Protestos orquestrados na desculpa de que tudo depende dos royalties

Pedro Ricardo Maximino

O que está por trás do protesto contra a partilha dos royalties?

Os desviogovernos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, principalmente, sustentam um discurso que, embora considerável em sua validade formal, apresenta vícios em seu conteúdo, que se baseia em ameaças, como a de que faltará dinheiro para tudo e que a causa de todos os males será a partilha dos royalties.

Uma pergunta que não quer calar: para onde está indo a prosperidade de que já dispomos há tempos e aquela adiantada e com a qual antecipadamente contamos, inclusive para eventos, festas e farras financeiras e ilícitas ilicitações de alicitações?

É evidente que o dinheiro vaza em todos os entes ou níveis federativos, mas é nos muros e nos raríssimos espaços independentes que o sentimento popular se revela: “Cidade olímpica, Estado rico, país próspero para quem?”
Como bem ressaltaria o valoroso movimento da Faculdade de Direito da UERJ: “Direito para quem?”

Universidades despedaçadas, professores vilipendiados, policiais e bombeiros humilhados continuamente, saúde que reflete um estado de nojo, desumanidade, ou, nas palavras mais sinceras de Sérgio Cabral Filho, genocídio.

Claro, tudo será culpa dos royalties.

Evidente que tudo será culpa da crise, e os mais pobres, oprimidos e conduzidos que se manifestem e que sofram todas as consequências da nossa baderna financeira de desmoralizante falta de vergonha na cara, da qual fluem pirotecnicas políticas que visam majoritariamente ao enriquecimento dos escolhidos e deixam legados diminutos (se é que deixarão) para uma população que sonha com o atendimento tardio das suas demandas emergencialmente ludibriadas.

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TRANSPORTE PÚBLICO NO RIO

Ontem, no Rio, mais uma vez o trem do ramal Santa Cruz da eterna SUPERVIA quebrou superlotado de trabalhadores (idosos, grávidas, deficientes inclusive) que foram mais uma vez obrigados a andar sobre a linha e perder mais horas de trabalho que fazem diferença no final do mês, a espera de outros trens tão superlotados que ninguém conseguia entrar. As poucas e lotéricas composições em boa condição aparente circularam com as portas abertas mais uma vez, porque simplesmente não cabia mais ninguém e dois corpos humanos não podiam, naquelas condições, ocupar o mesmo lugar no espaço.
Eu vi tudo. Eu estava lá.

E estou agora, nesta noite do dia 10 de novembro de 2011, no Centro do Rio de Janeiro, seguindo de ônibus para Belo Horizonte, enquanto o carnaval de protestos de seletos interessses orquestrados acontece.

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Mudando de assunto, mas não muito, imagem e realidade…

A recusa de propina e a prisão de traficantes sempre pega muito bem, mas a escolta por outros policiais é um indício do que está submerso neste iceberg.

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