Projeto aprovado na Câmara perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas e aguarda sanção ou veto de Bolsonaro

Bolsonaro defende o fim das taxas ainda pagas pelas igrejas

Idiana Tomazelli
Estadão

Um projeto aprovado pelo Congresso Nacional pode anular dívidas tributárias de igrejas acumuladas após fiscalizações e multas aplicadas pela Receita Federal. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o valor do “perdão” seria de quase R$ 1 bilhão. O texto aguarda a sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro, que tem na bancada evangélica um importante pilar de sustentação política de seu governo. Ele tem até 11 de setembro para decidir se mantém ou não a benesse aos templos religiosos.

Como revelou o Estadão/Broadcast no fim de abril, Bolsonaro promoveu na época uma reunião entre o deputado federal David Soares (DEM-SP), filho do missionário R. R. Soares, e o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, para discutir os débitos das igrejas. O presidente já ordenou à equipe econômica “resolver o assunto”, mas os técnicos resistem.

FIM DAS TAXAS – Bolsonaro também já defendeu publicamente a possibilidade de acabar com taxas ainda pagas pelas igrejas e “fazer justiça com os pastores, com os padres, nessa questão tributária”. David Soares foi autor da emenda que introduziu, durante a votação na Câmara dos Deputados, o perdão que pode beneficiar inclusive a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada pelo pai do deputado.

A instituição tem R$ 37,8 milhões inscritos na Dívida Ativa da União, além de outros débitos milionários ainda em fase de cobrança administrativa pela Receita. Contatado por telefone e informado do conteúdo dessa reportagem, o deputado disse que não concederia entrevista.

DRIBLE NA LEGISLAÇÃO – As igrejas são alvos de autuações milionárias por driblarem a legislação e distribuírem lucros e outras remunerações a seus principais dirigentes e lideranças sem efetuar o devido recolhimento de tributos. Embora tenham imunidade no pagamento de impostos, o benefício não afasta a cobrança de contribuições (como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, ou a contribuição previdenciária).

Esses dois tributos são justamente os alvos da anistia aprovada pelo Congresso Nacional por meio do projeto de lei 1581/2020, que trata de descontos em pagamento de precatórios (valores devidos pela União após sentença definitiva na Justiça).

IMUNIDADE – A emenda proposta pelo deputado David Soares exclui as igrejas do rol de contribuintes da CSLL, ampliando o alcance da imunidade prevista na Constituição. O texto ainda diz que “passam a ser nulas as autuações feitas” com base no dispositivo anterior à proposta recém-aprovada – ou seja, elimina a dívida. Outro artigo declara “nulas as autuações emitidas” pela Receita Federal antes de outra lei, de 2015, que buscava frear as autuações sobre a prebenda, como é chamado o valor recebido pelo pastor ou líder do ministério religioso por seus serviços.

A prebenda é isenta de contribuições à Previdência, desde que seja um valor fixo, mas o Fisco começou a identificar pagamentos variáveis, com características de participação nos lucros ou bonificações a quem tem os maiores “rebanhos” de fiéis. Os auditores começaram então a lançar autos de infração e cobrar os tributos devidos com multas e encargos.

CUNHA E R.R. SOARES –  Uma lei aprovada em 2015 tentou colocar um ponto final às cobranças, isentando valores pagos em forma de ajuda de custo de moradia, transporte e formação educacional. Em um vídeo publicado nas redes sociais em outubro de 2016, o missionário R. R. Soares aparece ao lado do então presidente da Câmara Eduardo Cunha, ligado à bancada evangélica, agradecendo pela aprovação da lei.

A Receita, porém, reagiu exigindo a comprovação desses gastos e continuou aplicando multas nos casos em que não havia apresentação de documentos, ou ainda sobre outros tipos de parcelas pagas aos pastores. Enquanto isso, abriu-se uma verdadeira queda de braço em torno do passivo acumulado, que agora o Congresso Nacional quer perdoar.

