Putin desafia e atinge Obama. A OAB nacional protege o comprometido Wadih Damous. O Ministério do PDT, intacto e inatingido. Não se trata mais de infringente e sim de PRORROGAÇÃO do julgamento. E se Celso de Mello votar a favor dos condenados, e Joaquim se julgar a ‘solução’?

Helio Fernandes

Desde sexta-feira à tarde se trava nos bastidores do Supremo o destino e a decisão do julgamento do mensalão. De agora até quarta-feira, quando começar a sessão, mais bastidores, mas aí substituídos pelos fatos e o que for dito pelo último e único votante, Celso de Mello.

Antes, fatos e afirmações estranhos, colocados e numerados para que fiquem bem claros.

1 – Jornais e televisões considerados importantes dizem que o decano dará o “voto de MINERVA”. Quanta tolice. Celso de Mello é o 11º a votar, o resultado chega até ele em 5 a 5. Seu voto terá que ser obrigatoriamente de desempate normal, sem outra característica.

2 – Por hipótese, admitamos que o julgamento estivesse em 6 a 4. Então Celso de Mello não teria a menor importância, poderia “fazer” 7 a 4 ou 6 a 5. Assim, Celso de Mello votaria e iria para casa, sem manchetes e sem influência em coisa alguma.

3 – Na quinta-feira, às 6h20 da tarde, acabou de votar o ministro Marco Aurélio. Ansiosos, esperavam a palavra do decano. Mas sem sequer olhar para o lado, Joaquim Barbosa explicou: “Pelo adiantado da hora, Celso de Mello, que está com o voto pronto, votará depois. Está encerrada a sessão”.

4 – Já haviam votado os “novatos” (royalties para Marco Aurélio e Romário), todos de forma lamentável, medíocre e horrorosa (palavras minhas na própria quarta-feira). Começou então o show de lembranças de Celso de Mello. Sem ninguém perguntar, disse diante dos holofotes: “Já votei duas vezes a favor da validade desses infringentes”.

5 – Surpresa geral. Estaria revelando ou antecipando o voto? Mas antes dos repórteres e até comentaristas poderem recorrer a arquivos, o próprio decano foi esclarecendo (?). Continuou: “Mas não preciso ficar preso” (que palavra, num julgamento em que o se pretende ou se quer evitar é precisamente a prisão), “posso mudar”.

6 – E aí o decano levanta uma questão que ninguém levantaria, tão propriedade dele como o 11º voto que pronunciará na quarta-feira: “Evoluí ou involuí?”. Só ele poderá dar a resposta com o voto, já que a interpretação do que é EVOLUIR ou INVOLUIR não está em nenhum dicionário, Google, Wikipédia ou outros instrumentos de “cultura” provisória e manuseável de hoje. Então sairá da mente do decano.

AGORA, O FUNDAMENTAL:
PRORROGAÇÃO E NÃO INFRINGENTES

Agora, cuidemos apenas do voto decisivo, talvez definitivo, palavras que venho usando e repetindo. Mais de um ano escrevendo sobre o assunto, eu e centenas de profissionais e não profissionais, chega. Trataremos apenas do voto número 11. Terá que ficar 6 a 5 contra ou a favor, sem qualquer outro artifício.

Apesar de haver um único votante, supostamente o último, será tumultuado, aparteado de todos os modos, na medida em que a “tendência” do decano for aparecendo. Disse tendência, poderia dizer suspense, todos fazem isso.

6 a 5 contra os infringentes, não haverá mais nada. Embora na trajetória dos ministros existam sinais para serem “avançados”, velocidade acima da média, contramão jurídica ou não tanto, à disposição de tão nobres e ínclitos personagens.

Se nada disso acontecer, a Procuradora-Geral interina poderá pedir a prisão imediatamente, não tem que esperar o acórdão. Mas o plenário terá que aprovar.

