral da União, não quiseram impugná-lo, diziam: “Ele mesmo se dará como suspeito”. Não fez nada, votou sempre sem constrangimento, a favor.

Agora, esse ministro “insuspeito”, por decisão dele , e suspeitíssimo pelas acusações do Estado de São Paulo, repetidas e sem qualquer resposta? Não tem nada a dizer?

E se for chamado de “engavetador” de processos que interessam a centenas de milhares de pessoas, o que dirá? Devia ser proibido até de entrar no plenário do Supremo. Amanhã não será um VOTO incógnito. Que República.

WADIH DAMOUS “ENGAVETOU”
PROCESSO CONTRA ELE MESMO

Minha nota de ontem sobre o que chamei de promiscuidade moral e ética do ex-presidente da OAB do Estado do Rio, enorme repercussão entre advogados. Como garanti ontem, continuo.

Aqui, um comentarista que se identifica apenas como Pedro, pergunta: “Cadê o resultado das investigações que esse Wadih sofreu na OAB? Sumiram? Era blefe?”. Você está certíssimo. O processo existe, mas como dizem, “corre em segredo de Justiça, ninguém pode obter informação”. Como jornalista, tentei, não consegui acesso, mas apurei.

O processo foi engavetado pelo próprio Wadih, que era presidente. A investigação foi pedida pela oposição, mas Wadih sentou em cima. Por isso estou tentando que a OAB regional e a OAB nacional tomem providências. Afinal, Wadih está mais poderoso do que nunca.

A OAB nacional não pode se omitir, o ex-presidente da OAB regional agora é do Conselho Federal, não pode ser ignorado. A OAB nacional tem que determinar “lixo zero” para a instituição.

PS – Não posso deixar de ressaltar a figura do atual presidente da OAB do Estado do Rio, Felipe Santa Cruz. Discreto, mas atuante, logo que assumiu, demitiu todos os que serviam no gabinete de Wadih.

PS2 – Felipe é insuspeito. Seu pai, também Felipe Santa Cruz, ainda estudante, foi assassinado pela ditadura, em Campos.

PS3 – Sua mulher (mãe do atual presidente) estava grávida. Agora, o que se pode esperar de Wadih Damous, presidindo a Comissão da Verdade do Rio?

PS4 – Tem que ser demitido de tudo. Que veracidade ou credibilidade pode apresentar ele ou a comissão que preside?

OBAMA RECUOU MESMO? GARANTIU QUE
A ÚLTIMA PALAVRA SERIA SUA. SERÁ?

Em matéria de Obama, Assad, guerra sem tropas com inversão de verdade, as coisas se complicaram. Mas curiosa e contraditoriamente, surgiram “entendimentos” distantes. de alguma substância e talvez até sustentação razoável.

Podem negar à vontade, mas o recuo foi geral, embora não tenha sido total. Os prazos de Obama foram se esgotando. Suas afirmações, desmentidas por ele mesmo. Assad abandonou a arrogância (“Posso derrotar qualquer exército”), admite negociar a questão das armas químicas.

A Rússia, muito mais dócil e delicada, fez uma proposta ou sugestão da Síria “entregar” o tal arsenal químico.

Só que ele é considerado dos maiores do mundo. Se houver acordo a partir daí, como saber que a Síria está entregando tudo no setor?

Pelo menos o mundo ganhou tempo, nos próximos dias não haverá novidade nem ataque  com ou sem tropas. Sou contra a guerra, lógico.

Os fabricantes de armas, “o poderoso complexo industrial militar” (Eisenhower), continuará vendendo afortunadamente, os países comprar armas até para armazenar.

Última conclusão: o Obama da eleição era um, o da reeleição, inteiramente diferente. Até Dona Michelle reconhece.

PS – Se houver acordo encaminhado pela “reconciliação” Rússia-EUA, o agente Snowden que trate de arranjar novo asilo. O provisório, de um mês, está se esgotando.