VETO – Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a área econômica deve recomendar veto aos trechos que anulam as dívidas das igrejas. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Economia não quis comentar. A Secretaria-Geral da Presidência da República, que abriga a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), principal órgão de assessoramento jurídico do presidente, informou que “o projeto citado está em análise”.

Hoje as igrejas têm ao todo R$ 1,5 bilhão em débitos inscritos na Dívida Ativa. O perdão, no entanto, valeria apenas para as autuações sobre não pagamento de CSLL e contribuição previdenciária. A consulta pública da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostra que os templos acumulam R$ 868 milhões em dívidas previdenciárias de qualquer espécie (não necessariamente apenas sobre prebenda), mas não detalha débitos da CSLL.

26 thoughts on “Projeto aprovado na Câmara perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas e aguarda sanção ou veto de Bolsonaro

  1. E muita cretinice !
    Não produzem nada, negociam a fé, exploram o povo, se tornam milionários e não querem ser tributados nos ganhos astronômicos, que usurpam através da fé deste sem números de otários, que contribuem com estas quadrilhas…
    Isto é coisa do capeta !!!
    Cambada de bandidos hipócritas.
    Que País !!!

  2. Caso Bolsonaro sancionar essa lei que beneficia as igrejas neopentecostais e cujos líderes são milionários, o povo deve entrar com ações coletivas na Justiça pedindo o mesmo tratamento, ou seja, deixar de pagar o Imposto de Renda!

    Se, além da insuportável carga tributária que pagamos, ainda assistirmos o presidente beneficiar meia dúzia de donos dessas organizações comerciais, e através da arrecadação dos nossos impostos, o governo atual começa a dar sinais que será infinitamente pior que Collor de Mello quando decretou o maldito confisco, e pelo qual pediu perdão 30 anos depois pelo erro clamoroso cometido.

    Se “a bancada religiosa” apoia politicamente Bolsonaro, então o agradecimento desta maneira exigindo o perdão das obrigações com o governo para isentá-las da cobrança de taxas e questões administrativas, decididamente não pode ser religiosa a tal da bancada, mas um bando de exploradores e de chantagistas.

    Deus passou muito longe desses vendilhões do templo.
    A ponto que, os elogios candentes feitos pelo “missionário” RR Soares a Cunha, o ex-presidente da Câmara encontra-se preso, ou seja, o riquíssimo guia espiritual foi contestado e ridicularizado por Deus diante de tamanha ignomínia!

    Agora, lamento pela manipulação que esses profissionais da religião fazem com o povo.
    A forma como usam o cidadão, como lhe tiram dinheiro, como o colocam na condição de que a única prova que existe para Deus acreditar na fé que dizem ter reside no dízimo, nas doações diárias, na transferência de patrimônio às dezenas de seitas abertas livremente pelo Brasil, que deveriam ser classificadas como exploração da crendice alheia, um crime contra o povo!

    Inacreditável que, após quase 500 anos da Reforma Protestante iniciada por Lutero, que se indispôs contra a Igreja por esta vender indulgências aos pecadores através do Papa, que este movimento exista ao contrário, e justamente pelos dissidentes do catolicismo!!!

    A coisa é tão escancarada, que os maiores doadores terão assentos especiais próximos do Criador, enquanto aquele que doa pouco não só é acusado de não acreditar nas mudanças que o Criador quer para a sua vida, como não receberá a recompensa reservada aos que entregam o que possuem para a “igreja”.

    E são essas seitas que conseguiram o perdão pelos impostos que deveriam pagar, menos serem isentas às custas do pobre do trabalhador, até mesmo do ateu!

    O Brasil não tem mais solução, a verdade é esta!

    • Chico, aí é demais, isentar a Irmã Dulce? Aplausos!
      Isentar São Francisco? Foguetes!
      Isentar verdadeiras empresas financeiras vendedoras de falsa ilusões, comerciantes fraudulentos, obrigando os humildes e miseráveis a entregar os dízimos da eterna necessidade, para com eles financiarem candidaturas a bandido Vip e investir em Miami. Houvesse justiça Divina, e Jesus desceria para com uma metralhadora, e não chicote, varrer os vendilhões do templo.

      • Moreno,

        A questão não é como está posta.

