Protesto no Maracanã termina em confronto entre policiais e manifestantes

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2 thoughts on “Protesto no Maracanã termina em confronto entre policiais e manifestantes

  1. Protesto contra o quê e quem?
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    (Parlamentarismo, aprofunde e adote esta ideia)
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    Para conversar é preciso traduzir, acomodar as palavras aos fatos; fazer dos fatos palavras ao invés do inverso.
    “À luz de uma noção epistêmica da verdade, “encaixar-se nos fatos” não é mesmo que corresponder aos fatos – Jürgen Habermas”
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    Aos protestos falta um consenso, particularmente sobre o objeto. Protesto contra o quê e quem? Distintamente, que estão fundados na raiva generalizada e extremada por se saber que o que o pode ser mudado não está, não resta a menor dúvida.
    Aqui e ali uma turba, uma “massa” mansa ou desvairada e no mais das vezes alucinada e que vandaliza ao zumbido de balas e odores de gases. “O termo massa só se aplica quando lidamos com pessoas que, simplesmente devido ao seu número, ou a sua indiferença, ou a uma mistura de ambos, não se podem integrar numa organização baseada no interesse comum, seja partido político, organização profissional ou sindicato de trabalhadores. Potencialmente as massas existem em qualquer país e constituem a maioria das pessoas neutras e politicamente indiferentes, que nunca se filiam a um partido e raramente exercem o poder do voto – H. Arendt”
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    Para enfrentar uma sociedade cada vez mais volátil e complexa o homem foi edificando e se sujeitando a um intrincado mundo mitológico e tirânico de normas e entes reconhecido pelo nome de burocracia. A pior das tiranias porque não tem face.
    O mentor da burocracia é a política dos políticos profissionais que a tornam profissão e invertem sua função. Eleitos, deixam de ser representantes, passam a ser mandantes, governantes numa ostensiva contradição ao regime político.
    A burocracia é algo invisível a que se tem que recorrer na rotina dos conflitos da vida, sejam eles pessoais ou sociais. Mas, recorrer a quem? Nesta interrogação sem resposta objetiva ou que acolhe todas para os conflitos reside o infortúnio dos protestos que estão contagiando massas. Ninguém quer perder, embora contraditoriamente se proclame que todos merecem ganhar. Um envolvente, enganador e perigoso igualitarismo. Uma longa, interessante e infindável discussão entre liberdade e igualdade num universo onde a necessidade disputa vez num campo onde a regra infalível é a escassez. Sobre liberdade e igualdade Norberto Bobbio em “Direita e Esquerda” explora com bastante propriedade o assunto. É dele: “A liberdade é um fim. A igualdade não”.
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    Extinção da corrupção! Tarifa zero! Ora, tarifa zero! Zero é a nota para o cinismo de quem a propõe e acredita provável extirpar do seio social a corrução. Quanta insolente ingenuidade.
    “O homem assim como a sociedade da qual faz parte, está com ele numa conta-corrente perpétua; tudo o que consome deve produzir. Esta é a regra geral à qual ninguém pode se subtrair sem ser, ipso facto, marcado pela desonra ou suspeito de fraude ” . O pensador, o dito (não concordo) anarquista Proudhon foi além e legou um pensamento sobre a esperteza de viver do suor alheio através da intervenção inescrupulosa da ficção Estado, incontestável:
    ”O homem poderá amar seu semelhante até a morte; mas não o amará até o ponto de trabalhar para ele…O homem não sai de sua preguiça a não ser quando a necessidade o inquieta; e o meio mais seguro para extinguir nele o gênio é livrá-lo de todos os cuidados, subtrair-lhe o atrativo dos lucros e da distinção social que dele resultam…transferindo para o Estado a responsabilidade de sua inércia”
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    Numa sociedade de massas, comodista e indiferente, o antigo pensar de Rousseau é extremamente aplicável:
    “À força de preguiça e dinheiro ,eles dispõem, enfim, de soldados para servir a pátria e de REPRESENTANTES ( do povo) PARA VENDÊ-LA”
    E é assim que a utopia democrática escolhe seus representantes. E observa H. Arendt:
    “Esses movimentos, pelo contrário, demonstraram que as massas politicamente neutras e indiferentes podiam facilmente constituir a maioria NUM PAÍS DE GOVERNO DEMOCRÁTICO e que, portanto, UMA DEMOCRACIA PODERIA FUNCIONAR de acordo com normas que, na verdade, eram aceitas por apenas por uma minoria” …“nada mais constituíam senão um silencioso pano de fundo para a vida política da nação.”

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    Os protestos e a vaia endereçada à presidANTA fazem sentido. Ela, usando o cargo, representa, estimula e tolera com esperteza e ousadia o grupo político que descarada e promiscuamente governa sem ouvir o povo. Trecho de uma entrevista com o presidente de uma república latino americana: “Todos os que trabalham no Governo – disse o presidente – sabem que se eles perdem seu emprego muito tempo decorreria até arranjar outro. Assim, “aprovechan de la oportunidad”. Se eu os demitisse a todos, a nova gente teria menos segurança e roubaria mais. Assim, a ÚNICA COISA A FAZER É PEDIR-LHES QUE “ROBEN CON CONCIENCIA”
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    Há um conflito pessoal, íntimo no eleitor. Seus representantes não lhes representam, representam-se. Eleitos colocam em prática a própria vontade e constrangem seus eleitores que lhes concederam mandatos prescritos por um sistema político fraudulento que não implica em deveres mas concede vontade e capacidade por prazo certo para dirigir o destino de todos.
    O sistema parlamentar de governo retira a qualidade do mandato “em causa própria” e o sujeita à temporalidade da vontade popular manifestada democraticamente.
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    Parlamentarismo, aprofunde e adote esta ideia. Se a atual qualidade dos parlamentares contraindica, a rotatividade e efetiva participação popular são a única via para escoimá-la.
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    “deuses”

    Com o egoísmo de cada um,
    teríamos no mundo, caos profundo.
    Para ter ordem na sociedade,
    o poder é a única verdade.
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    Uns poucos é que o possuem,
    dele, não abrem mão para ninguém.
    São capazes de qualquer conflito,
    não importa a dimensão do delito.
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    Com força, capital e política
    são infalíveis personagens míticas.
    Julgam-se deuses, julgam-se eternos,
    em seus castelos vivem internos.
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    Sábios, vivem a posteridade,
    são diferentes, são divindades.
    Ao lado, gerações na miséria,
    iludidas, tornam à matéria.

  2. IDENTIDADE DE AGENTES INFILTRADOS NOS PROTESTOS.

    O povo quer saber a identidade dos 05 agentes da Presidência infiltrados nos protestos e pagos com dinheiro público. Investigados pela PF e resposta a toda população Brasileira.

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