 

 

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15 thoughts on “Processo sobre Wadih Damous, segredo de Justiça. Ninguém pode dizer o que acontecerá amanhã no Supremo. Quando Obama se decidirá? Era dia 9, ontem.

  1. Querido e respeitabilíssimo Dr. Hélio Fernandes. Naquele dia, quando houve a sessão de inauguração do Centro Cultural da Justiça Federal, tive a honra de me sentar ao lado do senhor. Chegamos juntos, mais o notável advogado Hélio Rocha. Juntou-se a nós o Eminente e saudoso Dr. Evandro Lins e Silva. Conversamos no saguão do prédio. Depois, todos subimos as históricas escadas do prédio do antigo Supremo Tribunal Federal (Av. Rio Branco, 241) e no auditório nos sentamos juntos, na mesma fileira e pela ordem: Evandro Lins e Silva, Hélio Fernandes, eu próprio, Hélio Rocha e, no banco à frente, a então juíza (hoje desembargadora) Salete Polita Maccalóz.
    Conversamos muito, antes do início da sessão. Foi nesse dia que a doutora Salete conheceu o senhor pessoalmente e disse sentir-se encantada. A mesa anunciou sua presença e o convidou para nela ter assento, o senhor agradeceu e preferiu ficar na platéia. Na mesa estava o então presidente da CEF e naquela semana o senhor escreveia contra o ocultamento, pela CEF, da cópia do bilhete em que os apostadores (ou apostador) acertaram (ou acertou) os 13 pontos na loteria esportiva. Seus seguidos artigos cobravam que a CEF mostrasse a cópia do bilhete, pois isso não possibilitava a identificação do acertador, mas apenas o estado, a cidade, o agente lotérico, o dia e a hora em que a aposta foi feita. O senhor ofereceu a primeira página da Tribuna da Imprensa para a CEF se defender e/ou publicar a cópia do jogo, para que não pairasse a menor suspeita quanto à lealdade e lisura desta modalidade de jogo. Pois é, querido dr. Hélio Fernandes, lá se vão anos e anos e até hoje a CEF continua a mesma e não divulga nada.
    Reparei que durante toda aquela sessão de inauguração do Centro Cultural da Justiça Federal o presidente da CEF evitou cruzar o olhar com o do senhor. Até no momento dos cumprimentos o tal presidente (me esqueço o nome) deixou a fila para não dar de frente com o senhor, que, como sempre, estava coberto de razão. Sou testemunha. Eu estava lá. Com toda reverência e também sempre encantado com o senhor,
    JORGE BÉJA

  2. A indústria que reagiu no segundo trimestre e avançou 2% no PIB está com R$26,7 milhões em estoque de mercadorias e procura desencalhá-lo antes de retomar a produção. O problema é que a população brasileira parece ter chegado ao seu limite de consumo, endividada que está. O endividamento compromete 44,82% do orçamento familiar anual, segundo o Banco Central. É época de promoções para aquecer o comércio.

    …………………………………………………………………………………

    Estoque encalhado força promoções de até 60% no comércio
    Setor tenta se livrar de mercadorias paradas, que ameaçam a retomada da economia

    SÃO PAULO – O zigue-zague no ritmo da atividade econômica ao longo deste ano provocou um descompasso entre o consumo e a produção industrial. Esse descasamento fez com que a indústria começasse o segundo semestre estocada, o que coloca em dúvida o crescimento do setor no curto prazo.

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    Número de famílias endividadas cai em agosto
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    Clientes e lojistas driblam as regras do programa Minha Casa Melhor
    Inflação da baixa renda sobe 0,06% em agosto, calcula FGV
    Pesquisas realizadas com indústria e comércio indicam o aumento do encalhe de produtos. Isoladamente, porém, nenhuma empresa admite o mico dos estoques. Esse acúmulo de produtos indesejados, no entanto, fica claro quando se observa as promoções inusitadas anunciadas nas últimas semanas no varejo sob mote de “mês de aniversário”. Os descontos vão até 60% e há empresas que fazem ofertas casadas com companhias aéreas. Outras sorteiam entre os clientes 10 anos de compras grátis no supermercado. Há construtoras até que dão vale-compra de mobiliário se o comprador adquirir um imóvel.