        Pesquisei para saber mais a respeito, e não publicar meramente a minha opinião porque eu poderia estar errado.

        O link é este, e vale a pena ler e se informar sobre essa cobrança debatida:

        https://apublica.org/2019/12/igrejas-devem-mais-de-r-460-milhoes-ao-governo/

        Mais de 1.200 entidades religiosas têm dívidas com a Receita; Bolsonaro se reuniu duas vezes com fundador da igreja que mais deve e disse querer “fazer justiça para os pastores”

        Igreja de R. R. Soares, campeã em dívidas, foi processada por empregar pastor com metas de arrecadação sem respeitar direitos trabalhistas.
        Apesar das dívidas milionárias, arrecadação de entidades religiosas vem crescendo ano a ano

        Lobby religioso tentou aprovar anistia de dívidas, apesar de entidades já contarem com uma série de benefícios.

        Quase meio bilhão de reais – essa é a quantia que entidades religiosas devem à Receita Federal. O levantamento, realizado pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), revela que 1.283 organizações religiosas devem R$ 460 milhões ao governo. Desse total, 23 igrejas possuem dívidas de mais de R$ 1 milhão cada uma.

        A maior devedora é a neopentecostal Internacional da Graça de Deus. A igreja deve, sozinha, mais de R$ 127 milhões, segundo valores apurados pela Receita em agosto deste ano. Isso é mais de um quarto de todas as dívidas de entidades religiosas com a União. E a dívida da igreja vem aumentando: era de R$ 85,3 milhões em 2018, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

        Bruno Fonseca/Agência Pública

        O fundador da Internacional, o missionário Romildo Ribeiro Soares, reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro ao menos duas vezes este ano: em agosto e em novembro. No primeiro dos encontros, estavam presentes o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na data, o presidente defendeu simplificar a prestação de contas de entidades religiosas e disse querer “fazer justiça para os pastores”. Nos dois encontros, o presidente Bolsonaro recebeu também o filho de R. R. Soares, o deputado David Soares (DEM-SP).

        Fundada em 1980, no Rio de Janeiro, a Internacional da Graça de Deus é uma dissidência da Universal – seu criador, o missionário Romildo Ribeiro Soares, é cunhado de Edir Macedo. Após início modesto no centro da capital fluminense, a igreja se expandiu pela Baixada Fluminense, abriu templos em todo o país e atualmente tem ministérios na Argentina, Peru, Uruguai, Paraguai, Chile, Estados Unidos, México, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Japão e África do Sul.

        A maior parte da dívida da Internacional é previdenciária, isto é, de valores não pagos pela igreja sobre a folha de pagamento dos seus funcionários, como a contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). E, segundo decisões recentes da Justiça, os próprios pastores da igreja podem ser incluídos nesse grupo de funcionários sobre os quais a Internacional deve impostos.

        Igreja Internacional da Graça de Deus/Reprodução
        Romildo Ribeiro Soares, conhecido como missionário R.R. Soares, reuniu-se com o presidente Bolsonaro e o secretário da Receita Federal – sua igreja deve mais de R$ 127 milhões à União
        Em abril deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT) reconheceu o vínculo empregatício de um ex-pastor da Internacional com a igreja. Por unanimidade, o tribunal decidiu que o antigo ministro de confissão religiosa da Internacional deveria ter a carteira de trabalho assinada pela igreja. Ele recebia salário de R$ 2 mil para ministrar cultos, evangelizar em praças e prestar assistência espiritual para a comunidade, entre outras atividades.

        Na decisão, o tribunal apontou que, além de trabalhar subordinado à direção da igreja, o pastor precisava cumprir metas mensais de arrecadação – sob o risco de ser excluído da organização caso não atingisse os valores. Além de reconhecer o vínculo empregatício ao longo de mais de oito anos de trabalho para a Internacional, a Justiça determinou que a Igreja arque com férias não pagas, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), horas extras e outros direitos trabalhistas. A ação foi enviada ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) em agosto.

