PSB e PDT formam aliança para as eleições e lançam Márcio França em São Paulo

PSB e PDT formam aliança e lançam Márcio França (PSB) para a Prefeitura de São Paulo

A aliança entre PDT e PSB ocorrerá em âmbito nacional

Carolina Linhares
Folha

Aos gritos de “São Paulo quer mudança, agora é Márcio França”, o PSB e o PDT anunciaram nesta quinta-feira (12) uma aliança nacional para as eleições municipais de outubro. O ex-governador França, do PSB, que perdeu as eleições estaduais de 2018 para João Doria (PSDB), recebeu o apoio de líderes do PDT, como Ciro Gomes, em evento que marcou o lançamento da sua pré-candidatura à prefeitura da capital paulista, num hotel em São Paulo.

“PDT e PSB juntos são maiores que o PT”, discursou França, referindo-se a tempo de televisão na propaganda eleitoral e ao número de deputados na Câmara. A nova frente de esquerda se apresenta como uma alternativa ao petismo.

LIVRES DO PT – “Não somos obrigados a ficar subjugados a nada”, completou França, também em referência ao PT. Com a resistência do ex-prefeito Fernando Haddad em concorrer, os petistas farão prévias para decidir seu candidato em São Paulo no dia 22. O favorito hoje é o ex-deputado Jilmar Tatto.

Em entrevista a jornalistas, França afirmou que alianças com o PT já foram feitas em outras eleições, mas que agora há outro caminho. A busca do PT por manter a hegemonia e o protagonismo na esquerda afastou da sigla caciques de outras legendas do mesmo campo político, como Ciro.

“Não há dificuldade com a convivência com o PT, mas somados temos um tamanho maior que o PT. A nossa somatória passa para o Brasil uma conta que talvez as pessoas não tivessem uma noção, de que o PT é muito importante, mas não é o único e nem o maior”, disse.

OPOSIÇÃO A COVAS – França também se opôs ao atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que era vice de Doria na eleição de 2016.

“Aqui em São Paulo o eleitor tem basicamente a opção de renovar o mandato do prefeito, que é uma continuação do mandato do governador Doria. E há um outro campo, em que vamos fazer uma disputa leal com o eventual adversário do nosso campo, que é o PT. Vamos fazer uma disputa honesta de quem é que vai eventualmente para o segundo turno. Se chegar a ir, é outra eleição”, completou.

França, que foi próximo do PSDB e foi vice-governador do tucano Geraldo Alckmin em São Paulo, criticou políticos de direita, chamando-os de insensíveis por não voltarem suas políticas aos mais pobres.

SEM BOLSONARO – Também afirmou que a eleição será mais voltada a questões municipais do que ideológicas e que o presidente Jair Bolsonaro, uma vez que a Aliança pelo Brasil não será criada a tempo, não deve interferir na disputa paulistana.

“É claro que vai ter componente ideológico, porque a eleição de São Paulo repercute no Brasil todo, mas a vida das pessoas tem muito a ver com o serviço que está funcionando ou não. E os serviços públicos estão com problema, em especial o das pessoas mais pobres.”

Antes de declarar apoio a França, o PDT chegou a conversar com Marta Suplicy, hoje sem partido. A ex-prefeita buscava se viabilizar como vice de Haddad, caso ele decidisse concorrer. O partido, no entanto, resistiu em filiá-la para ser vice do PT.

DISSE CIRO – Uma vitória de França em São Paulo teria “repercussão histórica”, disse Cito Gomes. O ex-ministro se coloca como alternativa ao PT e não declarou apoio ao petista Haddad no segundo turno das eleições em 2018.

No mesmo sentido, Carlos Siqueira, presidente do PSB, disse que “seria uma sinalização ao país de que é possível ter um sistema político diferente”. “Não se pode aceitar o que acontece no país e cabeça baixa”, completou Siqueira, em crítica a Bolsonaro.

Carlos Lupi, presidente do PDT, manifestou a vontade de que Antônio Neto (PDT) seja vice de França. A aliança eleitoral entre PDT e PSB, nascida em São Paulo e costurada desde o ano passado, deve se expandir para outras capitais e mira, a longo prazo, a campanha presidencial de 2022 — com Ciro concorrendo ao Planalto novamente.

ALTERNATIVA AO PT – A ideia é oferecer uma alternativa de esquerda ao PT e quebrar a polarização com o bolsonarismo. Na avaliação de líderes trabalhistas e socialistas, essa outra frente de esquerda é mais viável para derrotar Bolosonaro em 2022, uma vez que o antipetismo contribuiu para sua vitória em 2018.

Em relação às eleições de 2020, os dois partidos costuram alianças também em outras capitais. O PSB deve apoiar Martha Rocha (PDT) no Rio e Juliana Brizola (PDT) em Porto Alegre. No Recife, João Campos (PSB) deve ter o apoio do PDT. Em Florianópolis, os partidos devem apoiar candidato do PSOL.

Além de PDT e PSB, a Rede e o PV também articulam para reforçarem a aliança nas capitais.

10 thoughts on “PSB e PDT formam aliança para as eleições e lançam Márcio França em São Paulo

  1. infelizmente o França irá ganhar de todos.
    o marionete B.C. será massacrado se concorrer.
    Matarazzo não tem pique contra o França.
    J.T. é fraquinho, só ganharia para vereador.