    O tamanho do descompasso entre a produção e as vendas levou os estoques da indústria para o maior nível em quase dois anos. Em agosto, a sondagem industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que 9,4% das indústrias acumulavam estoques excessivos no mês passado, o maior nível desde dezembro de 2011 (10,2%). O encalhe está concentrado nos bens duráveis, especialmente em eletrônicos, eletrodomésticos, imóveis e automóveis – os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontaram uma alta no estoque do setor de 35 dias em julho para 36 dias em agosto.

    “Houve uma desaceleração mais forte da indústria em julho, e em agosto o cenário econômico não sinalizou uma retomada para as empresas”, afirma Aloisio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do IBRE/FGV.

    O último dado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também revelou um erro nas projeções de venda. Em julho, o estoque efetivo em relação ao planejado estava em 51,7 pontos – acima de 50 pontos indica acúmulo de produtos. O problema é que esse quadro é mais grave nas grandes empresas, responsáveis por ditar o ritmo da economia. Desde abril, está próximo dos 54 pontos. “As grandes empresas passaram 2012 com estoque elevado e conseguiram ajustá-lo em novembro. Mas, a partir de abril, houve um movimento das companhias apostando num aumento de vendas que não ocorreu”, afirma Renato da Fonseca, gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI.

    Varejo. O comércio tem tido um desempenho abaixo do esperado. E, se as recentes promoções para desovar o estoque não forem bem-sucedidas, há risco de que o volume de novos pedidos para a indústria seja limitado. Segundo a pesquisa da Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em agosto cresceu 0,2% sobre julho, descontadas as influências sazonais. Foi o segundo mês seguido que houve crescimento fraco. Em julho, a alta também havia sido de 0,2% ante junho.

    “Como o movimento do varejo em agosto não foi lá essas coisas, vai demorar um pouco para desovar estoque e isso pode deprimir a produção industrial dos próximos meses”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Ele destaca que, pela primeira vez em três meses, houve queda de cerca de 5% nas vendas do varejo em agosto em relação ao mesmo mês de 2012 de segmentos importantes e dependentes de crédito: móveis, eletroeletrônicos e informática; e veículos, motos e peças.

    O estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), com base na Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, revela que o setor passa por um momento de ajuste. Os estoques indesejados crescem desde o segundo semestre de 2012.

    “Ao longo do primeiro semestre de 2013, o estoque involuntário do comércio cresceu menos do que o fim do ano passado não porque o empresário tenha vendido mais, mas porque encomendou menos à indústria”, afirma Fabio Bentes, economistai sênior da CNC.

    (transcrito do Estadão)

  3. Nietzsche em “A genealogia da moral”:

    “Educar um animal que pode fazer promessas, não é a tarefa paradoxal que a natureza se se impôs com relação ao homem? Não é esse o verdadeiro problema do homem?”… “Além disso, diz Rousseau, para pregar o Evangelho, não é preciso senão zelo e Deus faz o resto: mas, para estudar os homens, é preciso ter talentos que Deus não se compromete a dar a ninguém e que nem sempre confere aos santos”
    .
    A proposta feita pela Rússia no terreno da diplomacia internacional é risível:
    “a Síria entrega seu arsenal químico (ou parte dele, já que não há como avaliar), Assad se compromete a não mais recorrer a esse expediente, e pronto!”
    .
    Isto me parece muito com a proposta Lulática de acabar com o arsenal atômico que deixou a chanceler Merkel espantada e levou Obama, ironicamente, a o qualificar de: “O Cara!”.
    Falar em infantilidade e ingenuidade caiu em desuso em prol da “esperteza”, principalmente muito natural surgida da ignorância.
    Tecnologia é poder,
    “Dispomos da afirmação que o poder não se dá , não se troca nem se retoma, mas se exerce , só existe em ação, como também da afirmação que o poder não é principalmente manutenção e reprodução das relações econômicas, mas acima de tudo uma relação de força – M. Foucault”
    Não sei nem nada me autoriza avaliar seriamente se Obama autorizará ou não o ataque. O que afirmo é que Obama não titubeará em autorizá-lo esteja ou não a ONU, a Rússia, ou a opinião pública contra, na hipótese de suas avaliações pessoais o convencerem de que se faz necessário. Acredito e mesmo confio na seriedade dele.