        A segunda entidade religiosa que mais deve à Receita também é evangélica e neopentecostal: a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, outro ex-pastor da Igreja Universal. A Mundial deve mais de R$ 83 milhões à Receita. Desse total, R$ 5,7 milhões são apenas de contribuições não pagas de FGTS pela organização.

        Com dívidas milionárias, arrecadação de igrejas cresceu 40% em dez anos.
        Igrejas e organizações evangélicas são a maioria entre as entidades religiosas que devem à Receita – elas representam mais de 87% do total. Em seguida, vêm grupos católicos, com cerca de 6%. A dívida das entidades evangélicas também é maior: juntas, elas devem mais de R$ 368 milhões, cerca de 80% do total em dívidas. As católicas reúnem cerca de 18% do valor devido.

        Assim como ocorre com a Igreja Internacional da Graça de Deus, a maior parte das dívidas das entidades religiosas com a Receita é previdenciária: mais de 82% da dívida total das organizações se refere a valores não pagos em relação aos seus funcionários, como a contribuição ao INSS. Isso coloca as igrejas em um padrão diferente das dívidas das empresas não religiosas, nas quais a maior parte dos débitos não é previdenciária, como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

        Apesar das dívidas, a arrecadação das instituições religiosas vem crescendo ano após ano. Segundo dados obtidos pela Pública, também por meio da LAI, a arrecadação dessas entidades bateu R$ 674 milhões em 2018. Em dez anos, a quantidade de dinheiro que as igrejas arrecadaram cresceu cerca de 40%, já corrigida a inflação no período.

        A principal fonte de renda das entidades religiosas no país tem sido a doação de particulares e transferências governamentais, como, por exemplo, contratos para comunidades terapêuticas e obras de assistência social – segundo o Globo, em 2019 o governo destinou R$ 153,7 milhões a centros terapêuticos religiosos. De acordo com dados da Receita, entre 2006 e 2016 mais da metade de tudo que igrejas arrecadaram veio dessas duas fontes – a Receita não especificou quanto provém de cada origem. Além das doações e contratos com o governo, as entidades religiosas têm ganhado dinheiro com a venda de bens e serviços e aplicações financeiras.

        A quantidade de entidades registradas na Receita também tem crescido anualmente. Em 2018, o número de instituições religiosas no país passou de 25 mil. Em 2005, não chegavam a 15 mil.

        Igrejas tentaram anistia de dívida, apesar de já contarem com uma série de imunidades
        A dívida milionária das entidades religiosas com o governo quase teve um fim em 2017. Na época, a bancada evangélica havia conseguido incluir as igrejas nas organizações que teriam anistia de dívidas, na votação da Medida Provisória do Refis.

        Segundo reportagem do UOL, foi o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) o responsável por acrescentar igrejas no texto da medida. “Fiz isso porque os deputados evangélicos do meu partido me pediram e eu concordo com a ideia. Se as empresas poderiam aderir ao Refis, não vejo motivos para que as igrejas não possam”, disse o deputado à reportagem. A cláusula, contudo, foi derrubada pelo Senado.

        Neste ano, o governo Bolsonaro flexibilizou a prestação de contas de entidades religiosas. Igrejas que arrecadem menos de R$ 4,8 milhões não precisam mais enviar dados financeiros à Receita pela Escrituração Contábil Digital (ECD). Antes, qualquer igreja que arrecadasse mais de R$ 1,2 milhão precisava enviar seus dados dessa forma.

        As entidades religiosas já possuem uma série de benefícios tributários, como explica o professor de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Paulo Roberto Coimbra.

        O primeiro deles é a imunidade de impostos: “A Constituição prevê uma imunidade de impostos para templos de qualquer culto. Os templos não pagam IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano]. Se prestarem algum tipo de serviço, normalmente de assistência social ou humanitária, esses serviços não estão sujeitos ao Imposto Sobre Serviços, o ISS. E as arrecadações de dízimos e ofertas destinadas a essas entidades também não estão sujeitas ao imposto sobre a renda”, explica.

