PT e PCdoB manipulam os líderes estudantis para desestabilizar o novo governo

Ao lado de Mateus, a animação de Lula é contagiante

Carlos Newton

Já está confirmado que 192 mil alunos não vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no próximo fim de semana e terão as provas remarcadas para os dias 3 e 4 de dezembro. Em diversos Estados, 304 escolas estão ocupadas por lideranças estudantis ligadas ao PT, ao PCdoB e a instituições como a UNE, a UBES e os chamados movimentos sociais. E esse número deve aumentar com a ocupação de outros colégios nos próximos dias.

O Planalto está preocupado e não faltam motivos. Houve o impeachment, o PT e seus aliados perderam o poder e agora foram arrasados nas eleições municipais, mas vão vender caro essas derrotas. A mobilização é feita em cima da denúncia do golpe, da ascensão dos fascistas, do corte dos programas populares e da perda de direitos trabalhistas e previdenciários. Ou seja, existe terreno fértil para radicalizações.

USANDO OS JOVENS – Os jovens são idealistas pela própria natureza, sonham com um mundo melhor, preocupam-se com as injustiças sociais, percebem que a riqueza total jamais poderá conviver pacificamente com a miséria absoluta. O desemprego atinge suas famílias, passam dificuldades, a revolta é inevitável e se tornam facilmente manipuláveis.

No Paraná, um dos estados menos atingidos pela crise, a radicalização estudantil deu certo, a despropositada ocupação nas escolas está se revelando um movimento eminentemente político, sem qualquer compromisso com a melhoria da educação. E a mobilização já se espalhou pelo país.

A repórter Amanda Acosta, do “Jornal da Cidade”, revela que o principal líder do movimento, Mateus dos Santos, não é um estudante comum. Trata-se do presidente da seção estadual da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). “É um ‘estudante profissional’ ou um ativista político filiado ao PCdoB, disfarçado de estudante”, relata a jornalista, assinalando que “o lugar menos frequentado pelo jovem militante é a sala de aula”.

LIGADO A ZECA DIRCEU – Além de presidir a UBES no Paraná, Mateus dos Santos também dirige a União da Juventude Socialista (UJS), tem fortes ligações com o deputado federal Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, e nas redes sociais pode ser visto em fotos ao lado do ex-presidente Lula. Detalhe importante: o PCdoB também controla o Movimento dos Trabalhadores Sem- Teto (MTST), uma versão urbano do MST dos sem-terra, que reforçam as ocupações das escolas.

Essa ação política estudantil é apimentada pelo uso de drogas nas ocupações, e na segunda-feira passada, dia 24, um adolescente de 16 anos, Lucas Eduardo Araújo Mota, foi morto a facadas por outro colega, de 17 anos, na ocupação do Colégio Estadual Santa Felicidade. Segundo a Secretaria da Segurança, os dois se desentenderam após usarem uma droga sintética, chamada “balinha”.

“TERRA EM TRANSE” – Se o cineasta Glauber Rocha estivesse em cena, veria que sua “Terra em Transe” continua atual. Enquanto o PT e o PCdoB se desmoronam eleitoralmente e até já existe um movimento de 40 parlamentares petistas para deixarem o partido e criar uma nova sigla, os radicais do sindicalismo e dos movimentos sociais ameaçam a estabilidade do país em nome da ressurreição do PT.

É uma maluquice sem a genialidade de Glauber Rocha, porque o processo não tem pé nem cabeça. Os militantes estudantis da UNE e da UBES, apoiados pelos “exércitos” de Stédile e Boulos, tentam desestabilizar o governo para possibilitar a volta do PT ao poder, enquanto o próprio Lula da Silva está totalmente alijado do processo e só pensa em pedir asilo ao Uruguai, onde um dos seus filhos roedores (Luís Cláudio), investigado na Operação Zelotes, estrategicamente já encontrou abrigo.

Ou seja, trata-se de um movimento radical de protesto que no final nem será liderado por Lula. É uma corrida quixotesca para nada, em nome de coisa alguma, e os maiores prejudicados são os próprios estudantes das escolas públicas.

17 thoughts on “PT e PCdoB manipulam os líderes estudantis para desestabilizar o novo governo

  1. Parabéns, pelo excelente artigo. O PT, PC do B, UNE e os “movimentos sociais”, estão usando a garotada, sem noção da crise que assola o país para desestabilizar o governo,, por pura vingança.

    • Tem uma solução, rápida, sob um remédio muito amargo: Declarar o ” TOELERNCIA ZERO” em todos os sentidos. responsabilizar os pais pela não orientação correta aos filhos que ao invés de estudar estão deturpando e impedindo os que querem ir pra sala de aula. Prender os líderes processá-los e cadeia. Democracia não é isso aí. Isso chama-se baderna, terrorismo.

  2. Em hipótese alguma, o Temer conseguiu unir as dissidentes UNE e Aneel contra esse governinho fascista e a sua PEC da miséria.
    Fora isso os servidores e docentes também estão entrando no movimento que dia 11 terá um esquenta para a greve geral…
    Como defendem esse cadáver insepulto Temer com seus 9% de aprovação
    Temer parabéns por seu dia..