  4. Quanto ao Ministro Barroso,sugiro que se leia Reinaldo Azevedo hoje:
    .

    “Operação da PF atinge cúpula do Ministério do Trabalho; 22 são presos; roubalheira pode ter chegado a R$ 400 milhões. Sabem quem aparece no rolo? A mensaleira Simone Vasconcelos, aquela cuja pena Barroso gostaria de ter reduzido se pudesse… Sorte que não pôde, né?

    Ai, ai, ai.. Simone Vasconcelos, ex-braço-direito de Marcos Valério, está de volta ao noticiário. E não é coisa boa! Para quem não lembra, ela foi condenada a 12 anos e sete meses de cadeia por quatro crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas. No julgamento dos embargos de declaração, o ministro Roberto Barroso recusou pedido para redução da pena, mas não abriu mão de falar, mais uma vez, como uma espécie de ombudsman do julgamento: “Fiquei impressionado com a dureza da pena aplicada a essa embargante. Se tivesse participado do julgamento, teria cogitado incluir como ré colaboradora. Pelo material que vi, ela não só não dificultou, como forneceu listas de nomes”…

  5. Oscip, (LEI No 9.790, DE 23 DE MARÇO DE 1999) mais uma legalização da perpetrada pelo governo FHC.
    .
    Essa lei dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras providências.
    .
    Folha: “A suspeita da PF e da CGU (Controladoria Geral da União) é que a fraude tenha desviado R$ 400 milhões, valor liberado nos últimos cinco anos para o IMDC (Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania), uma Oscip de Belo Horizonte que presta serviços de qualificação profissional para jovens e adultos desempregados.”
    .
    A emoção afasta a razão. Xingar, reclamar…de início resolve por acalmar. Mas é necessário prosseguir, tentar compreender os fatos que não se se explicam por si, não levam tão direta e necessariamente à compreensão da realidade.

    A sucessão continuada de escândalos faz da adversidade a normalidade:
    “A humanidade rapidamente se tornará incapaz de conceber a diversidade quando por algum tempo tiver sido desacostumado a vê-la – Mill, Stuart”
    Fundações, Institutos, ONGs, Oscip nada mais são que ralos de recursos públicos; uma forma escandalosa de entregar graciosamente dinheiro público nas mãos do setor privado sem qualquer entrave.
    .
    Da “parceria “ do público com o privado é que surge a promiscuidade, a corrupção sem controle, o crime. Honestidade é conceito moral, consequentemente relativo. Nietzsche: “Tudo tem seu preço, tudo pode ser pago”; e neste “Tudo” está incluído o homem seja ele do setor público ou privado.

    O grave e diferencial de mais este escândalo não é o crime, o roubo em si; é o CRIME DE RESPONSABILIDADE e a sabida e notória consequente IMPUNIDADE. Governamental por liberar dolosamente dinheiro público para, em seguida, proteger os correligionários envolvidos com meras e prestigiosas substituições administrativas, prevaricando e se tornando co-responsável ao não exercer o dever legal de aplicar a lei seja de modo direto, seja disfarçadamente por cooPTação.

