Procuradoria vai recorrer para que Cachoeira não fique em prisão domiciliar

Cachoeira nem liga para a prisão, porque sabe que será solto

Nonato Viegas
Época

O procurador regional da República José Augusto Vagos afirmou que vai recorrer da decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, que atendeu habeas corpus em favor do bicheiro Carlinhos Cachoeira e de outros presos na Operação Saqueador. Segundo Vagos, a soltura “beira o abolicionismo penal, [com] prisões domiciliares sem análise mais profunda e cuidadosa, num contexto de desvios de quase R$ 400 milhões”.

Vagos afirma, ainda, que tenta imaginar “quais situações em concreto justificariam uma prisão cautelar para sua excelência, que, com todo respeito, nem sequer deu chance da PRR2 ser ouvida”.

Vagos foi além: “Um desprestígio aos órgãos de persecução que trabalharam duro para essa operação, gasto enorme de tempo e dinheiro para sem maiores considerações e aprofundamentos concederem-se prisões domiciliares em série”, afirma.

Segundo o procurador regional da República, o MPF teve o cuidado de pedir prisões dos que “representariam maior risco à ordem pública e à regular aplicação da lei penal”, lembrando que foram mais de 20 denunciados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Por seu passado, seu presente e seu futuro, a impunidade de Carlinhos Cachoeira é uma acinte e uma provocação à Justiça brasileira. Trata-se de um criminoso lombrosiano, que deveria ser preso sem maiores explicações. A polícia nem precisaria de motivos, bastava algemar, porque Cachoeira é daquele tipo que sempre sabe por que está sendo preso. (C.N.)

8 thoughts on “Procuradoria vai recorrer para que Cachoeira não fique em prisão domiciliar

  1. Hoje vou tirar o dia para comprar mais alguns narizinhos de palhaços lá na 25 de Março, (centro).,
    Usá-lo-ei-os todos os dias da semana.
    Como disse nosso Querido e (In)Corruptível Presidente temer/dima/2010.
    “Eu sei lidar com bandidos”….

    “Aqui no Brasil, o palhaço é Você.!!!!

    eh!eh!eh!eh

  2. Ladroes de colarinho branco no Brasil, geralmente cumpre penas domiciliares em suas mansões , com direito a salmoes, caviar, melhores vinhos e por que não umas festinhas para recepcionar os “amigos” dos amigos.

  3. Ladroes de colarinho branco no Brasil, geralmente cumpre suas prisões domiciliares em mansões que mais parecem clubes (piscinas, quadra poliesportiva)
    Alem de mordomos, arrumadeiras, jardineiros, copeiros, cozinheiros e segurancas,afinal os cofres devem estar abarrotados de dólar, euros, joias etc.

  4. Opinião, Jornal do Brasil: Advogado renomado denuncia ministros do Judiciário.
    Porque não dar os nomes aos bois, também o nome do advogado, todos queremos saber, pois é melhor para o país, nada deve ficar encoberto, o país precisa de uma vez por todas desta limpeza geral.

  5. Lewandowski, Teori e o passado de Ivan Athié
    O Antagonista – Brasil 02.07.16 12:02

    Ivan Athié, crítico de investigações “antigas”, livrou-se em 2013 de ação penal em que era investigado por formação de quadrilha e estelionato. O inquérito durou nove anos, bem mais que o caso Delta.

    Na ocasião, a segunda turma do STF referendou habeas corpus concedido por Ricardo Lewandowski contra o recebimento da denúncia no STJ. Dois anos antes, Teori Zavascki já havia decidido revogar o afastamento de Athié do TRF-2.

    Ontem, ao justificar a transferência dos presos da Operação Saqueador para a prisão domiciliar, Athié alegou que não havia motivo para a prisão preventiva, pois os fatos envolvendo Cachoeira, Cavendish e companhia são “relativamente antigos”.

  6. É bom não esquecer que Cachoeira é igualzinho ao Cunha. Se fizer uma delação premiada, jogará pelos áres figuras como Ronaldo Caiado, Jorge Picciani, Cabral etc. É uma bomba relógio prestes a explodir. Sem esquecer que Cachoeira tinha que ser ouvido aqui no Rio de Janeiro quando foi flagrado acertando propina com Waldomiro Diniz. Jorge Picciani interveio e transferiu para Goiania o interrogatório. Só Molon não topou ir em Goiaz ouví-lo. Todos os deputados escalados foram rindo e voltaram às gargalhadas. Dizem que Carlinhos pagou-lhes a hospedagem em hotéis de 1ª classe e na volta deu-lhes um presentinho generoso.

  7. Pero Vaz de Caminha, que escreveu a primeira carta ao rei Dom Manuel, contando que haviam descoberto estas terras brasílis, também aproveitou
    a “missiva” e pediu ao rei que mandasse libertar seu genro, que estava preso por roubo e agressão.
    Pronto, foi ai que tudo começou por cá. Até então estas coisas só aconteciam, lá pela “terrinha”.
    Não foi um escrevente da frota de Cabral e a carta também não endereçado ao rei, mas como a mais de 500 anos passados, alguém fez como Caminha e pediu a soltura do cachoeira, no que foi prontamente atendido, com apenas um disfarce. Prisão domiciliar, como se a casa do criminoso pudesse fazer as vezes do cárcere.
    Segundo consta, este cachoeira já esta condenado a 41 anos de prisão e o que se espera é que passe a cumprir a pena, como qualquer ladrão de galinha.
    Dizer que no Brasil todos são iguais perante a lei, é de um lirismo comovente, o problema é que a lei não é igual para todos.
    Que digam os cachoeiras e Paulos Bernardos da vida.

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