PT vai parar o Rio na abertura da Olimpíada, em protesto contra o “golpe”

A ideia dos petistas é denunciar o “golpe” na imprensa internacional

Carlos Newton

Na certeza de que a presidente Dilma Rousseff não tem a menor chance de evitar a concretização do impeachment, o PT (leia-se: Lula e o partido) decidiu reforçar a estratégia de buscar apoio no exterior. A próxima iniciativa é a organização de um simulacro de Tribunal Internacional, que se reúne terça e quarta-feira (dias 19 e 20) no Rio de Janeiro, em palco montado no Teatro Casagrande, a pretexto de julgar os golpistas que tentam cassar Dilma Rousseff. Escolhido a dedo entre os mais conhecidos esquerdistas do mundo, o júri terá sete integrantes e o presidente será o argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz em 1980, que esteve recentemente em Brasília, para denunciar ao Senado o golpe contra Dilma.

O objetivo dos petistas é fazer com que o veredicto desse tribunal ideológico seja “oficialmente” encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e aos senadores, como se fosse adiantar alguma coisa.

NO DIA 31 – Com apoio do MST, da UNE, de algumas centrais, de sindicatos e de movimentos sociais, o PT já decidiu sair às ruas de São Paulo no próximo dia 31, para rivalizar com a grande manifestação que está sendo organizada para defender a Operação Lava Jato e o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Mas a apoteose petista será o gigantesco ato público a ser realizado dia 5 de agosto no Rio de Janeiro, exatamente na data de abertura da Olimpíada, para que o protesto possa alcançar massiva repercussão internacional, porque já estarão na cidade cerca de 20 mil jornalistas estrangeiros. A ideia é realizar uma grande marcha, uma espécie de Maratona ideológica, que possa literalmente parar a região central da cidade, nas proximidades do Estádio do Maracanã, palco da cerimônia festiva que dará início aos jogos olímpicos.

Serão distribuídos pela cidade milhões de folhetos didáticos, impressos em vários idiomas, para denunciar que está sendo cometido um golpe de estado com objetivo de derrubar a presidente Dilma Rousseff.

GREVE GERAL – Na sequência, a intenção do PT e de seus aliados é promover a maior greve geral da História do país, para sensibilizar os senadores que a essa altura já estarão prestes a votar o impeachment.

Se for confirmada a cassação do mandato da presidente Dilma no Senado, o PT então vai recorrer ao Supremo para arguir a nulidade da acusação de crime de responsabilidade, com base na perícia feita por funcionários do Senado e no parecer do procurador Ivan Cláudio Marx, que acaba de ser divulgado, opinando que a chefe do governo teria de ser processada por improbidade administrativa, ao invés de sofrer impeachment.

É claro que nada disso vai dar certo, Dilma Rousseff será cassada, e vida que segue, como dizia nosso amigo João Saldanha. Mas não há dúvida de que vai haver muito barulho e tumulto.

27 thoughts on “PT vai parar o Rio na abertura da Olimpíada, em protesto contra o “golpe”

  1. O PT vai reunir milhares de simpatizantes, será uma apoteose, vai mostrar que Dilma está certa, que Lula foi um grande presidente, que está em curso um golpe contra a presidente legítimamente eleita, para toda a imprensa internacional que, sem dúvida, levará as notícias para os grandes jornais escritos, virtuais e televisivos do Mundo.

    Ontem li toda a peça acusatória do juiz Sérgio Moro, enviada ao ministro Teori Zavascki, listando os vários crimes, de vários tipos de delitos, de subornos recebidos, de obstrução da Justiça que Teori, por motivos suspeitos, retém em suas mãos, quando a competência é da primeira instância em Curitiba.