    “Nada caracteriza melhor os movimentos totalitários em geral – e principalmente a fama de que desfrutam seus líderes – do que a surpreendente facilidade com que são substituídos – H. Arendt”

  6. Não gosto de brincar com coisa séria. Mas bem que este e-mail apócrifo que recebi poderia sair da ficção:


    BOMBA! Furo de reportagem do New York Times…
    Vazou a carta do Obama sobre o ultimato brasileiro reclamando da espionagem americana e a imediata resposta da Dilma.

    Cara Presidenta Dilma
    Imensamente preocupados com o ultimato dado pelo Governo brasileiro, pelos problemas de espionagem que efetuamos aí nesse país, temos a esclarecer a V. Excia. que por sermos uma superpotência, temos interesses a defender por toda a aparte e por isso atuamos onde seja necessário.
    Meu primeiro impulso, visando atender ao seu pedido de esclarecimentos e desculpas foi entregue farto material que temos gravado nos últimos 20 anos, ao Presidente do Supremo o Ministro Joaquim Barbosa, mas num gesto de amizade solicito que a Sra. Presidenta determine a quem de direito.
    Segue abaixo, só uma pequena amostra do que temos para sermos orientados do que fazer:
    1-Gravamos secretamente, é claro, em foto e vídeo todas as reuniões que o seu padrinho participou (ele jura que não sabia de nada) com toda a Direção do PT, quando foram acertados os pagamentos do Mensalão. Consideramos esse material altamente explosivo pois iria desmascarar o seu Partido diante até do mais crédulo beneficiário do Bolsa Família que como sabemos elegeu o Presidente anterior e a senhora.
    Mesmo com todo o empenho do Levandowsky e do Tofoli, considero muito difícil que o Barbosa com essas provas na mão, não mande prender vocês todos.
    2-Temos em nosso poder todas as contas abertas no exterior, por todos os dirigentes do Governo atual e dos anteriores, com os respectivos extratos com valores que chocariam o mundo e dariam para pagar a dívida interna e externa do Brasil e de todos os demais países da América Latina.
    Obs: Acompanhamos e documentamos com especial interesse a evolução da riqueza do Lulinha. O que temos é inacreditável até para os filmes de ficção que aqui costumamos fazer tão bem.
    3-Possuímos gravações (imagem e vídeo) nos últimos 20 anos, com todos os Ministros, Deputados e Senadores do Brasil confessando abertamente sobre vantagens financeiras auferidas por desvio de dinheiro público. Temos tudo documentado e também onde estão depositados esses valores, os números das contas e os respectivos saldos.
    4-Temos uma filmagem efetuada em alta definição, no AEROLULA, onde o seu padrinho “deita e rola”, com uma senhora Assessora em São Paulo cujo nome andou muito nos noticiários e lembra um famoso filme do Polansky… O Bebê de… (não lembro o nome).
    Como o material gravado é de extrema gravidade e poderia causar até uma revolução no Brasil sugiro que no ato da entrega, todas essas provas elas sejam colocadas no mesmo cofre da Caixa Econômica, aquele que queimou há um tempo atrás, sumindo com um monte de Contratos e que livrou muitos amigos de pagarem os empréstimos bilionários ao Governo… lembra?
    Foi em Governos anteriores mas é uma boa sugestão…

    Presidente B. Obama”

  7. Justiça e a manada

    Lugar de corrupto e de ladrão, principalmente dos grandes e dos poderosos, deveria ser na cadeia. Lamentável e historicamente, assim não tem sido. O julgamento-show-mensalão, em momento algum teve o explícito e deliberado propósito de fincar marco inicial de nossa Justiça, no firme propósito de julgar todos os demais corruptos, ladrões, inclusive, criminosos entreguistas. De ser marco de tolerância zero para com todos os que forem pegos avançando sobre os sagrados recursos públicos, por corrupção, superfaturamento, sonegação, desvios, privatizações, e outros mais. De trazer para os tribunais, conhecidos corruptos, inclusive, por roubalheiras infinitamente maiores. Muitos deles, ainda em pleno exercício do poder, felizes, ricos e livres. Infelizmente, parece que não foi essa, a intenção de nossa Justiça.

