PT deve procurar candidatos fortes em São Paulo e Minas

Pedro do Coutto

Em vez de se empenhar em restringir a criação de novos partidos para as eleições de 2014, a aliança PT-PMDB deve buscar candidatos fortes para enfrentar a oposição principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, os dois principais colégios eleitorais do país. Reportagem de Daniela Lima, Folha de São Paulo, edição de segunda-feira 29, focaliza a intensificação das atividades políticas do governador Geraldo Alckmim, em campanha pela reeleição.

Com isso, amplia o palanque oposicionista na área estadual. O Partido dos Trabalhadores e o PMDB precisam ter um candidato capaz de enfrentá-lo e nãopermitir, em caso de sua vitória à reeleição, margem muito grande de votos. São Paulo representa 22% do eleitorado brasileiro. A mesma situação verifica-se em Minas, forte base de votos para Aécio Neves. O Paraná também deve ser alvo de atenção de Dilma Rousseff. O governador, Beto Richa, pertence ao PSDB e venceu disparado o pleito em 2010.

O Rio de Janeiro não apresenta maiores problemas. Pelo contrário. Os dois prováveis candidatos à sucessão do governador Sérgio Cabral, senador Lindbergh Farias e vice-governador Luiz Fernando Pezão, apoiam a reeleição da atual presidente. No Rio Grande do Sul o PT está no governo com Tarso Gênero.

NORDESTE

O Nordeste, em bloco, merece preocupação especial. Há três anos, em 2010, foi percentualmente a grande base eleitoral da coligação vitoriosa. Trata-se da região na qual o programa Bolsa Família está mais presente. Porém surgiu um fato novo: a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Não que ele possa tornar-se o mais votado. Mas sim pelo fato dele, por hipótese, diminuir a margem de vitória de Dilma Rousseff na região. Dois pontos percentuais, a depender das circunstâncias, podem se transformar em fator de peso.

Seja como for, e extremamente importante aos candidatos à presidência contarem com nomes fortes apoiando-os nas disputas estaduais. O raciocínio vale tanto para Dilma quanto para Aécio ou Eduardo Campos.

NOVAS LEGENDAS

Impedir o surgimento de novas legendas para bloquear uma nova candidatura da ex-senadora Marina Silva é negativo, um sintoma negativo de falta de firmeza. Para a aliança PT-PMDB concorrer com figuras de densidade eleitoral em São Paulo e Minas Gerais é que é extremamente importante. São bases concretas e insubstituíveis de votos. Pesam juntos, aproximadamente 34 ou 35% de todo o eleitorado do país. Sobretudo porque eleição se ganha na urna, não no tapetão.

Um bloqueio ao surgimento de uma legenda com nome de Rede Sustentável, aliás não um bom nome no sentido popular, lançará Marina Silva em uma das legendas de oposição existente e proporcionará argumento sensível para a campanha eleitoral. É melhor para o Planalto tê-la como adversária nas telas e nas ruas, adversária direta, do que transformá-la num símbolo oposicionista.

Uma questão de sensibilidade política. Basta encomendar uma pesquisa eleitoral ao IBOPE ou esperar que o Datafolha a realize para estudar o que o levantamento revelará em matéria de reflexo na opinião pública. A aliança vitoriosa em 2010 deve levar este aspecto em conta e partir para a disputa, nãopara bloquear siglas.

 

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3 thoughts on “PT deve procurar candidatos fortes em São Paulo e Minas

  1. Essa tal de reeleição, comprada por altos valores para cada deputado é uma das maiores tragédias para o Páis.
    O exemplo mais clássico de como a reeleção faz mal para o Brasil é só acompanhar o que acontece em São Paulo, onde a DINASTIA FRANCESA já beira aos 20 anos de governo de um só partido.
    Os franceses se julgam donos do Estado, tanto que já burlaram as leis para se perpetuarem no cargo, acho visto que o Jornalista Hélio Fernandes já comentou aqui mesmo no blog sobre as várias candidaturas alckminianas.
    Desde 1o. de janeiro de 1995 que o Partido Francês está no poder, se novamente o geraldo/serra for novamente eleito, será a maior trágedia para o povo paulista.

  2. Nem PT, PSDB e PMDB, o povo deve fazer mudanças e quem realmente quiser mudar o Brasil e fazer a distribuição das riquezas já sabe que não pode perpetuar estes partidos viciados na política, é preciso mudar.

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