        Além disso, igrejas podem se beneficiar de imunidade tributária caso se enquadrem como entidades sem fins lucrativos e tenham ações de assistência social e educação, ou também se forem enquadradas como entidades beneficentes. Esses “benefícios” não são automáticos, e as igrejas precisam cumprir uma série de requisitos, como, por exemplo, não remunerar seus dirigentes. “Quando essas entidades deixam de atender os requisitos previstos em lei, aí sim essa imunidade não é reconhecida e os tributos que deixaram de ser pagos são cobrados pela União”, acrescenta Coimbra. Parte das dívidas inscritas na União é justamente de igrejas que consideram cumprir esses requisitos, mas são contestadas pela Receita e pela Procuradoria da Fazenda.

        Um terceiro ponto é que a legislação prevê isenção de tributos para ministros de organizações religiosas que vivam em “razão da fé”, isto é, que recebam apenas uma ajuda de custo da igreja para manter os custos básicos de vida. “Não é toda pessoa que trabalha em uma igreja que teria essa isenção. Se um religioso recebe valores que são notadamente muito superiores àqueles necessários à sua subsistência, aí nós podemos ter questionamentos”, define Coimbra.

        Dessa forma, os R$ 460 milhões de dívidas de entidades religiosas com a Receita são apenas as que não foram enquadradas em nenhuma dessas três situações. E, como ressalta a professora Tathiane Piscitelli, da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, as organizações podem recorrer da decisão da Receita de inscrever suas dívidas no cadastro, além da possibilidade de brigar na Justiça para ampliar a imunidade em relação às atividades das igrejas.

        “Há um debate sobre a conveniência de se manter essa imunidade sobre os templos. Há quem aponte que ela protege a liberdade religiosa, mas há entidades que têm estrutura empresarial e não são tributadas. Muito facilmente você constrói uma narrativa que a televisão ou outra atividade é essencial para a propagação da religião. E é exatamente esse o ponto de quem critica a imunidade, porque ela pode abrir brecha para situações de abuso”, avalia.

        Tathiane cita o embate jurídico entre a Igreja Universal (que deve R$ 222 mil à Receita) e o estado de São Paulo e a Receita: a igreja foi contra o pagamento de quase R$ 2 milhões de ICMS e outros impostos sobre a importação de pedras de Israel para construção do Templo de Salomão, no centro de São Paulo. “Houve um grande debate no Judiciário e o STJ reconheceu a existência da imunidade porque se destinava à construção do templo”, conta. A universal teria gasto cerca de R$ 400 milhões com o Templo de Salomão.

        Demétrio Koch
        A Igreja Universal entrou na justiça para não pagar ICMS na importação de pedras na construção do Templo de Salomão
        Como uma dívida entra no cadastro do governo

        Uma dívida entra na lista ativa da União após o responsável pelo débito não pagar o valor espontaneamente, o que leva a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) a entrar com processo de execução fiscal. Enquanto não é paga, a dívida é atualizada mensalmente pela taxa Selic.

        Pessoas e empresas que estão no cadastro de dívidas não conseguem certidão de regularidade, o que as impede de tomar financiamentos públicos. A cobrança eventualmente chega à Justiça, que pode penhorar bens dos devedores, como imóveis e veículos, para cobrir o valor devido.

        Colaboraram: Caroline Ferrari, Raphaela Ribeiro e Rute Pina.

        Atualização (18/12/2019 às 11h30): Anteriormente o gráfico “Entidades religiosas com maiores dívidas na Receita” estava com o título “Quantidade de entidades religiosas registradas na Receita”. O título foi alterado.

        • Excelente trabalho de pesquisa, Chico, como você diz, é aconselhável informar-se para não acusar injustamente, mas eu nunca esquecerei as gargalhadas cínicas dos esbirros do Edir, carregando os sacos de dinheiro provenientes de coitados crédulos de um dia alcançar az riqueza por intermédio do pastor, para não me indignar e ser parcial em qualquer juízo de valor.
          Te cuida!