    Quero ver quando o processo voltar para Moro, ou for mandado por Teori, por motivos suspeitos, para outro juiz de primeira instância e Lula, em consequência das provas materiais irrefutáveis e já colhidas pelo juiz Sergio Moro, for mandado para a prisão por corrupção e outros graves crimes que estão no prontuário. Quero ver como ficará a cara desses petistas frente à imprensa internacional. Os petistas “notáveis” , como o argentino Adolfo Pérez Esquivel queimarão seus filmes e seus feitos passados, para ficarem desacreditados pela imprensa e para a opinião pública internacional, por ter vindo até o Senado defender um ladrão e o governo mais corrupto da História do Brasil.

    • concordo com vcs, eles tem de ser presos, porém, agora que a Dilma saiu, parece que acabou a corrupção do brasil. Gostaria que investigassem com o mesmo critério os demais partidos e as várias empresas envolvidas em corrupção, mesmo as empresas de grande influência, como as emissoras de tv.

    • Caso procurem não será nenhuma novidade, comparados com os energúmenos que já infestam as páginas de comentários de revistas internacionais e outros sites internet a fora. Contra ou a favor, o analfabetismo funcional expresso nos argumentos dessa gente são de dar ataques de vergonha alheia.

  2. Psicanálise do Brasil

    Estamos no momento mais agudo da crise. População triste, pessimista, desencantada. Cair na real cobra o preço da angústia

    A palavra crise assombra o Brasil. Está em todas as bocas, nos sentimentos de fracasso e de falta de alternativa que nos afligem. Está em tantos fatos e sentimentos diversos e confusos que não encontra uma definição clara.

    Os consultórios de psicanálise são frequentemente solicitados por situações de crise individual. Crise, nos indivíduos, é aquele momento em que alguém não pode mais ser quem era, ainda não pode ser outra pessoa e não pode, salvo morto ou delirante, deixar de ser. Habita então uma terra de ninguém em que não se tem outra escolha senão dar à luz a um novo eu, construído com o que nos é dado viver naquele momento. Quem não conheceu em sua própria trajetória um momento assim? Celebra-se depois de uma dura travessia o encontro com um eu melhor, mais verdadeiro, mais sólido, erguido sobre os escombros de falsas ilusões.

    A matriz da crise que atinge a sociedade brasileira, no plano coletivo, se assemelha à matriz da crise individual. Perda de identidade, esfarelamento das ilusões e esperanças nutridas ao longo de anos em projetos, partidos, ideologias, na vaga certeza de sermos uma grande economia emergente, enfim o país do futuro que estaria chegando ao seu destino.

    Nossos mitos estão sendo duramente confrontados à verdade: uma nação que nos últimos anos viveu uma farsa política, em que heróis eram bandidos e os bandidos os grandes heróis, invadido por uma corrupção metastática, à beira da falência moral e econômica, sustentado a duras penas por uma democracia que se eviscera para sobreviver.

    O encontro com a verdade não pode ser senão doloroso e, no entanto, tudo isso é bom, é saudável, é promissor, único caminho possível para dar à luz um país verdadeiro. Mas, hoje ainda habitamos uma terra de ninguém.

    O desnudamento da casta política pela Lava-Jato tem nos custado a reputação de um país de corruptos. O que somos e não somos. É quando vem à tona a evidência de um mundo político em decomposição que o sentimento de vergonha que invade os brasileiros revela-se ser o avesso dessa decomposição. É quando emergem as reservas de decência que são enormes no país onde a imensa maioria ganha a vida honestamente.

    Vergonha, depressão são estados negativos que contêm em si mesmos os germens de uma mudança positiva, já em curso. São passagens estreitas, incontornáveis na travessia da impostura para a realidade.

    Estamos no momento mais agudo da crise. Uma população triste, pessimista, desencantada. Cair na real cobra o preço da angústia pelo que está por vir. E, no entanto, estamos mudando para melhor, enfrentando a devastação do passado e o desmoronamento das vãs promessas sobre o futuro embutidas no estelionato eleitoral, confrontados à justa medida de nossas possibilidades presentes. Um novo país, redimensionado, está nascendo de sua própria crise.