A PRORROGAÇÃO, INCÊNDIO
DA OPINIÃO PÚBLICA

Se  o decano decidir a favor dos infringentes, não há dúvida, começará um novo julgamento, chamado de paralelo ou como prefiram. Então, terão que sortear um novo RELATOR e um novo REVISOR. Escolhido esse relator por sorteio, será uma verdadeira roleta-russa, não com uma, mas com cinco balas “picotadas” e “inutilizadas”. E se esse relator for Dias Toffoli, o Supremo aceitará? Deviam ter levantado a suspeição dele antes, pela ligação com os réus. Agora, pelas acusações diárias de irregularidades. E não apenas Toffoli, as outras balas “picotadas” são Rosa, Barroso, Teori, Lewandowski.

Se houver prorrogação, o julgamento não tem prazo para terminar, a paciência da população-comunidade sem limite para suportar. Aí, podemos voltar a 6 de junho, com a voz legítima das rua se manifestando com alta popularidade. Sem ser maculada, maquiavelizada, não contaminada pela ânsia da destruição. É válida a aura da construção, das ruas para os centros que se julgavam ou se julgam muito poderosos.

A SOLUÇÃO TEATRAL (MAS
LEGÍTIMA) DE JOAQUIM

Pode acontecer. O ministro Adauto Cardoso já fez isso. Revoltado, jogou a toga no chão, exclamou: “Este Supremo não é mais o meu”.

Joaquim Barbosa poderá se transformar em ídolo nacional, jogar a toga bem do alto de sua cadeira, repetindo, “este Supremo traiu e enganou a comunidade’.

Se fizer isso, nem todas as corporações dos bombeiros do Brasil inteiro serão capazes de apagar o incêndio. E reflitam, constatem: não sou admirador de Joaquim Barbosa. Mas seria “a sua vez na História”.

O ARTIGO DE PUTIN
RESPONDENDO A OBAMA

O presidente (ou primeiro-ministro? Ele muda tanto para não deixar o Poder) da Rússia merece o respeito e a consideração de poucos, mesmo “em casa”. Idem, idem, para Obama depois da reeleição. Mudou muito o presidente dos EUA, mas não por ambição, a partir de 2016 não pode ser mais nada.

No momento, os dois são igualmente reprovados e desconsiderados pelo mundo, incomparáveis, a palavra usada no sentido negativo, atingindo-os igualmente. E agora na verdade quero apenas manifestar minha admiração pelo artigo, carta-aberta ou seja o que for, publicado pelo New York Times.

Não citei Putin, porque é evidente, o presidente não pode escrever um por cento do que está ali. Mas tem um extraordinário ghost-writer, talvez formado em Harvard ou Princeton. Espetacular do princípio ao fim, impenetrável de ponta a ponta, como deve e tem que ser a comunicação entre dois chefes de Estado poderosos e influentes. Sem que isso possa ser considerado elogio em russo ou inglês.

O trecho da carta que Obama não deve ter entendido até agora: “Minhas relações de trabalho e pessoais com o presidente Obama são marcadas pela confiança crescente. Gosto disso”.

Como disse Bernard Shaw, ao visitar a Estátua da Liberdade: “Meu gosto pela ironia não vai tão longe”. Ponto para Putin, se dirigindo a um adversário e lembrando um inimigo.

O MINISTRO DO TRABALHO NÃO
SABE DE NADA. E DONA DILMA?

Os diretores executivos do Ministério do PDT, perdão, do Trabalho, vão sendo derrubados por corrupção. Suposta ou admitida, já que em vez de serem demitidos, pedem demissão. E o ministro, que dizia ignorar tudo, agora se apresenta como ignorante dos fatos, dos fatos.

E Dona Dilma, que dizem no Planalto, “tem superstição pelo número 39” (atenção, Schossland, você que é invencível e indiscutível no assunto), não quer nem pretende alterar a numeração dos membros do Ministério.

Quanto ao ministro, pode ficar tranquilo. Pela superstição e a realidade: como não existe mais nenhum executivo para demitir, ele está seguro, mesmo num ambiente inseguro.

###
PS – Na madrugada de ontem, domingo, para hoje, segunda-feira, se realizou uma luta de boxe em Las Vegas, entre os invictos Maeweather Jr. e Saul Alvarez. O primeiro, americano, e o segundo, mexicano. Não interessa quem ganhou, o importante é o que estão espalhando jornais e televisões dos EUA.

