Procuradoria pede ao STF mais 60 dias para Polícia Federal descobrir quem é ‘Glutão’

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Os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima têm o perfil do corrupto

Mariana Oliveira
TV Globo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu na quinta-feira (dia 10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias de prazo para as investigações do inquérito da Polícia Federal (PF) que, entre outras finalidades, tenta identificar quem é “Glutão”, suposto destinatário de propina paga pela empreiteira Odebrecht.

Reportagem do blog de Andreia Sadi revelou, no fim de dezembro, a busca por esse destinatário, cujo codinome foi revelado por um delator que afirmou, porém, não lembrar de quem se trata. Segundo as planilhas da empreiteira, ele teria recebido R$ 3 milhões em Brasília em maio de 2012.

OS ENVOLVIDOS – O inquérito apura repasses de R$ 8,5 milhões a cinco pessoas – os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Renan Calheiros (MDB-RR) e os ex-senadores Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e Gim Argello (sem partido-DF), além de “Glutão”.

Jucá, Renan e Argello negam que tenham recebido propina para aprovar projeto. Delcídio afirma que pediu ajuda à empreiteira para ajudar prefeitos.

Eles são suspeitos de receber propina pela aprovação do projeto de resolução do Senado 72/2010, que limitou a concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados. A beneficiária seria a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht.

PEDIDO DE PRAZO – Em documento apresentado ao Supremo, Dodge reiterou pedido da Polícia Federal de 60 dias de prazo para a conclusão das investigações.

Como o pedido chegou ao Supremo em meio ao recesso do Judiciário, foi remetido à Presidência do tribunal, a quem cabe definir casos urgentes. O relator do caso no Supremo é o ministro Luiz Edson Fachin, que cuida da Lava Jato no tribunal. A Presidência poderá analisar a prorrogação da apuração ou deixar a questão para o relator decidir em fevereiro.

Segundo Dodge, é preciso cruzar dados de perícias com provas coletadas na Operação Armistício, de 8 de novembro e que recolheu informações de supostos intermediários de Jucá, Renan e Gim Argello.

INVESTIGAÇÃO – “O trabalho policial concentra-se nesse momento na exploração e na análise de todo o material apreendido nos autos da Ação Cautelar 4400, na qual foi deferida a medida de busca e apreensão nos endereços das pessoas físicas e jurídicas mencionadas nos presentes autos”, afirmou a procuradora.

Segundo ela, a investigação até o momento “permitiu que importantes passos fossem dados em direção à elucidação dos fatos investigados”. “O completo esclarecimento dos fatos ainda demanda novas diligências e, assim, a continuidade das investigações”, pediu.

Dodge disse ao Supremo que, desde a última prorrogação do inquérito, o único documento juntado ao processo foi o depoimento do executivo Cláudio Mello Filho.

CONFIRMAÇÃO – Mas a procuradora-geral afirmou que o depoimento “trouxe importante contribuição (…) uma vez que o colaborador confirmou as conclusões a que chegaram o Ministério Público Federal e a Polícia Judiciária, em relação aos codinomes atribuídos aos parlamentares investigados”.

No depoimento, Cláudio Mello confirmou a identidade de quatro políticos, mas disse que não se lembrava quem era “Glutão” e que se comprometia a verificar e prestar esclarecimentos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O maior suspeito é o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que tem o perfil desejado. Seu irmão, Lúcio Vieira Lima, tem o mesmo perfil, mas é figura apagada, que se alimentava com as sobras do butim organizado pelo irmão. (C.N.)

5 thoughts on “Procuradoria pede ao STF mais 60 dias para Polícia Federal descobrir quem é ‘Glutão’

  1. Caro Jornalista,

    Esse fato me traz à lembrança um personagem do Jô Soares, que dizia às pessoas que perguntavam se ele era um palhaço por estar sempre com pintura de palhaço estampada no rosto:

    -“Eu não sou palhaço, mas (as autoridades) estão me fazendo de palhaço!”

    Ora, se as GAVETAS DO STF estão cheias de processos de corruptos, arquivados e em hibernação, se o STF concedeu direito a bandido condenado ficar em liberdade e se essa mesma Corte permite que um corrupto fique em casa porque é incapaz de manter uma ereção consistente por causa de problemas na próstata, PARA QUÊ, meu Deus do céu, O STF QUER FAZER QUESTÃO DE SABER o nome deste corrupto… se o nome será apenas de mais um corrupto?

    -Quantos corruptos os SUPREMO mandou para a cadeia nos últimos dez anos, dentre os milhares de processos que estão sendo chocados na Corte?
    -Quantos processos prescreveram e deixaram os corruptos impunes por terem sido mantidos sob as nádegas daquelas pachorrentas autoridades?
    -Qual será a diferença entre saber quem é o GLUTÃO e saber quem é o RENAN?
    -E para que essa pressa toda, se o processo poderá ser guardado indefinidamente se a Polícia Federal descobrir que o tal “glutão” tem no sobrenome a palavra “Calheiros”?

    OS BRASILEIROS NÃO SÃO PALHAÇOS. Mas há muito tempo estão sendo feito de palhaços pelas nossas autoridades responsáveis por fazer justiça neste país – notadamente pelas do Supremo Tribunal Federal, que trocaram o importante e honroso papel de magistrados de um país pelo RASTEIRO PAPEL de advogados de corruptos infiltrados na corte mais chique de uma fazendona…

    Abraços.

  2. Que país é este? Uma propinazinha de meros 3 milhões o cara não se lembra o destinatário?. Tá brincando? Em uma empresa que criou um departamento especial só para administrar as propinas?

  3. VEJAM O BRASIL QUE NOS ESPERA, NA ANÁLISE DESTA PREMIADA JORNALISTA. >>>>>

    Os “malucos” sapateiam no palco:

    Eliane Brum

    Os “malucos” sapateiam no palco. Aqueles que não eram levados a sério hoje têm poder atômico e também o de destruir a Amazônia

    Eliane Brum é escritora, documentarista e conhecida jornalista. Em 2010 ganhou o 17.Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha. É uma que diariamente cobra no twitter uma solução para o caso do assassinato de Marielle e de Anderson. É crítica severa do atual governo. Este artigo, rico de dados, pode nos ajudar a formar lentamente uma idéia do que poderá se transformar o Brasil e como deverá ser a nossa atitude face a tamanhos retrocessos que se anunciam.

    Nas últimas décadas existiu um consenso de que, diante dos absurdos que eram ditos nas redes e em outros espaços, a melhor estratégia era não responder. Contestar pessoas claramente mal intencionadas e intelectualmente desonestas, em sua busca furiosa por fama, seria legitimá-las como interlocutor, dando crédito ao que diziam. E, assim, servir de escada para que ganhassem mais visibilidade. A frase popular que expressa essa ideia é: “Não bata palmas para maluco dançar”. A eleição de Donald Trump, de outros populistas de extrema-direita e agora de Jair Bolsonaro revelou que este foi um equívoco que vai custar muito caro.

    https://www.google.com/url?q=https://leonardoboff.wordpress.com/2019/01/13/os-malucos-sapateiam-no-palcoeliane-brum/

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