    É esse país em crise, confrontado às suas insuficiências, que vai receber os Jogos. A imprensa internacional tem nos pintado com as cores do inferno, talvez espelhando nossos próprios policiais que assim se apresentaram no aeroporto para receber os turistas. A voz da nossa depressão ecoa esse coral de Cassandras. O jornal “The New York Times” anunciou uma “catástrofe olímpica” e ilustrou a matéria com a foto de uma menina miserável que dorme na rua. Poderia ter sido fotografada em Nova York ou em qualquer outra grande cidade, o que em nada atenua o horror de sua miséria. A menina ilustra o desvalimento, nossa vergonhosa dívida social, não prenuncia uma catástrofe olímpica. Nos Estados Unidos, durante as Olimpíadas de Atlanta, os homeless também não encontraram um teto.

    É preciso cuidado para que a voz da depressão não comece a nos autodescrever como um inferno que não somos. Tampouco somos um paraíso, já que o paraíso há muito desertou as grandes metrópoles do mundo. E não só elas.

    Não se improvisa uma cidade e um país inexistentes. Assim como em crises individuais mobilizamos recursos que não pensávamos ter, no plano coletivo também dispomos de recursos insuspeitados que saberemos mobilizar. A voz da depressão joga contra, não colabora. Melhor que se cale.

    Findos os Jogos, que chegam como uma festa surreal em que os convidados desembarcam em uma casa semidemolida por um imprevisto terremoto, mais do que antes seremos confrontados ao que é o nosso verdadeiro desafio: renascer de nossa própria crise, pôr de pé um país que faça sentido. Fazer sentido é de fato um fazer, o sentido não é dado. Esse fazer será a tocha que, depois dos Jogos, continuaremos a passar de mão em mão.

    Rosiska Darcy de Oliveira é escritora

    rosiska.darcy@uol.com.br

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/psicanalise-do-brasil-19727474#ixzz4EZEHJ6C6

  3. Desta vez não será apenas o PT e coligados . Assim como na Copa haverá manifestação de várias entidades civis.
    Acham que vão roubar até o que não existe e a população vai ficar calada ?
    Essa horda de poder do Rio não tem limites, além de ladrões são irresponsáveis com tudo. Todos os níveis de ensino estão com os seus calendários atrasados devido as greves por atrasos de pagamentos.
    Mesmo assim o prefeitinho , o sumido governado e o presidente 11,3% vão paralisar as aulas durante a Olim piada, pois como o pão acabou só restou o circo , ramo em que são insuperáveis.

    • Precisaria haver uma terceira passeata, onde eu coubesse. Nem a do PT nem a que só quer a Dilma/PT fora.

      Dilma já está fora. O PT perdeu.

      Resta a do país é nosso, o que vamos fazer com ele? O que é melhor pra ele? E consequentemente para o povo?

  4. Aguardem para depois de setembro a governo Temer 11,3%, mostrar o seu higienismo fascista. Isso é apenas uma demonstração do que virá :

    ” Para ministro da Saúde, pacientes ‘imaginam’ doenças
    Barros criticou ‘cultura’ de buscar exame e medicamentos na rede básica, o que estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS)
    Fabiana Cambricoli,
    O Estado de S. Paulo
    16 Julho 2016 | 03h00
    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira, 15, que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas “imagina” estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é “cultura do brasileiro” só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto “hábito” estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades médicas criticaram a fala de Barros.
    “A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade”, disse o ministro, na manhã desta sexta-feira, 15, em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo.
    Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. “Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi ‘consultado’. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos”, declarou. “Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde.”
    O ministro defendeu que os médicos façam uma investigação mais criteriosa do paciente, antes de solicitar exames ou prescrever remédios. “O médico tem de apalpar o cliente, fazer anamnese, tem de conversar com a pessoa”, afirmou.
    Críticas. Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente. “De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado”, diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
    Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. “O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico”, afirmou.
    Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão. “O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar (o resultado do exame), mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar.”

    • O ministro, Virgílio, além de ser médico e poder se consultar com um amigo sem pagar consulta, com certeza tem plano de saúde.