PS2 – A Forbes diz que o americano é o mais bem pago esportista do momento. Deve ser mesmo, só pela venda de pay-perview, ele receberá 60 milhões de dólares, quase 140 milhões de reais, fora a bolsa.

PS3 – Televisões e jornalões dos EUA garantem, e é isso que me interessa e quero contestar: “Será a luta mais importante da história universal do boxe”. Podem “promover” à vontade, mas não podem mistificar.

PS4 – Sempre me revolto contra essa afirmação, em qualquer esporte, de que “fulano foi o melhor de todos os tempos”. No boxe para valer, não podem esquecer os seguintes, que vou relacionar, no tempo e não na categoria.

PS5 – Gene Tuney foi invencível em sua época. Aristocrata, teve um filho senador, na adolescência foi muito amigo da então fotógrafa Jacqueline, depois Kennedy, primeira-dama dos EUA.

PS6 – Jack Dempsey, fizeram duas lutas realmente históricas, só que há mais ou menos 90 anos. Joe Louis, extraordinário, ficou 5 anos sem lutar por causa de Segunda Guerra, voltou e garantiu o título. Aos 36 anos, em 1951, fez a última luta e perdeu para o jovem Rocky Marciano, o único a ser campeão mundial e jamais ser derrotado. Lutou 49 vezes, e ganhou 43 por nocaute.

PS7 – Max Schmeling, alemão dos tempos de Hitler, ganhou de Joe Louis, exaltado pelo Fuerer, massacrado na revanche, preso e expulso por Hitler. Não chegou a campeão do mundo, esteve perto, mas veio o nazismo.

PS8 – A lenda do boxe, o cidadão histórico, épico e cívico, campeão e ídolo, se recusou a lutar no Vietnã, explicou: “Não tenho nada contra os cidadãos desse país, porque iria lá para matá-los?”.

PS9 – Lógico, falo do campeão mundial Cassius Clay, que perdeu o título para ele mesmo, roubaram sua glória, sua capacidade, mas não conseguiram imobilizá-lo, nem mesmo fora do ringue. Ficou cinco anos sem lutar, voltou e conseguiu o que nenhum governo militarista, excêntrico, extravagante conseguiu: tirar dele a dignidade e a permanência na História.

PS10 – Passou a se chamar Muhammad Ali depois da conversão ao islamismo. Hoje, lamentavelmente muito doente, mas inesquecível.

PS11 – E finalizando a série, depois dele, Mike Tyson, campeão mundial quando completava 20 anos, invicto e invencível. Infelizmente sua formação foi extremamente deficiente. Passou quase outros 20 anos sendo notícia negativa. Poderia citar mais nomes, com história de vitória, mas sem pertencer a eternidade do boxe.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

28 thoughts on “Putin desafia e atinge Obama. A OAB nacional protege o comprometido Wadih Damous. O Ministério do PDT, intacto e inatingido. Não se trata mais de infringente e sim de PRORROGAÇÃO do julgamento. E se Celso de Mello votar a favor dos condenados, e Joaquim se julgar a ‘solução’?

  1. Uai, Hélio Fernandes, “de repente, não mais que de repente”, ficastes gagá igual aos velhacos do Marco Aurélio, do Gilmar Mentes, assim designado pelo Merval Pereira, do Assas JB Corp (que até agora não explicou a origem do dinheiro, como se ele estivesse acima do bem e do mal), da acuada Carmen Lúcia (será devido ao gracioso convênio firmado com a Serasa para disponibilizar dados cadastrais de eleitores brasileiros) e dessa coisa medonha chamada pelo grande Jânio de Freitas de Xou de Fux, que votaram pela inadmissibilidade dos embargos infringentes, contrariando jurisprudência milenar do direito, negando até mesmo decisões tomadas por eles recentemente no mesmo tribunal ao analisar situações similares?

