PT só conta com Marta em São Paulo

Pedro do Coutto

A pesquisa do Datafolha sobre as tendências eleitorais, hoje, para o governo de São Paulo amanhã, 2010, reportagem de Pedro Dias Leite publicada na Folha de S/ao Paulo de segunda-feira, revela que o PT só conta com Marta Suplicy para enfrentar Geraldo Alckmim e, com isso, assegurar uma base para a candidatura presidencial de Dilma Roussef  no maior colégio eleitoral do país. São Paulo reúne 22% do eleitorado brasileiro. Uma diferença muito negativa de votos lé reflete com intensidade no panorama nacional. O levantamento apontou no cenário 43 pontos para Alckmim. 16 para Marta, 11 para Paulo Maluf, 4 para Luisa Erundina, outros 4 para Soninha. Substituindo Marta por Ciro, Geraldo avança três degraus, vai parar em 46, Ciro fica com 12, Maluf nos mesmos 11, Soninha mantém os 5 e Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, registra somente 2%. O quadro da disputa parece definido com antecedência.

Ciro Gomes, bem no panorama da sucessão presidencial ao lado de Dilma Roussef, no segundo lugar, não vai transferir seu domicílio para São Paulo r disputar o Palácio Bandeirantes. O esquema articulado ou pensado pelo presidente Lula terá que excluir esta possibilidade. Também deve excluir a hipótese Antonio Palocci, que, em pesquisa recente do Vox Populi, apareceu com apenas 2 pontos das intenções de voto. O Palácio do Planalto, assim, só pode mesmo contar com a ex prefeita. Ela pode perder para o ex governador, mas será a derrota pela menor diferença possível. O PT não tem outra alternativa. A não ser o senador Eduardo Suplicy, porém este parece não ingressar no plano das cogitações petistas. Não se sabe por quê.

Seria, inclusive, o candidato natural. Foi reeleito em 2006, com 47% dos votos, derrotando Afif Domingos. Não arrisca nada. Seu mandato no Senado abrange mais quatro anos. Corre de graça, como se costuma dizer em política. Esta característica deixa os candidatos à vontade. Mas o Partido dos Trabalhadores tem outra visão. Tanto que o nome de Suplicy é afastado de plano sem maiores discussões. Política tem dessas coisas. Que fazer? Procurar outro nome.

Certamente foi isso que a regional paulista do Partido dos Trabalhadores fez. Não foi difícil encontrar, não um candidato, mas uma candidata. O Datafolha iluminou o caminho da busca. Afinal, 16% é uma parcela ponderável. A legenda não trem outra opção melhor. Marta Suplicy, de outro lado, tem história no PT. Derrotou Paulo Maluf nas urnas, perdeu para Alckmim, para José Serra e Gilberto Kassab. Mas foi ministra do governo Lula e continua na linha de frente. Houve um período em que despontou com força. Foi no pleito de 98 para o governo estadual. Maluf foi o mais votado no primeiro turno e ela, Marta ficou em terceiro, atrás de Mario Covas apenas 0,3%. Foi um caso –vale lembrar- em que a pesquisa Ibope divulgada na véspera pela Rede Globo no Jornal Nacional influiu. A pesquisa apontou uma vantagem de Mario Covas sobre ela de 3 pontos.

Muita coisa para os metros finais da chegada. O imposto certamente influiu para diminuir o ímpeto da militância do PT no dia do voto. Maluf e Covas foram para o duelo final. Covas venceu disparado, inclusive com apoio dela, Marta. Mas o tempo passou e o panorama mudou. Ela própria contribuiu para a redução de seu prestígio. Porém, como o Datafolha provou, continua sendo a figura mais expressiva do PT paulista. A menos que Lula renunciasse à presidência e resolvesse disputar a sucessão de José Serra. Será este um sonho do PT? Ou um projeto alternativo para sustentar Dilma Roussef?

PT SÓ CONTA COM MARTA EM SÃO PAULO

A pesquisa do Datafolha sobre as tendências eleitorais, hoje, para o governo de São Paulo amanhã, 2010, reportagem de Pedro Dias Leite publicada na Folha de S/ao Paulo de segunda-feira, revela que o PT só conta com Marta Suplicy para enfrentar Geraldo Alckmim e, com isso, assegurar uma base para a candidatura presidencial de Dilma Roussef no maior colégio eleitoral do país. São Paulo reúne 22% do eleitorado brasileiro. Uma diferença muito negativa de votos lé reflete com intensidade no panorama nacional. O levantamento apontou no cenário 43 pontos para Alckmim. 16 para Marta, 11 para Paulo Maluf, 4 para Luisa Erundina, outros 4 para Soninha. Substituindo Marta por Ciro, Geraldo avança três degraus, vai parar em 46, Ciro fica com 12, Maluf nos mesmos 11, Soninha mantém os 5 e Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, registra somente 2%. O quadro da disputa parece definido com antecedência.

Ciro Gomes, bem no panorama da sucessão presidencial ao lado de Dilma Roussef, no segundo lugar, não vai transferir seu domicílio para São Paulo r disputar o Palácio Bandeirantes. O esquema articulado ou pensado pelo presidente Lula terá que excluir esta possibilidade. Também deve excluir a hipótese Antonio Palocci, que, em pesquisa recente do Vox Populi, apareceu com apenas 2 pontos das intenções de voto. O Palácio do Planalto, assim, só pode mesmo contar com a ex prefeita. Ela pode perder para o ex governador, mas será a derrota pela menor diferença possível. O PT não tem outra alternativa. A não ser o senador Eduardo Suplicy, porém este parece não ingressar no plano das cogitações petistas. Não se sabe por quê.

Seria, inclusive, o candidato natural. Foi reeleito em 2006, com 47% dos votos, derrotando Afif Domingos. Não arrisca nada. Seu mandato no Senado abrange mais quatro anos. Corre de graça, como se costuma dizer em política. Esta característica deixa os candidatos à vontade. Mas o Partido dos Trabalhadores tem outra visão. Tanto que o nome de Suplicy é afastado de plano sem maiores discussões. Política tem dessas coisas. Que fazer? Procurar outro nome.

Certamente foi isso que a regional paulista do Partido dos Trabalhadores fez. Não foi difícil encontrar, não um candidato, mas uma candidata. O Datafolha iluminou o caminho da busca. Afinal, 16% é uma parcela ponderável. A legenda não trem outra opção melhor. Marta Suplicy, de outro lado, tem história no PT. Derrotou Paulo Maluf nas urnas, perdeu para Alckmim, para José Serra e Gilberto Kassab. Mas foi ministra do governo Lula e continua na linha de frente. Houve um período em que despontou com força. Foi no pleito de 98 para o governo estadual. Maluf foi o mais votado no primeiro turno e ela, Marta ficou em terceiro, atrás de Mario Covas apenas 0,3%. Foi um caso –vale lembrar- em que a pesquisa Ibope divulgada na véspera pela Rede Globo no Jornal Nacional influiu. A pesquisa apontou uma vantagem de Mario Covas sobre ela de 3 pontos.

Muita coisa para os metros finais da chegada. O imposto certamente influiu para diminuir o ímpeto da militância do PT no dia do voto. Maluf e Covas foram para o duelo final. Covas venceu disparado, inclusive com apoio dela, Marta. Mas o tempo passou e o panorama mudou. Ela própria contribuiu para a redução de seu prestígio. Porém, como o Datafolha provou, continua sendo a figura mais expressiva do PT paulista. A menos que Lula renunciasse à presidência e resolvesse disputar a sucessão de José Serra. Será este um sonho do PT? Ou um projeto alternativo para sustentar Dilma Roussef?

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