PT e PMDB esperam manter união em Minas, mas está difícil o entendimento

Guilherme Reis

Momentaneamente em lados opostos em Minas Gerais, PT e PMDB aguardam a mesma coisa: que o outro desista da candidatura própria e aceite a posição de vice para manter a aliança firmada na esfera federal. Caso contrário, as legendas terão que buscar outras parcerias para definir os nomes dos vices dos pré-candidatos ao governo estadual, Fernando Pimentel (PT) e Clésio Andrade (PMDB). Já o pré-candidato da situação, o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), deverá compor sua chapa com um tucano.

Os petistas querem que 2014 seja o inverso de 2010, quando a legenda teve o ex-ministro Patrus Ananias (PT) como vice na chapa encabeçada pelo então senador Hélio Costa (PMDB). Na época, Antonio Anastasia (PSDB), apadrinhado por Aécio Neves (PSDB), venceu Costa por ampla vantagem, 62% dos votos, no primeiro turno.

O deputado federal Padre João (PT) acha que o PT insisitirá na cabeça de chapa. “Acreditamos que seria justo o PMDB compor com a gente agora, como fizemos há quatro anos”, ressalta o parlamentar.

O também deputado federal Miguel Corrêa (PT) enfatiza que ter Clésio como vice de Fernando Pimentel seria uma “honra”. Para engrossar o coro, o presidente do PT de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, garante que sua legenda tentará, “até o último momento, ter o PMDB como aliado na eleição estadual”. “Nós abrimos mão de ter um candidato próprio em 2010, acredito que isso deve se inverter em 2014. Seria o caminho mais justo”, argumenta.

MAS O PMDB…

Já o PMDB mineiro afirma que Clésio será, sem dúvida, o candidato do partido e ainda acredita na possibilidade de repetir o que foi feito no último pleito regional. “É improvável termos uma chapa puro-sangue. Vamos procurar outro partido, que pode ser, inclusive, o PT. Se Pimentel é um candidato forte ao governo, imagina como vice?”, indaga o presidente estadual do PMDB, Saraiva Felipe.

Se a aglutinação partidária não for feita, os dois partidos podem ter dificuldades para achar um “bom vice”. O PMDB ainda não tem “ninguém em mente”, e o PT gostaria de contar com o PSD ou o PR, legendas que, hoje, estão na base aliada do governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB).

Do outro lado da trincheira, informações de dentro do PSDB garantem que, se a candidatura de Alberto Pinto Coelho (PP) se confirmar, a posição de vice na chapa deve ficar como Marcus Pestana ou Dinis Pinheiro. Os dois são tidos como viáveis pelo capital político que têm. Pestana é deputado federal e presidente do PSDB em Minas, e Pinheiro é o presidente da Assembleia de Minas Gerais.

(transcrito do jornal O Tempo)

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