    Ora, o Congresso Nacional — que é a instituição que detém a competência constitucional para elaborar as leis deste país — não extinguiu o recurso dos Embargos Infringentes perante a Corte Suprema.

    Para que esses velhacos do STF possam fazer as normas deste país é necessário, primeiro, largarem suas togas mofadas; segundo, disputarem, na planície, o apreço do povo, o que jamais conseguirão com seus ranços golpistas, udenistas, responsáveis pelo enorme anacronismo do Brasil.

    Velhacaria tem limites, não é mesmo Sr. Hélio Fernandes? Golpismo, também!

    EM 1998, CONGRESSO DECIDIU MANTER EMBARGO INFRINGENTE

    Proposto por FH, artigo foi rejeitado na CCJ da Câmara e acabou não incluído na Lei 8.038

    PAULO CELSO PEREIRA, GLOBO
    Atualizado: 13/09/13 – 22h45

    BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados manteve, deliberadamente, a possibilidade de apresentação de embargos infringentes nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal. O GLOBO encontrou nos documentos de tramitação da mensagem presidencial número 43, de 1998, a análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sobre a manutenção dos embargos e a opção dos parlamentares foi expressa a favor desse último recurso.

    O debate foi suscitado pela chegada do texto do presidente Fernando Henrique Cardoso que propunha a extinção dos embargos. Em seu artigo 7º, a mensagem presidencial acrescentava um novo artigo à lei 8.038, de 1990. O texto sugerido pelo governo era claro: “Art 43. Não cabem embargos infringentes contra decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal”.

    No entanto, ao longo da tramitação da mensagem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o então deputado Jarbas Lima, hoje professor de direito constitucional da PUC do Rio Grande do Sul, apresentou um voto em separado pedindo a supressão do trecho que previa o fim dos embargos. E argumentou:

    — A possibilidade de embargos infringentes contra decisão não unânime do plenário do STF constitui importante canal para a reafirmação ou modificação do entendimento sobre temas constitucionais, além dos demais para os quais esse recurso é previsto. Perceba-se que, de acordo com o Regimento Interno da Suprema Corte (artigo 333, par. único), são necessários no mínimo quatro votos divergentes para viabilizar os embargos — explicita o voto do deputado.

    Lima ainda defende a necessidade de manutenção dos embargos justamente pelo fato que hoje tanto anima os condenados do mensalão: a possibilidade de uma nova composição do tribunal levar à revisão de condenações:

    — Se a controvérsia estabelecida tem tamanho vulto, é relevante que se oportunize novo julgamento para a rediscussão do tema e a fixação de um entendimento definitivo, que depois dificilmente chegará a ser revisto. Eventual alteração na composição do Supremo Tribunal no interregno poderá influir no afinal verificado, que também poderá ser modificado por argumentos ainda não considerados ou até por circunstâncias conjunturais relevantes que se tenham feito sentir entre os dois momentos. Não se afigura oportuno fechar a última porta para o debate judiciário de assuntos da mais alta relevância para a vida nacional — diz.

    Apesar de o deputado Djalma de Almeida Cesar, que era o relator da matéria, ter defendido em seu primeiro voto a extinção dos embargos, conforme proposto por FHC, ele muda de posição ao longo da discussão e, no voto final, que acaba se transformando em lei, recebe a sugestão de Jarbas Lima e suprime o trecho que punha fim aos embargos. Na avaliação do doutor em direito Constitucional pela PUC-SP Erick Wilson Pereira, a existência desse debate dentro do Congresso dará novo argumento para os defensores dos embargos:

    — Você deve levar em consideração qual foi a vontade do legislador. Quando o plano da expressão não consta em determinado texto normativo, no conteúdo você pode levar em consideração o que o legislador debateu. Esse fato não foi debatido em nenhum instante. Se tivessem ciência disso, pode ter certeza que os defensores teriam levantado isso. É um fato novo — explica.

  2. Senhor Ministro Celso de Mello, seja responsável e não deixe o Brasil cair em uma Convulsão Social por causa do protecionismos a Ladrões. Aja com dignidade e respeito a sua Pátria.