    A única diferença entre o estouro da boiada configurado em muitas importantes ações e atitudes coletivas, insanas como as do boi, fica por conta exclusiva da conhecida covardia e demência do bípede, que ao contrário do quadrúpede, decorrido o efeito manada, já no alto da colina, atônito e tardiamente, costuma fazer indagações sobre a visão dos escombros causados, muitos deles, irreparáveis, cruéis e estúpidos. Assim foi na implantação do nazismo na Alemanha. Assim foi na implantação das sangrentas e corruptas ditaduras militares em toda a América Latina. Assim tem sido, em conhecidos julgamentos, inclusive, no controverso julgamento-show-mensalão, baseado em domínio do fato.

  8. Extraído do Jornal do Brasil online, de 10/09/2013:

    Ex-analista: “CIA fabricou evidência para atrair EUA à guerra na Síria”

    O material de inteligência reunido para provar a culpa do governo sírio pelo suposto uso de armas químicas foi fabricado por membros da comunidade de espionagem americana para enganar o presidente Barack Obama e convencê-lo a tomar medida de punição, segundo Ray McGovern, um veterano da própria CIA (Agência Central de Inteligência), disse em entrevista à agência de notícias russa RT.

    McGovern foi um dos signatários de uma carta de funcionários veteranos de inteligência entregue a Obama, alertando o mandatário que Bashar al-Assad não é o responsável pelo suposto ataque com armas químicas, e que “o diretor da CIA, John Brennan, está cometendo a mesma fraude pré-Iraque sobre os membros do Congresso, a mídia e o público”.

    O veterano disse que o problema é conseguir acesso ao que chamam de grande mídia. Segundo McGovern, a imprensa está apoiando a guerra e por isso não quer ouvir que a evidência é muito frágil. “Eles não querem ouvir que pessoas dentro da CIA, com grande acesso a informações, dizem que não há evidência conclusiva de que Assad ordenou aqueles ataques químicos. Você não assume aquelas coisas, você precisa prová-las”, disse.

    A razão para que os Estados Unidos não apresentem a prova contra o regime sírio é porque não poderia ser suportada diante de um tribunal, e não passaria por um exame minucioso – isso aconteceu antes do Iraque, afirmou McGovern, que acrescentou que o governo americano precisa divulgar a suposta mensagem interceptada que provaria a culpa de Assad para calar os críticos.

    O ex-analista declarou que o secretário de Estado John Kerry demonstrou estar sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – o único Estado que se beneficiaria de uma guerra na Síria, e que pessoas com influência e conselheiros da Casa Branca tentam convencer Obama a tomar uma medida.

    Para McGovern, a mudança de postura de Washington ao recuar sobre a possibilidade iminente de um ataque na Síria foi uma conversa de Obama com os militares, que afirmaram que uma ação militar não poderia ser justificada tão cedo, e que as pessoas e setores que apoiam a intervenção militar não têm ideia do que é uma guerra.

    Ray McGovern foi analista da CIA durante 27 anos e trabalhou com sete presidentes, sendo responsável, durante a década de 80, de preparar os relatórios diários matinais com o material reunido pela agência ao chefe do governo. McGovern foi um crítico feroz da guerra do Iraque liderada pelo presidente George W. Bush em 2003.

    McGovern tem atuado nos últimos anos como ativista político. Ele tem um blog na página do cineasta e escritor Michael Moore, um dos mais ferrenhos críticos do militarismo americano e de grandes corporações do país. O ex-analista da CIA também trabalha na editora Tell The World, que é ligada a Igreja da Salvação.

    Mais recentemente, também criticou a atuação do governo no episódio envolvendo o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, responsável pelo vazamento de documentos secretos. Ele chegou a afirmar na época que o único crime de Assange fora “divulgar a verdade”.