  3. Considero o cúmulo do absurdo essa história de congregações religiosas não pagarem imposto. Não conheço nada mais fácil de enganar do que o povo desinformado e analfabeto. Qualquer espertalhão mal intencionado pode, rapidinho, dizer: vou ali abrir uma igreja e já volto. Dentro de muito pouco tempo estará milionário. Vejam o exemplo do que fundou a IURD num humilde galpão e hoje tem inúmeros templos, no mundo inteiro, e mora numa esplêndida mansão em Los Angeles, se não me engano. Dizem até que possui um jatinho executivo de última geração. Exemplos como esse existem aos borbotões. O sujeito deixa de comer para pagar o malfadado dízimo. O povo é tão ingênuo que elegeu os petistas e, depois,tentando reparar a besteira que fez, elegeu o boçalnato. Deus sabe a desgraça que virá depois.

  4. Prezados,

    A última derrota política efetiva que os Liberais sofreram no Brasil foi com o suicídio do Getúlio Vargas.

    Desde então, eles vem paulatinamente conquistando espaços maiores na sociedade brasileira. E, todo dia avançam, consolidando os espaços conquistados.

    O Povo e os Trabalhadores do Brasil estão na lona, acumulando sucessivas derrotas ao longo dos últimos 70 anos.

    Isentar dívidas previdenciárias na sequência de uma “reforma” da Previdência Social feita sob o argumento falacioso, aceito por todos que a defenderam, de que a Previdência Social era deficitária, é no mínimo mais uma afronta, um deboche, aos interesses do Povo Brasileiro.

    Enquanto o Povo Brasileiro não se mobilizar para enfrentar aqueles que estão subjugando-os, só restará dizer:

    Pobre Povo Brasileiro!

  5. Hip 01: O PR veta integralmente o projeto aprovado pelo Congresso (Senado e Câmara) Nacional.

    Consequências:
    Os torcedores esbravejam: ” Este bozo não tem diálogo com ninguém, é um acinte à ‘democracia’, ao ‘estado de direito’, um desrespeito ao Congresso Nacional, eleito soberanamente pelo ‘povo’ “;

    Hip 02: O PR veta alguns artigos do projeto aprovado pelo Congresso (Senado e Câmara) Nacional.

    Consequências:
    Os torcedores esbravejam: ” Este bozo tinha que vetar alguma coisa, é um irresponsável”;

    Hip 03: O PR aprova integralmente o projeto aprovado pelo Congresso (Senado e Câmara) Nacional.

    Consequências:
    Os torcedores esbravejam: ” Este bozo só pensa em seus amiguinhos cristãos, o resto que se dane, que continue pagando seus impostos ”

    Assim caminha a brasilidade.

  6. Se o brasileiro não for masoquista, mas freguês de pancada se coaduna bem nele!
    Imaginem o sujeito que xinga, esperneia, estrebucha; tudo isso por causa de impostos, carestia, corrupção…… E esse mesmo lamuriento, atola-se cegamente numa dessas seitas “Capetalistas”, buscando a sua própria miseralização: daí o otário passa a exercer o papel das Denaides: virgens da mitologia grega, condenadas por Zeus a levarem a vida inteira, enchendo tonel sem fundo. O idiota converteu-se num pagador dízimos mensais, e ofertas diárias sem limite percentual. Com tal sacrifício objetiva pagar pela compra de uma ilusão: desprovida de forma, embalagem, certificado de garantia, data de validade e sem a certeza de posse.
    Neste momento, um crendeiro lê o presente comentário e zomba da minha cara: “E você Mané, que se diz arreligioso, e, doravante, vai pagar dízimos e ofertas por decreto-lei?” Quer dizer, graças à sacrossanta interferência do Jair Messias, céticos, ateus, budistas, umbandistas etc., poderão tem agora, nos seus bolsos de contribuintes, mais esse encargo para financiar a farra dos vendilhões do templo.
    COINCIDÊNCIA: nestes dias, que a igreja católica atingiu o auge do seu histórico de escândalos, no Brasil, devido aos desvios do padre Robson de Oliveira, essa medida benevolente foi encaixada, no Parlamento, porque quem poderia oferecer resistência a ela, está desmoralizado.