  3. Quando a Dilma ainda estava no poder , várias universidades foram invadidas a contragosto da UNE devido ao PL 257.
    Em uma delas o Reitor ligado ao PCdoB, mandou a PF invadir eu pessoalmente fiz a negociação entre os alunos e a PF para o cumprimento do mandado de desocupação.
    O que o Temer conseguiu foi juntar todos esses movimentos.

  4. Acabei de chegar de uma reunião com estudantes da Aneel e do Ocupa, apresentei apenas os seguintes dados:
    1) Dividas acumuladas das empresas com o fisco: 2,9 trilhões.
    2) Dividas das empresas com o INSS : 357 bilhões.
    3) Sonegação só em 2016 :415 bilhões.
    4 ) Bolsa Empresário: 224 bilhões.
    Depois perguntei se é justo fazerem a PEC da miséria, que trará cortes drásticos na educação, para ” economizarem ” 170 bilhões….
    Os larapios dos sonegadores que paguem o pato !

    • Claro, tudo isso aconteceu sob o desgoverno petralha. o país está nessa situação por culpa de quem? Do povo?? O rombo chega perto dos 178 Bilhões. A cegueira ideológica tomou conta dos esquerdopatas.

  5. Nota Pública da Associação Juízes para a Democracia Em defesa da livre manifestação de estudantes.

    A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, vem a público afirmar o direito à livre manifestação de estudantes que participam de movimentos de ocupação das escolas e universidades no Brasil, diante da violência institucional que vêm sofrendo e da omissão do Estado em garantir seus direitos.

    1. No dia 03 de outubro de 2016 iniciou-se, no Estado do Paraná, um movimento de ocupação das escolas e universidades públicas. A partir de tal mobilização, diversos outros estudantes brasileiros aderiram à manifestação e também passaram a ocupar escolas e universidades em todo o Brasil.

    2. O movimento de ocupação das escolas tem como principal escopo rechaçar a Medida Provisória 746/2016 e a PEC 241, que no Senado adotou a numeração 55, as quais trarão modificações substanciais na educação pública e que não foram abertas ao debate amplo de toda a sociedade.

    3. Tem-se visto, no início do presente século, uma série de manifestações por todo o mundo que demonstram a indignação das pessoas perante as promessas não cumpridas do sistema político: a revolução da liberdade e dignidade da Tunísia, a revolução egípcia, as insurreições árabes, os Indignados de Espanha e o Occupy Wall Street nos Estados Unidos são exemplos desse quadro.

    4. Na América Latina, em 2006, ocorreu a Revolução dos Pinguins no Chile, onde estudantes ocuparam mais de 600 escolas reivindicando a gratuidade do exame de seleção para universidade e o passe escolar gratuito. Em 2015, mais de 200 escolas foram ocupadas em São Paulo contra o fechamento de unidades pelo governo paulista.

    5. É a partir desse contexto que se deve voltar os olhos às atuais ocupações. Na sociedade em rede, a dinâmica das mobilizações sociais e dos meios de controle do Estado pela sociedade ganharam uma nova conformação e, consequentemente, o Direito deve acompanhar tais transformações a partir de releituras dos institutos jurídicos.

    6. O direito à liberdade de expressão, estampado no art. 5º, IV da Constituição da República, permite que a liberdade de manifestar o pensamento, por meio da comunicação, ocorra entre interlocutores presentes ou ausentes. Na sociedade em rede, não é mais possível entender que vigore uma forma apartada de comunicação entre presentes de um lado e entre ausentes do outro, quando surgem, a todo momento, formas não usuais de manifestação, como é o caso das ocupações, que afetam um número considerável de pessoas, ganhando repercussão e gerando discussões sobre o evento.

    7. Assim, partindo dessa constatação, é preciso considerar que as ocupações, na forma que sucedem em escolas e universidades, consistem em exercício de liberdade de expressão que permite, aos coletivos, grupos e movimentos sociais, a atenção do Estado e da sociedade para as suas demandas. Representam, em outros termos, legítimo direito tutelado pela Constituição da República.

    8. Tais atos não configuram, portanto, esbulho sobre bens públicos. Conforme reconhecido judicialmente por ocasião da mobilização de estudantes ocorridas em São Paulo em 2015, o instituto possessório não guarda identidade com o ato de ocupação, uma vez que os alunos não pretendem ter a posse do prédio público, mas utilizá-lo para dizer à sociedade que a escola/universidade e a educação são temas que dizem respeito essencialmente aos alunos e que eles, enquanto sujeitos de direitos – amparados pela Constituição da República, pelo Estatuto da Juventude e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – podem manifestar-se acerca das pretendidas modificações na legislação pertinente.

    9. Não se pode esquecer, ainda, que os estudantes das escolas e universidades trazem a esperança de um novo tempo com a intervenção da sociedade nas questões públicas, na medida em que buscam estabelecer um diálogo duradouro com o Estado. A democracia de alta intensidade, projetada em Constituição que promete a construção de sociedade livre, justa e solidária (art. 3o, I), impõe a permanente participação social na gestão pública, não se limitando, pois, às formalidades eleitorais.

    10. Por tudo isso, a Associação Juízes para a Democracia (AJD), no exercício da liberdade de associação também consagrado constitucionalmente (art. 5o, XVII), vem a público afirmar que as ocupações nas escolas e universidades, como forma de protesto, representam legítima expressão do direito à livre manifestação, clamando para que o Estado promova o diálogo efetivo com estudantes.

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