  9. Grande rubro-negro Hélio Fernandes: com o seu saber, autoridade e amor ao clube, precisa escrever sempre sobre o Flamengo. Tecendo críticas e iluminando caminhos.
    Entendemos que o gerenciamento convencional não resolve os problemas de um clube que deve 750 milhões de reais.
    A diretoria recebeu o apoio de ex-dirigentes larápios e não propõe medidas que visem a processá-los. Permite, assim, que desfrutem, com tranquilidade, do dinheiro desviado. Reforça a tese de que o crime compensa. Como acontece em vários setores em nosso País.
    O Flamengo precisa ser administrado numa permanente mobilização nacional, com os flamenguistas aglutinados nos milhares de comunidades para criar riquezas, obedecendo a normas padronizadas. A mulher-torcedora tem papel importante a desempenhar Brasil afora.
    Tudo corre muito frouxo em termos administrativos.
    Muito demorada a conclusão do centro de treinamentos para que se possa desenvolver trabalhos diversificados em tempo integral.
    Não buscam o apoio, por exemplo, dos empresários de vários ramos de atividade, bem como dos artistas flamenguistas. Todos precisam estar mobilizados. Precisam estar reunidos para discutir diversas fórmulas de ajuda. O Flamengo é um mundo de energias carente de quem o saiba administrar.
    Necessitamos de um gerenciamento, em forma piramidal, em que todos os gestores tenham superiores a quem prestar contas. No particular, figura com a honradez e a clarividência de Evaristo de Macedo, desfrutando de aposentadoria, pode prestar colaboração inestimável. As inteligências devem ser recrutadas para elaborar os grandes programas de alcance nacional.
    Se o amigo Hélio Fernandes começar a escrever sobre o Flamengo, muitos leitores rubro-negros também passarão a registrar sugestões e propostas e este espaço se transformará numa oficina de ideias a monitorar o futuro do clube mais querido do mundo!
    Não conhecemos outro rubro-negro com tanto cabedal de conhecimentos que podem ser disponibilizados a favor de nosso clube. Suas opiniões, prezado Hélio Fernandes, pelo alto respeito de que se cercam e pela capacidade de influenciar adeptos, ajudarão, em muito, a traçar os destinos dessa incomparável instituição esportiva.

  10. Enquanto isso, o governo do “operário” Lulla continua sentadão no colo dos banqueiros…Vejam:

    MP que estende adesão ao Refis beneficia bancos e seguradoras
    Por Leandra Peres e Raphael Di Cunto | De Brasília

    Os bancos, seguradoras e multinacionais brasileiras que aderirem ao novo parcelamento de impostos criado pelo Congresso conseguirão um importante benefício: poderão renegociar sem oferecer nenhum tipo de garantia de pagamento à Receita Federal.
    A inclusão de três diferentes parcelamentos, além de regras para que parentes de taxistas, donos de quiosque e de bancas de jornal mortos recebam o direito de explorar o serviço, forçou o adiamento da votação da MP 615 para hoje. O Congresso tem até o dia 16 para aprovar a MP ou o texto perde a validade.
    Os deputados acusaram o relator da proposta, Senador Gim Argello (PTB-DF), de encher o texto de assuntos que não tinham relação com o projeto inicial do governo, que tratava de subsídios aos produtores de etanol e da regulação do mercado de meios de pagamento – como cartões de benefício e pagamentos por celular. O texto aumentou de 18 artigos para mais de 40.
    O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que parte dos itens foi inserido a pedido de governo.
    A decisão de permitir que as empresas façam o parcelamento de suas dívidas sem oferecer garantias contraria a área técnica, que considera a exigência uma maneira de aumentar a aderência dos devedores ao programa de pagamentos.
    O Refis da Crise, aprovado em 2009, também dispensou o depósito. Na redação feita agora, o governo poderia ter optado pela inclusão da regra. Mas o artigo diz que o parcelamento “independerá de apresentação de garantias”.
    A Receita Federal não divulga dados sobre o Refis da Crise. O último dado disponível, no entanto, mostra que o programa foi usado pelas empresas para regularizar temporariamente a situação fiscal, sem, no entanto, quitar as dívidas.
    Em outubro de 2011, o subsecretário de Arrecadação da Receita disse que 365 mil contribuintes (63,3%) de um total de 577 mil que aderiram ao Refis da Crise já tinham abandonado o programa.
    Os novos Refis incluídos na MP 615 a partir de negociação com o governo tratam de passivos tributários que são objetivo de disputas judiciais entre as empresas e o Fisco. O setor privado perdeu a discussão sobre a incidência do PIS e Cofins nas receitas financeiras e o Supremo Tribunal Federal ainda julga como deve ser a tributação do Imposto de Renda sobre coligadas e controladas por brasileiras no exterior.

