Psicologia das multidões

Eduardo Aquino

Andei ouvindo, lendo, tentando decifrar tanta teoria de filósofos, teóricos, sociólogos, políticos, advogados, PHDs, mestres de universidades nas mídias do Rio, São Paulo, que pensei: Uai… E nós de Minas, nada?! Sei que o Rio é global e produz novelas que fantasiam o Brasil. Que o Galvão Bueno é… Uma tia que no Mineirão sempre vai para aquele lugar. Sei que São Paulo é um capitalismo selvagem que gera FHC, Lulas e por aí a fora. E Minas? Tem defeitos, mas faz bem feito e infelizmente “em silêncio”. Talvez por isso as manifestações aqui foram graves, quase inconfidentes, Tiradentes! Então sou psiquiatra, roceiro e deixo minhas observações, não como profissional que trabalha com comportamento, mas como neto do “Zé Cocão”, da sabedoria do sertão mineiro:

1 – Multidão: a consciência se dilui. Uma pessoa quer pular do prédio: Uma pessoa apavorada grita: “Não faça isso!” Dez pessoas pedem que aguarde os bombeiros. Mil pessoas gritam: “Pula, pula!”. Quando ele pula, todos se entristecem e vão embora Não foi o grito dela pois 999 também gritaram. A culpa diluída não dói a consciência. Assim, multidão segue “boas ou más consciências” que as lidera avenida a fora.

2 – “Oprimido se torna o pior opressor”. Nas plantações de cana do sec. XVIII nos EUA, escolhiam um negro para apanhar todo dia. Ao final de meses, davam o chicote e ele virava capataz e se tornava o mais torturador do próprio povo. Assim aconteceu na Revolução Francesa, na Rússia, com Judeus, com o PT, com os manifestantes contra o PT e ódio contra ódio se sucederá.

3 – “O fracasso da geração X”. Nós, os que tem acima de 40 anos até 70, fracassamos: enfrentamos ditadura, “guerra fria”, fomos hippies – paz e amor. Mas não nos tornamos exemplo, referência, liderança para filhos, netos. Deixamos políticos corruptos se perpetuarem, fizemos constituinte que é fruto de hobbies, interesse de advogados poderosos, classista, demagogias, executivos como presidentes, governadores, prefeitos que vivem incestuosamente com empresários numa festa de corrupção descarada e impune. Legislativa? Sem comentários… Pergunto: O último bastião, o PT, que prometia esperança, alegria e honestidade foi a gota d’água de quem decepcionara com o PMDB, PSDB e essa “sopa de letrinhas” que não nos diz nada.

4 – Líderes nascem líderes: não são eleitos! Em todas espécies, machos e fêmeas “alfa” assumem o comando. Pois nasceram com agilidade, astúcia, preparo natural para conduzir o bando (de macaco, elefante, leão, etc) para condições de sobrevivência. Os outros membros, machos beta, gama, etc, entendem que há uma hierarquia e contribuem para a ordem social do bando. Se um novo macho acha-se mais qualificado, desafia “olho no olho”, assume a liderança ou derrotado vai para a “rabeira” do bando. O único mamífero que contraria essa lei natural é o ser humano, que criou eleição, nomeação, corrupção para chegar à liderança.

5 – A geração Y: Imatura e perdida. Ok, os nascidos entre 1978 e 2.000 estão à frente da “revolta brasileira”, saíram do invisível universo paralelo virtual e entenderam que o mundo é real! Pois a geração X só vê o que “ocupa lugar no espaço” e morre de medo dos jovens ainda que “amadurecidos a força”, politicamente sem noção, base, ou morte nessas passeatas do “quero tudo diferente”. E o que querem? “Não sei”. Pois falta a eles interagir mais com a sabedoria dos pais e avós, e isso é o que vi de mais belo: avô, pai, filho de mãos dadas e interesse por 1968, ditadura, fora Collor, Diretas Já.

6 – Baderneiros! 20% dos seres humanos são naturalmente rebeldes sem causa, violentos, depredadores ou marginais, principalmente os de testosterona aumentada (15 a 30 anos) ou embalados por drogas, anabolizantes. Pitboys tem atrofia cerebral, e nessa falta de limite de pais, escolas, sociedade, o quebra-quebra é aqui, Paris, Egito, Turquia.

Por fim, o mundo global – urbano, tecnológico, engarrafado, consumista e injusto está com seus dias contados! No início preparam para uma guerra tribal, e só depois virá um novo tempo…

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3 thoughts on “Psicologia das multidões

  1. Muito boa a análise. Temos que resolver como construir o novo modelo que irá resolver os problemas de forma mais democrática.Um planejamento estratégico de 5 anos, com metas bem definidas e que possam ser cumpridas. Não podemos esquecer dos acompanhamentos anuais.

  2. Minas é tratada como um estado periférico.
    Sem importancia
    Gastam-se bilhõs em coisas tais como Panamericano,Olimpiada Militar, Olimpíada, teleféricos.
    Nada em Minas.
    E Minas?
    Nada.
    Minas foi responsável pelo superavit nas contas de exportação brasileiras nos últimos dez anos.
    Porque?
    Porque suas montanhas foram exportadas para China sob a forma de minérios.
    O que ficaram?
    Buracos. Poeira. Nascentes e florestas destruidas.
    A presidente “mineira” sequer sabe onde é Minas.
    Não mais fala uai, trem ou sô.
    Não come pão de queijo, feijão tropeiro, broa, ou galinha com ora pro nobis.
    Nada faz por Minas.
    Revitalização do Rio São Francisco?
    Esqueça.
    Apenas a sangria de suas águas..
    Anel rodoviário decente, rodovias , ferrovias, metrô? Esqueça.
    Segundo a presidente, Minas nada merece.
    Minas é encarada como estado periférico esquecido pela Governo Federal.
    Apenas serve para procurar votos.
    Mas….
    Toda ação tem uma reação.

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