  3. Vejamos então o desfecho do, “Dilema do decano”, editorial de hoje do jornal FSP:”Que o recurso venha a acarretar, para José Dirceu, a conversão de sua pena do regime fechado para o semi-aberto é algo que frustrará pesadamente parcelas consideráveis da opinião pública, já exausta e descrente de um Judiciário bizantino e um sistema político que parecem talhados à encomenda dos interesses da delinqüência, do desplante e do crime.” Vamos por partes, à moda Jack Estripador. Em primeiro lugar, o voto do decano, na quarta-feira, em síntese apertada, dirá apenas e tão-somente se recebe ou não os embargos infringentes, que, obviamente receberá, por dever de ofício e até desencargo de consciência, máxime tendo em vista a sua formação democrática e legalista, consciente de que, tecnicamente, negar o recebimento dos infringentes constitui uma grave violação aos princípios mais básicos e mais elementares do Direito e da Justiça Criminal e Constitucional.E, por ora, é só isso. O resto será conseqüência. Poderá continuar tudo como dantes ou acrescentar-se algumas correções se for o caso, até para salvar a reputação jurídica e o currículo dos próprios Ministros, porque não é nada fácil para estes e seus descendentes ostentarem à posteridade a pecha de nazi-fascista e protagonistas de um julgamento de exceção. Por outro lado, voltando à vaca fria do editorial da FSP, ligação partidária por ligação partidária, deve-se dizer que Gilmar tem ligações fortes com o PSDB de FHC e CIA, Aurélio com o PRN de Collor, Joaquim e Fux, quiçá seduzidos pelo PIG, ante até a possibilidade aventada pelo Newton, seguem na balada de Gilmar e Aurélio. Quer dizer então que, pela lógica do editorial em questão, se o quarteto acima mencionado conseguir colocar o desafeto político histórico, que os venceu nas urnas por três eleições consecutivas, na cadeia, ainda que, para isso, atropelando direitos e garantias constitucionais fundamentais do indivíduo, o Judiciário deixará de ser tudo isso aí que a FSP o acusa ? Então tá. Bela Democracia, essa hein ? Por fora bela viola e por dentro pão bolorento. Urge avisar o Frias, aparentemente sem memória, que o Judiciário, e o sistema político, estruturalmente falando, especialmente o STF, ainda são os mesmos dos 21 anos de ditadura militar, com a qual o dito cujo jornal se mancomunou, serviu gostosa e ricamente, e à sombra da qual enriqueceu-se, à exemplo do globo, doravante gollpista-ditatorial confesso, tb via editorial. Que autoridade moral têm esses detritos autoritários da tinhosa, ditadura militar, criminosa e assassina, continuada e permanente, chupada por elles até vira bagaço e depois descartada no lixo da história, para falar essas coisas agora contra o Judiciário brasileiro, tentado obrigá-lo a comer em suas mãos, fazer seus gostos, atender a seus caprichos, idiossincrasias e defenestrar seus desafetos políticos históricos, como se o Poder Judiciário fosse uma espécie novel de jagunço do do PIG. Fala sério. Que país é este ? Se tivermos que compactuar com essas aberrações, sujeiras e excrescências para nos tornarmos Presidente, com P maiúsculo, deste País para podermos passá-lo à limpo porque, nos últimos 20 anos, nos demos ao trabalho de pensamos, elaboramos e desenvolvemos Projetos Alternativos nesse sentido, renuncio aqui e agora a nossa pretensão, e o JB que faça bom uso dessa cocolândia, caso tenha pretensão de ser presidente à moda vale tudo para chegar lá, como sempre aconteceu neste país e até por isso somos o que somos. Todavia, se entenderem que a paz, o amor, o perdão, a conciliação nacional, a união e a mobilização em torno da Mega-Solução (RPL-PNBC-ME), é a Travessia mais inteligente, mais sensata, mais verdadeira e mais eficaz que temos a fazer adiante do ciclo histórico que está de fato encerrado, posto que evoluir é preciso, pois então contem conosco, vida nova e simbora para o futuro. Verdade seja dita, Justiça seja feita.