    do Valor Economico

  11. Descaso com dinheiro público: Governo investe mais de R$ 1 mi em museu de ET e obra é abandonada

    Folha de São Paulo

    Em 2007, o Ministério do Turismo repassou ao município R$ 828,7 mil (R$ 1,1 milhão, em valores atualizados) para a obra (Paulo Peixoto/Folhapress)

    A presidente Dilma disse nesta semana ter “respeito pelo ET de Varginha”, mas o extraterrestre que teria aparecido na cidade mineira em 1996 anda sem prestígio por lá, a julgar pelo estado de uma obra em homenagem ao “visitante”.

    O Museu de ET teve investimento de mais de R$ 1 milhão em recursos federais e é hoje apenas o esqueleto de uma nave espacial enferrujada, cercada por mato e que serve de abrigo para nove cachorros.

    No local, em meio ao entulho da obra, uma placa avisa: “Aqui tem investimento do governo federal”. (…)

    Em 2007, o Ministério do Turismo repassou ao município R$ 828,7 mil (R$ 1,1 milhão, em valores atualizados) para a obra, tocada até 2010.

    No local, em meio ao entulho da obra, uma placa avisa: “Aqui tem investimento do governo federal”

    (…) “Isso não tem lógica, já tem coisa demais do ET na cidade”, disse a cozinheira Adriana Barone, 36, em referência à caixa d’água em forma de disco voador, estátuas, pinturas e quinquilharias do ET espalhadas por Varginha.

    “Tenho muito respeito pelo ET de Varginha. E sei que aqui quem não viu conhece alguém que viu ou tem alguém na família que viu, mas de qualquer jeito esse respeito pelo ET de Varginha está garantido”, disse a presidente a rádios locais.

    Leia a íntegra da reportagem no site da Folha:
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1323860-governo-federal-investe-mais-de-r-1-mi-em-museu-sobre-et-de-varginha.shtml

  12. OBAMA NÃO É NEGRO, É MARRON!

    Estou apenas repetindo o que ele mesmo disse em sua primeira campanha: Se meu pai é negro e minha mãe é branca não sou negro, sou marron. A mídia americana estampou a “arvore genealógica” de Buhs dizendo: Obama é seu primo em quinto gráu. É verdade, os americanos levam muito a sério suas árvores genealógicas e a mãe de Obnama é prima em quarto gráu de Bhus. Pois é o negro/marron Obama, comporta-se como “cachorro que comeu ovelha”: Tomou gosto de sangue e nunca mais deixará de comê-las. Obama mandou seus drones bombardearem a caravana de Kadaffi, agora está desesperado para matar Assad. Até quando EUA, Inglaterra e França (falo dos principais)deixarão de derramar sangue impunemente pelo mundo? Sem esquecermos que na Síria foi descoberto um campo promissor de petróleo e gaz.

  13. Prestigiado Mestre,Hélio Fernandes.
    Apesar do seu belo exercício mental,e(desejos incontidos).NÃO vejo nenhuma surpresa na sessão do SUPREMO,nesta quarta-feira.Dará a lógica,caso houver reviravolta,o STF estará DESMORALIZADO.
    Aí,o Ministro Gilmar Mendes,terá razão. MELHOR FECHAR.

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