  7. O problema do Brasil nunca foi o comunismo, que nunca existiu por aqui senão como retórica ilusionista tipo “Boi da Cara Preta”, “Caipora”, “Saci Pererê”, “Currupira”, “Mula Sem Cabeça”, “Boi Tatá”, “Pai do Mangue”, “Monstro do Lago Ness”, como tática bandida usada pelo militarismo politiqueiro, golpista, mercenário, safado, ardiloso, corrupto, oportunista, aventureiro, aproveitador, enquanto irmão siamês do partidarismo, da mesma índole, sócios-proprietários da república 171 dos me$mo$, proclamada via golpe contra D. Pedro, único responsável pela independência do Brasil levada a efeito só porque se deslumbrou com a possibilidade de ter um império para chamá-lo de seu, que acabou virando uma república do balacobaco, como diria o saudoso Sargenteli. República essa cuja proclamação, diga-se de passagem, já nasceu tipo FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assolam o País), expressão cunhada pelo saudoso Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, algumas décadas depois da proclamação, e depois da descoberta do mar de lama, por Getúlio Vargas, de modo que as ameaças comunistas são todas fantasiosas, usadas com a intenção malandra de infundir temor no imaginário da população tola, medrosa, fazendo-a enxergar fantasmas em plena luz do meio dia, tudo conversa mole para bois bandidos continuarem dormindo na sobra, enquanto o povo quase morre de tanto trabalhar para pagar a conta dos espertos que, à base de conversa fiada, morrem de velhos mamando nas tetas do erário, legando-as a seus descendentes, às custa do sangue, suor, vidas e lágrimas da população contribuinte, tudo derramado em vão, de modo que os algozes do Brasil e do povo brasileiro continuam sendo os me$mo$ de, ou seja, o militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos,velhaco$. Ademais, se ser comunista é viver do próprio suor, trabalhar, estudar, não ter bandidos de estimação, amar o próximo, ser antifascistas, anti-corruptos, antiladrões do erário, anti operadores de “rachadinhas”, anti-propinas, anti poliltiqueiros bandidos, então somos todos comunistas, graças a Deus, e estamos prontos para bater de frente contra o sistema podre, corrupto, bandido, e, se necessário, derramar o nosso próprio sangue para libertar o nosso país capturado pelo sistema podre e seus operadores mãos sujas, protegidos por pseudos militares que têm bandidos de estimação. https://www.facebook.com/102838428058405/videos/364539234566096/UzpfSTEwMDAwNzA5NTQzNDAxNDoyNzQ3NDQxOTE4ODM1NjI5/

  8. Temos empresa privadas de manipulação da fé popular.Espiritualidade exerce-se no silencio do seu lar como fazia meu pai.Descumprindo as leis temos emissoras de rádios e tvs como donos as igrejas e o aluguel de espaços pelas tvs abertas o que não é permitido por lei esta é a grande fara da fé.

  9. Nos temos empresas privadas da fé comandandas por mercenários tanto pentecostal e assemelhados como católica.A RELIGIÃO É O OPIO DO POVO,espiritualidade é outra coisa que naõ tem a ver com estas quadrilhas da fé.

  10. Verdadeiros quadrilheiros estes pastores e padres piores do que qualquer bandido existente.A religião é o ópio do povo.RELIGIOSIDADE É OUTRA COISA.

  11. Então, a benesse aos templos religiosos se aplica aos templos católicos, budistas, espiritas, umbandistas, muçulmanos, judeus e semelhantes? Ou se aplica somente aos evangélicos?

  12. Já faz bastante tempo, mas alguns devem lembrar de imagens de TV onde uma fila de acólitos do Edir Macedo foi focalizada pela câmara carregando sacos de dinheiro e gargalhando debochadamente.
    Como em”Por quem os sinos dobram?” Eles riem de VOCÊ!!!

  13. Uau pelo que vi o povo está revoltado com a decisão do boçal, eu também estou mas já não perco tempo com o “mito”, o cara é um livro de obscenidades aberto. Chamá-lo de canalha seria elogiá-lo, então paro por aqui, pois jamais pensei que conseguiria odiar uma pessoa tanto assim.

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