Procurador-geral rebate críticas e diz que investigará ‘quem quer que seja’. Mas será mesmo?

O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, rebateu críticas de que demorou a agir no caso Cachoeira e sustentou que o Ministério Público vai investigar “quem quer que seja”. O texto explica que Gurgel recusou convite para falar na CPI do Cachoeira porque a participação poderia “futuramente torná-lo impedido para atuar nos inquéritos em curso e ações penais subsequentes”.

O comando da CPI convidou Gurgel para falar aos integrantes, mas o procurador recusou. Aos congressistas, o procurador-geral disse que as investigações não estão encerradas.

“O material do inquérito é muito vasto e está sendo analisado com o devido critério e a necessária prioridade, bem como que o Ministério Público Federal, como sempre, não se furtará a investigar quem quer que seja”, afirma a nota.

De acordo com a Procuradoria, Gurgel explicou ao comando da CPI que demorou a encaminhar material ao Supremo Tribunal Federal porque só recebeu da Justiça Federal de Goiás, em 9 de março de 2012, material da Operação Monte Carlo, que envolve o empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira, e pessoas com prerrogativas de foro privilegiado, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A explicação rebate acusações de parlamentares de que o procurador teria sido negligente com o caso. “Este material, agora sim, reunia indícios suficientes relacionados a pessoas com prerrogativa de foro e, assim, menos de 20 dias depois, em 27 de março, o procurador-geral da República requereu a instauração de inquérito no STF, anexando tudo o que recebeu nas duas oportunidades.”

Ele esclareceu ainda que no início do caso, em 2009, quando teve acesso ao material referente à Operação Las Vegas, fez uma avaliação preliminar e verificou que os elementos não eram suficientes para qualquer iniciativa no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

“Optou por sobrestar o caso, como estratégia para evitar que fossem reveladas outras investigações relativas a pessoas não detentoras de prerrogativa de foro, inviabilizando seu prosseguimento, que viria a ser formalizado na Operação Monte Carlo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG O procurador se saiu bem e escapou por um triz. Mas suas explicações foram primárias. Dizer que “optou por sobrestar o caso, para evitar que fossem reveladas outras investigações” é uma desculpa inacreditável. O mais incrível, porém, é que a CPI parece ter desistido de convocá-lo. Se agiu, assim, começou muito mal.

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