Professor e médico – duas profisssões que não são valorizadas no Brasil. Por quê?

Sergio Caldieri

Os jornais noticiam que a divulgação dos salários de todos os servidores públicos do Executivo Federal, que começou por força da Lei de Acesso à Informação, revela o tamanho da discrepância entre as remunerações de diferentes áreas.

Embora em toda campanha eleitoral candidatos apregoem nos palanques que ensino e saúde são prioridades do país, isso não se reflete na estrutura salarial do funcionalismo Federal. Entre as carreiras de nível superior, ninguém recebe tão pouco quanto professores e médicos.

As diferenças chegam a 580% quando se compara o salário inicial de um professor auxiliar universitário ou de escolas técnicas em início de carreira, com 40 horas semanais, com o de um advogado da União com mesma carga horária: o primeiro começa com R$ 2,2 mil; o segundo, com R$ 14.970.

Essa discrepância na folha federal de pagamentos é um reflexo do que já se verifica na iniciativa privada. Esse mesmo advogado chega ao setor público ganhando 368% a mais que um médico federal de início de carreira, que tem salário de R$ 3,2 mil.

O jornal O Globo, por exemplo, fez levantamento dos salários de todas as carreiras de nível superior do serviço público federal – do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Na elite do Executivo, estão carreiras como delegado da Polícia Federal, perito criminal, advogado da União, procurador federal, auditor fiscal da Receita e diplomata. Todos têm salários iniciais a partir de R$ 13 mil e no fim da carreira os vencimentos passam dos R$ 18 mil, isso sem contar gratificações.

Enquanto isso, médicos e professores…

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