Processos contra ministros de Dilma podem continuar no Supremo

Edinho, Wagner e Berzoini são alguns dos investigados

Sérgio Roxo
O Globo

Caso o Senado decida pelo prosseguimento do impeachment e a presidente Dilma Rousseff seja afastada, os ministros do governo petista que são investigados no âmbito da Lava-Jato, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, perderão imediatamente o foro privilegiado. Mas isso não significa que Aloizio Mercadante (Educação), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Jaques Wagner (Gabinete Presidencial), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) automaticamente cairão nas mãos do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, em Curitiba.

Como em alguns casos continuarão no mesmo inquérito outros investigados com foro, caberá ao STF a palavra final.

— Na prática, o ministro Teori vai acabar decidindo caso a caso. Depende das circunstâncias das práticas criminosas e das provas — avalia Eloísa Machado, professora de Direito Constitucional da FGV.

DILA TEM FORO ESPECIAL

A presidente Dilma Rousseff, que na última semana também passou a ser investigada por suposta atuação para que tribunais superiores libertassem empreiteiros presos, mantém o foro até a conclusão do julgamento do impeachment no Senado.

— Ela permanece resguardada com o foro, até porque pode voltar à Presidência — acrescenta a professora da FGV.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderia ganhar foro se tivesse a sua nomeação para a Casa Civil autorizada pelo STF, também perderá, com a saída de Dilma, a possibilidade de obter o benefício.

OBSTRUÇÃO DA JUSTIÇA

Lula foi denunciado semana passada pela Procuradoria-Geral da República, por ter participado da suposta tentativa de evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O caso está no STF porque o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), que tem foro, também participou da operação.

Em sua delação, Delcídio contou que, a pedido do ex-presidente, acertou detalhes da ajuda a Cerveró com Maurício Bumlai. Maurício é filho do pecuarista José Carlos Bumlai, investigado na Lava-Jato e amigo de Lula. Todos negam a denúncia.

5 thoughts on “Processos contra ministros de Dilma podem continuar no Supremo

  1. -Por que será que existe toda essa FISSURA do bandidos em torno de “manter o processo no STF”?
    -Será que as escrivaninha de tal corte são discretamente providas daquele “relaxante” exibido no filme “Loucademia de Polícia”, reservadas para os clientes?

    -Será que os magistrados das demais instâncias são TÃO INCOMPETENTES assim na área do direito ao ponto de assustar e repelir quem tem condições financeiras e um mínimo de conhecimento jurídico?

    -Ora, não seria um ato criminosos e COVARDE deixar para esses JUÍZES DESPREPARADOS (que afugentam os ricos da mesma forma que a cruz afugenta os vampiros) DAS INSTÂNCIAS INFERIORES apenas os indefesos e miseráveis bandidos comuns, ao invés de mandá-los todos para o Supremo, para serem julgados com o uso da a verdadeira Justiça?

    -Dessa forma, fica a impressão ou que os TODOS OS JUÍZES BRASILEIROS SÃO INCOMPETENTES e que só restaram juízes no Supremo Tribunal Federal, ou que esta corte é composta por COMPARSAS dos criminosos ricos, que vão ali apenas para papar um mamão com açúcar e trocar piscadas de olhos!!!

  2. É bom que se frise bem que essa é apenas a opinião da professora de Direito Constitucional da FGV, Eloísa Machado, baseada em sabe-se lá o que – talvez espiritismo -, já que nossos meritíssimos são mestres em ser meros aplicadores de leis quando têm que julgar e em julgar quando a simples aplicação da lei é o suficiente.

  3. “Uma das coisas mais graves da história da República é que não sabem escolher Ministros. Quando escolhem, são os homens incompetentes que há no Brasil.” Pontes de Miranda

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