  4. A miséria da alma humana

    O Jornalista Helio Fernandes, passou por implacáveis perseguições da ditadura militar, inclusive, arbitrárias prisões e destruição total da redação da Tribuna da Imprensa pelos terroristas da ditadura militar, não poderia estar acreditando que o esdrúxulo julgamento-show-mensalão, de Joaquim Barbosa, estaria buscando fazer justiça.

    Fica muito perceptível a mão invisível da velha turma, por detrás de muita coisa, não só do vergonhoso julgamento-show-mensalão e das chamadas “manifestações de ruas”. Foram beneficiados pela inacreditável Lei da Anistia Ampla e Geral, concedendo-lhes perdão por todos os crimes praticados, de torturas, assassinatos, sequestros, terrorismos, desaparecimentos, e outros mais. A pesar disso, insistem e não dizer onde estão os desaparecidos. Não satisfeitos, investem com todas as forças nesse julgamento-show-mensalão, que lamentavelmente, não é justiça coisa alguma.

    O inacreditável julgamento-show-mensalão, inclusive, baseado no domínio do fato, nem mesmo seria sinalização de contundente exemplar virada histórica da Justiça, contra a muito velha e conhecida impunidade de nossas elites, em variadas roubalheiras, corrupções, entreguismos, traições à Pátria e outros crimes. Ninguém em perfeito juízo poderia estar acreditando em semelhante possibilidade. Sem chance alguma. Lamentavelmente, os poderosos e ricos continuarão tendo toda a cobertura que sempre tiveram.

    Lugar de ladrão, corrupto e de entreguistas é na cadeia, principalmente os grandes e poderosos. Assim deveria ser. Mas não é. Todos sabem disso. A própria natureza do sistema capitalista é porta aberta para grandes e poderosos corruptos, ladrões e entreguistas, atuando de modo direto e ou indireto. Raramente condenados. Nunca, jogados nas imundas cadeias como os milhares de pobres e excluídos, em anos de reclusão, por roubos de besteiras qualquer, até mesmo, pão, pacote de manteiga, chinelos, etc. É a justiça dos homens.

    Enquanto isso, incontáveis conhecidos poderosos, altamente suspeitos, alguns deles, com provas definidas em arrastados processos, por roubos muitas vezes maiores do que os apontados no julgamento-show-mensalão, prosseguem dando cartas, eleitos, reeleitos, debochados, livres e impunes. Dançam conforme a música do sistema. Por isso mesmo, nada lhes acontecem. Que Deus tenha infinita piedade de nossas almas.

  5. Advogado é advogado. Sua arama é a palavra.
    Falam hoje o contrario do que disseram ontem e convencem do mesmo jeito.
    Os ministros são advogados e foram dos melhores do país na profissão, por isso chegaram ao STF.

    Quem percebe a natureza humana sabe que não se pode confiar na própria mente, quanto mais na do semelhante.

    Enfim, o mundo se divide em meia dúzia de céticos e bilhões de crentes.
    Amém.

  6. Se Joaquim jogasse a toga ao chão e a pisoteasse, mostraria somente ser um juiz parcial, o que por si já colocaria o julgamento sob suspeição. Decerto não assistiremos à tal cena.

