PT e PSB podem ficar separados em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país

Lula quer prefeito de BH Alexandre Kalil como vice contra Bolsonaro, diz jornal | Moon BH

PT quer apoiar Kalil (PSD), mas o PSB prefere Zema (Novo)

Paulo Cappelli e Edoardo Ghirotto
Metrópoles

Se em âmbito nacional a chapa Lula-Alckmin já é realidade, em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, uma aliança entre PT e PSB é considerada difícil. O PT tem sinalizado apoio a Alexandre Kalil, do PSD, ao governo estadual. A cúpula do PSB, porém, tem demonstrado preferência pela reeleição de Romeu Zema, do Partido Novo.

O atual governador de Minas mantém boa relação com dirigentes graúdos pessebistas, o que aumenta a possibilidade de PT e PSB escolherem candidatos diferentes ao Palácio Tiradentes.

Em solo mineiro, também há divergência na base bolsonarista. Pessoas próximas de Jair Bolsonaro têm o aconselhado a apoiar a reeleição de Zema, que seria eleitoralmente mais viável. O PL, partido do presidente, porém, ensaia lançar o senador Carlos Viana ao governo estadual.

MAIS PROBLEMAS – Há dificuldades também no relacionamento entre PT e PSB em Pernambuco, onde o Solidariedade recentemente colocou sua pré-candidata ao governo estadual, Marília Arraes, para sentar na primeira fila do evento que oficializou o apoio do partido a Lula.

O ex-presidente ficou sentado no centro do palco, ao lado de Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e de Geraldo Alckmin, candidato a vice. Marília foi colocada pela legenda na cadeira à esquerda de Alckmin. À vontade, Marília posou para fotos fazendo o ‘L’, de Lula, e gravou vídeos em cima do palco.

Mas a presença da pré-candidata foi e é uma saia-justa para o PT com o PSB. Marília deixou o PT porque não conseguiu apoio para a candidatura. E o PSB considera a manutenção do governo em Pernambuco como a joia da coroa para esta eleição. O deputado Danilo Cabral foi o escolhido para concorrer ao cargo e disse que o palanque no estado será exclusivo de Lula. O petista, em retribuição, afirmou em entrevistas que não apoiaria Marília. E agora?

3 thoughts on “PT e PSB podem ficar separados em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país

  1. A ferida causada por Eduardo Campos ainda não cicatrizou.
    Ele liderou um grupo de oportunistas que ao longo dos governos do PT fingiam amizade eterna. Mas em 2014 após Eduardo Campos ser lançado candidato baixou o nível e passou a fazer pesadas acusações contra o PT.

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