Promotora é presa e algemada em Brasília. Se fosse juíza, isso não aconteceria. Seria apenas aposentada, com vencimentos integrais e direito de trabalhar como advogada.

 Carlos Newton

O comentarista José Carlos Werneck nos enviou a seguinte nota, sobre a prisão da promotora Deborah Guerner, em Brasília, pela Polícia Federal:

A Polícia Federal acaba de prender a promotora Deborah Guerner e seu marido, Jorge Guerner, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça Federal. Eles foram conduzidos ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e serão recolhidos à carceragem da superintendência da PF em Brasília. Guerner está afastada das funções e responde a acusação de receber propina de Durval Barbosa, o delator do mensalão do DEM, para mantê-lo informado sobre os inúmeros processos criminais a que ele responde na Justiça.

Deborah Guerner também é acusada, junto ao seu ex-chefe no Ministério Público do DF, Leonardo Bandarra, de chantagear políticos como o ex-governador José Roberto Arruda. Como aconteceu em recente sessão do Conselho Nacional do Ministério Público, Deborah Guerner deu um piti nervoso, e teve de ser algemada pelos policiais.

Como temos destacado neste Blog, promotor pode ir preso, até mesmo algemado, como aconteceu hoje com Deborah Guerner. Mas juiz, por mais corrupto que seja, jamais passará por esse constrangimento. O máximo que poderá lhe acontecer é ser aposentado antes do tempo, com vencimentos integrais, mantendo ainda o direito de atuar como advogado. E ainda chamam isso de Justiça.

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