  7. Ministro do Trabalho

    Manoel Dias Ministro do Trabalho foi entrevistado pelo IG e disse coisas muito importantes sobre os acontecimentos no seu ministério: 1) Estive com a presidente Dilma falando sobre a operação Esopo e Pleno Emprego da DF. A operação Esopo foi feita em cima de gravações realizadas pela DF de funcionários que mantiveram com pessoas das entidades contratada, mas na maioria dos casos não dados que tipifiquem crime.O secretário executivo Paulo Pinto e o secretário SPPE não estão envolvidos. 2) Sobre a garantia de que permanecerá no Ministério: Primeiro não existe garantia para ninguém. A coisa mais fácil é mudar ministro. A presidente manifestou que não quer que a gente saia do governo. 3) Perguntado se existe uma quadrilha no ministério como apontou o ex-ministro Brizola Neto: Isso significa despreparo político. Até porque ele também exerceu as funções de ministro. Os convênios são feitos de maneira republicana. O PDT não tem governador e o percentual de prefeituras do PDT nos convênios é insignificante. 4) Sobre considerar-se vítima de uma injuntiça: Totalmente. É uma grande injustiça. É uma violência que estão praticando contra pessoa e contra o partido. Nosso partido historicamente sempre participou de grandes projetos governamentais. Foi governo federal com Getúlio Vargas, João Goulart e nunca houve condenação por má gestão de dinheiro público.
    5) Sobre o suporte que Lupi lhe tem dado: Querem criar uma imagem de que Lupi é o dono do Ministério. Lupi é o presidente do Partido. A decisão para eu ter vindo para o Ministério foi resultado do apoio de 95% do partido e da maioria absoluta da bancada do Congresso Nacional. Portanto eu aqui represento o partido.
    6) Sobre a relação com Lupi: Sou amigo pessoal dele. Ou vão querer me dizer agora de quem posso ser amigo? E considero que foi uma injustiça o que que fizeram em relação a ele. Sua demissão do Ministério foi injusta. Muito injusta.
    7) Sobre corrupção: O maior motor da corrupção é a impunidade. Não há condenação E acho que aí, de todos, o mais eficiente combate é a transparência.

  8. Hélio houve uma época, vai longe, que a luta do século fora a de Eduardo Firpo(argentino) X Jack Dempsey. Diz a lenda que os dois se revesaram em todos os rouds um batia todo o roud só embaixo, o outro batia em cima, até o final da luta. Dizem que na primeira luta Firpo ganhou e Jack foi ajudado pelos juizes; nas outras duas lutas ganhou Jack. Todas lutas Joe Louis foram históricas até quando ele foi derrotado por Rock Grazziano que ficou conhecido como Rock Marciano. Tinha havido uma eliminatória para que Joe Louis que estava afastado há muito tempo pudesse aspirar o título. Joe lutou contra Rolando de La Starza e segundo a lenda foi ajudado pelos juizes saindo vencedor. Na Luta em que perdeu para Rock Marciano, Davi Nasser não perdeu tempo: Na revista “O Cruzeiro” estampou a fotografia de Joe Louis caido; em pé Rock Marciano e a manchete: Não deixa de ser triste o fim para este que foi um grande campeão.

  9. O Min. Barroso é um grande humanista? O que o fez mudar?
    • Trecho artigo ‘O juiz e a sociedade’, de Merval Pereira.
    Publicado no Globo deste domingo.

    …O ministro Luis Roberto Barroso certamente não ignora o que fez o povo sair às ruas para pedir o fim da corrupção, que é o cerne do que se discute nesse momento. Portanto, quando diz que não está à cata de “manchetes favoráveis”, mas sim de fazer o que acha certo, está ao mesmo tempo desprezando, com uma visão personalista, a opinião pública e a imprensa que a expressa em regimes democráticos. Não é um bom sinal, e nem mesmo combina com a imagem de humanista com que Luis Roberto Barroso sempre foi reconhecido.
    E, sobretudo, vai de encontro a textos dele mesmo, como o que se segue, de 2008, sobre “a opinião pública”. Escreveu Barroso:
    “O poder de juízes e tribunais, como todo poder político em um Estado democrático, é representativo. Vale dizer: é exercido em nome do povo e deve contas à sociedade. Embora tal assertiva seja razoavelmente óbvia, do ponto de vista da teoria democrática, a verdade é que a percepção concreta desse fenômeno é relativamente recente. O distanciamento em relação ao cidadão comum, à opinião pública e aos meios de comunicação fazia parte da autocompreensão do Judiciário e era tido como virtude. O quadro, hoje, é totalmente diverso”.
    Mias aqui: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/o-juiz-e-a-sociedade-de-merval-pereira/