  2. “No mesmo sentido, Carlos Siqueira, presidente do PSB, disse que “seria uma sinalização ao país de que é possível ter um sistema político diferente”. “Não se pode aceitar o que acontece no país e cabeça baixa”, completou Siqueira, em crítica a Bolsonaro.”

    Eu to voltando de marte e perdi os últimos acontecimentos , alguém pode me inteirar do assunto que esse tal carlos sisquera tá falando

  3. “O ex-ministro se coloca como alternativa ao PT e não declarou apoio ao petista Haddad no segundo turno das eleições em 2018.”

    Alguém ai leva esse capacho a sério, o brizola deve ta revirando no caixão, o pdt virou capacho predileto de lula.

  4. “uma vez que o antipetismo contribuiu para sua vitória em 2018.”

    Não somos ingênuos, não contribuiu, contribuir é dar uma ajuda uma pequena parte, no caso em tela foi o único motivo o maior o catalizador.
    Foi por esse tipo de visão estratégica que todos perderam pro bozo. kkkkkkk

  5. Lula foi obra do Golbery do Couto e Silva para lança-lo a política e dividir a classe trabalhadora para que Brizola não ganhasse as eleições presidenciais.
    O PT não representa a verdadeira esquerda democrática. Lula no poder só tinha em mente o enriquecimento dele, dos companheiros, do partido e ficar no poder por longo prazo. Todas eleições que o PT disputar não ganha, vai servir para dividir a classe dos trabalhadores e dos mais pobres e dá margem para os candidatos de direita ganhar.

      • Prezado Antônio Rocha.
        É isso mesmo. Há passagens na política que só quem viveu à época e acompanhava diariamente tem conhecimento.
        Ha fatos históricos que não constam no Google e nem no YouTube.
        Um forte abraço.

  6. “PDT e PSB juntos são maiores que o PT”, discursou França, referindo-se a tempo de televisão na propaganda eleitoral

    Já tá provado que tempo de teve não elege mais ninguém.

  7. AXÉ COM 12: O movimento PDT-Axé em defesa de populações tradicionais vinculas a religiões africanas foi oficialmente criado na legenda, com a ideia de fazer contraponto à bancada da bíblia que atua no Congresso e eleger candidatos afinados com a laicidade do Estado, contra a intolerância religiosa como Leonel Brizola denunciava e Ciro Gomes segue condenando. https://epoca.globo.com/brasil/pdt-axe-partido-cria-nucleo-em-defesa-de-candomble-umbanda-24296748

    NESTE 12 DE MARÇO acontece a Convenção Municipal do PDT em São Paulo para oficializar a primeira chapa para as eleições deste ano: Márcio França (PSB) prefeito e Antonio Neto (PDT) vice-prefeito. O projeto trabalhista representado por Ciro Gomes e uma militância orgânica expressaram quase um milhão de votos na capita paulista em 2018, não haveria melhor momento para a Convenção segundo Antonio Neto, confiante de que “esse ano reserva uma grande revolução dentro da história trabalhista na cidade de São Paulo, as perspectivas para as eleições são mais fortes do que nunca, a figura de Ciro Gomes e de seu Projeto Nacional de Desenvolvimento avança fortemente sobre o país”. http://jornaldiadia.com.br/2019/2020/03/10/pdt-sao-paulo-realiza-convencao-partidaria-no-dia-12-de-marco-com-presenca-de-ciro-gomes-carlos-lupi-e-antonio-neto/

    PIVETTA SENADOR foi confirmado em Convenção do PDT para as eleições suplementares que ocorrem em 26 de abril no Estado de Mato Grosso. Cerca de 200 pessoas entre convencionais e lideranças, como o deputado federal Carlos Bezerra (MDB), ainda estão debatendo o processo eleitoral mas já declaram apoio à candidatura do atual vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e de Adilton Sachetti (PRB) para as eleições do próximo mês. https://odocumento.com.br/pdt-define-em-convencao-pivetta-e-sachetti-as-eleicoes-de-abril-para-o-senado-e-deixa-em-aberto-vaga-de-2o-suplente/

    PROFESSOR MOREIRA ingressou no PDT sábado (7) em evento realizado na Câmara Municipal de Taboão da Serra e será candidato à Prefeitura. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, compareceu ao ato, quando Moreira afirmou que sua candidatura surge de forma natural, fruto de amadurecimento da sua trajetória: “Temos um trabalho muito grande aqui em Taboão da Serra, são anos e anos dedicados a comunidade e essa nossa pré-candidatura surge dessa convergência de apoios e de lideranças que nos colocam em uma posição privilegiada”. https://www.otaboanense.com.br/professor-moreira-assina-com-o-pdt-e-confirma-pre-candidatura-em-taboao-da-serra/

    EM GURUPI o PDT deve lançar Wendel Gomides para concorrer à Prefeitura, ele é atual presidente da Câmara de Vereadores. “Conhecemos bem o trabalho de Wendel Gomides à frente da Câmara de Gurupi e sabemos do seu potencial de administração e liderança”, afirmou Jairo Mariano que preside o PDT em Tocantins. “Temos um trabalho inovador e com foco no interesse público e no respeito ao servidor público”, enfatiza Gomides. https://conexaoto.com.br/2020/03/10/pdt-deve-lancar-nome-de-wendel-gomides-para-concorrer-a-prefeitura-de-gurupi

    Informe https://www.facebook.com/brizolismo/ Rede PDT

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