      Não demonstra saber o que é a relação médico-paciente e o quanto ela alivia ansiedade e tensões.

      Não é preciso ser pobre para ter queixas.
      O notável escritor Fernando Sabino, já falecido, nadador de primeira, consultava bastante seu amigo e médico Pedro Nava, mineiro como ele.

      Um dia reclamou de uma dor não sei em que lugar. Nava pediu-lhe para mostrar onde doía. Ele ficou de cabeça pra baixo, apoiado nas duas mãos, e disse o que era.

      Pensam que Nava o dispensou, dizendo a Sabino que ele nada tinha? NÃO!
      Receitou um remedinho. E dias depois ainda perguntou a Sabino se ele estava melhor.

      Nava era um MÉDICO. Fico admirada que o ministro da Saúde não demonstre carinho sobre a relação médico-paciente.
      Às vezes ela é tudo de que dispõe quem se queixa.

      Não defendo a Dilma, não mesmo, ela e o PT fizeram bobagens. Mas seus médicos cubanos ajudaram a aliviar a sensação de desamparo de muitos brasileiros pouco ou nada ouvidos.

      O desamparo continuou, mas por alguns momentos a consulta trouxe alívio a quem nada possuía, além de desconforto existencial.

      Pense nisso, ministro!

      Um ministro da Saúde precisa ser, antes de tudo, um humanista. Deixa as contas com o Meirelles.

      Que país…

  5. O pior foi ter de escutar de um desses mestres se cerimônia do Picadeiro olímpico, Eduardo Paes, declarar que durante as Olim piadas o Rio será a cidade mais segura do mundo !
    Não nasci para ser animador de picadeiro, não vendo ilusões para manter ‘imagens’, pois quem vive de imagem é técnico de televisão e vendedor da Sky…

  6. RISCO DE ATENTADO NAS OLIMPÍADAS É REAL
    Brasil 16.07.16 08:01
    A imprensa noticiou ontem a reunião de Eduardo Paes com a equipe de segurança das Olimpíadas. Não foi a única. O Antagonista sabe que Wilson Trezza, da Abin, se reuniu também com adidos militares e de inteligências dos países que participarão dos Jogos.

    Nessa reunião, foi feito um diagnóstico preocupante: até pouco tempo, considerava-se “improvável” um atentado terrorista durante o evento. Depois de Nice, agora o risco é real.

  7. Pelo fato dos Jaspions da vida já estarem prevendo o fracasso do dia 31, tanto que já dizem que o ato não é pró impeachment e sim contra a corrupção, como se por acaso eles tivessem pedindo a demissão do entorno do Temer 11,35%, o neofascismo decretou estado de sítio e só manifestações a favor podem ser feitas ?

  8. Fato. Esse Tamberlini não se toca. É o famoso sem noção. Abre um blogue prá vc, caramba. Que porre ter que ficar correndo o mouse prá escapar de seus trocentos mil comentários. Vai trabalhar, cara. Dá um tempo.

    • Bom, chato ou não, pelo menos ele de vez em quando acrescenta alguma informação aos comentários. Se acham chato ter que desviar desses tais trocentos comentários, calculem o resto de nós que ainda por cima temos que nos esquivar desse choramingado de vocês. Comecem a contrapor argumentos ao invés de ficar reclamando, que pode ser que vocês se tornem mais suportáveis.

  9. Acrescenta porcaria nenhuma. Esse Tamberlini é uma vitrola enroscada. Para contrapor seus comentários, eles teriam de ser lidos…e, isso, sinceramente, já não dá mais. Deu no saco!
    ô…, “o resto de nós”…tentem abrir um espaço prá vocês, ao invés de ficarem emporcalhando o espaço alheio.

  10. … “Escolhido a dedo entre os mais conhecidos esquerdistas do mundo, o júri terá sete integrantes…”

    E ainda insistem em afirmar que o PT não é um partido de esquerda !

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