Profusão de páginas não oficiais nas redes preocupa direção do Aliança

Já existem quase 200 páginas relacionadas à sigla em formação

Tiago Aguiar
Estadão

Embora o partido Aliança pelo Brasil, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro, ainda não exista, já há, nas redes sociais, quase 200 páginas relacionadas à sigla em formação.

Levantamento feito pelo Estado encontrou 86 perfis no Instagram, 31 no Twitter e 76 páginas no Facebook usando o nome e o logo da legenda em criação. A maioria das páginas no Twitter e no Facebook foi criada após o anúncio do nome do partido, em novembro.

EXTRAOFICIAL – Algumas das páginas guardam registros que eram usados para comunicar, extraoficialmente, ações de diretórios municipais do PSL, partido do qual Bolsonaro se desfiliou. Ao menos dois terços dessas páginas não informam que não são oficiais.

O Aliança pelo Brasil dá sinais de estar ciente da profusão de contas não-oficiais. Há algumas semanas, nas três contas oficiais, orientações reforçam que apoiadores sigam e compartilhem conteúdos apenas dos perfis verificados.

PREOCUPAÇÃO – Procurada, a direção do Aliança Pelo Brasil respondeu que “algumas poucas” páginas do levantamento do Estado já são de pessoas próximas ao núcleo do futuro partido. Não foi especificado quantas são essas páginas ou quais. No entanto, a profusão preocupa os administradores, que pretendem criar um canal de denúncias para derrubar posts com informações falsas.

A administração das redes do partido também afirmou que pretende entrar em contato com os administradores que estiverem apenas compartilhando conteúdo das redes oficiais para coletar assinaturas.

ASSINATURAS DIGITAIS – Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que é possível coletar assinaturas digitais para a criação de partidos. Por outro lado, exigiu que haja regulamentação e desenvolvimento dos dispositivo pela própria Corte, para verificar a autenticidade das assinaturas. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

One thought on “Profusão de páginas não oficiais nas redes preocupa direção do Aliança

  1. Posts patrocinado por empresas pra fazer propaganda de mercadoria de consumo. Tudo bem.
    Política não é mercadoria de consumo, mas é usada como tal, e muitas vezes distorcidas que acabam agradando aos alienados políticos que formam a maioria dos eleitores.
    Esse posts patrocinados de pessoas que não são de nossa amizade, a maioria elogiando o governo Bolsonaro entram em nosso Face sem nosso consentimento. Isso tinha que ser revisto em defesa dos incautos que nada sabem dos problemas reais do Brasil.
    Esses posts patrocinados, foi o caminho das pedras de governos despreparados, sem projetos de nação.

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