  10. O Supremo … é supremo em quê? Ele decide, ele muda de opinião, ele revê a revisão do que havia sido revisto … Depois de decisões que levam meses, ele aceita cheque ou cartão, ops, quer dizer, aceita recursos dos recursos dos recursos … na eterna e suprema eternização do fato.
    O Supremo … hoje é um restaurante fétido na beira de uma estrada esburacada, servindo comida estragada e apodrecida, através dos seus garçons-escroques, como Lewandówski, Toffoli, Zaváski e Borroso, ops, quer dizer, Barroso. É um serviçal de qualquer presidente que nomeie gente com estes “saberes ilibados” (argh!!!).
    Hoje os Supremos Mandatários do “Supremo” são Dirceu, Dilma e Lixo Inato. Amanhã … serão Aécio ou Campos, ou Marina … ou … ou … qualquer um serve, contanto que as leis sejam aplicadas em conformidade com os parâmetros inseridos nas dogmatividades corruptórias, crapulentas e charlatanistas, às quais o contexto brasileiro encontra-se aprisionado.
    Jaguar!!! Helio!!! Lá vai:
    Há! Há! Há! Ou … como faria o Jaguar no Pasquim. “A Vomitada da Semana”, vai para o … Supremo!!! (Supremo de frango, com banana, etc … servido generosamente lá naquele restaurante!!!)

  11. O rebate falso, a confusão e o engodo das ruas, na verdade foi mais uma tentativa de mais 171, em pleno século XXI, praticado pelas mesmas velhas hienas gollpistas-ditatoriais sempre de plantão e que induziram grande parte do povo em erro para conduzí-lo outra vez como boiada a ser conduzida às velhas fazendas das velhas heranças malditas. Desta feita, porém, foram detectados e denunciados, ato continuo pelo plantão Democrático, e daí, no ar, sem escada e com a broxa da mão, reduziram-se ao que realmente são: um bando de máscarados, enrustidos, mercenários, violentos, baderneiros e vandálicos, ou seja, a turma da kombi, cujo filme restou queimado junto à opinião pública séria e a sociedade consciente. À evidência,não foi a RPL que saiu às ruas, muito embora os gollpistas-ditatoriais malandros, historicamente desmoralizados, tentaram fazer o povo crer que era Ela, criando assim o rebate falso, a confusão e o engodo, gollpe esse logo detectado e denunciado ao povo brasileiro que, agora, está mais esperto do que nunca,e, dotado de olhos de lince, sabe separar o trigo pacífico e democrático do joio violento, gollpista, ditatorial e vandálico.

  12. Quem é Merval para falar em ‘desmoralização’ do Supremo?

    Há um certo alarido no twitter neste final de semana contra um artigo de Merval no Globo.

    Li o texto, e o que mais me impressionou foi a cara de pau do autor. Merval quer mesmo que acreditemos no que ele escreve? A mesma pergunta se pode fazer a outros colunistas do gênero: eles desejam mesmo que o leitor acredite no que escrevem?

    Vejamos.

    No texto que li, Merval diz que o Supremo pode entrar num processo de “desmoralização” caso – evidentemente – os recursos infringentes sejam aprovados.

    Que autoridade tem Merval para dizer isso? Ora, ele é um dos principais colunistas de uma corporação que lesa o país há décadas.

    A Globo, recentemente, foi desmascarada numa sonegação de 1 bilhão de reais, em dinheiro de hoje. Num golpe que dá cadeia em países socialmente mais avançados, a Globo comprou os direitos da Copa de 2002 e, para fugir dos impostos, afirmou que estava investindo no exterior.

    Não bastasse, o processo que prova o caso quase que desapareceu pelas mãos de uma funcionária da Receita – libertada pelo ínclito Gilmar Mendes. O sumiço beneficiaria apenas e apenas a Globo, e conta muito sobre o Brasil e sua mídia que jornal nenhum tenha corrido atrás do caso.

    O próprio Merval, embora presente em virtualmente todas as mídias da Globo, é PJ na empresa. Com isso, ele e empregador pagam menos impostos do que deveriam.

    E ele vem falar de “desmoralização”?

    Merval poderia tentar fazer este ponto aos jovens que justificadamente esculacham a Globo, símbolo da iniquidade e das mamatas nacionais.

    Que tal?

    Pessoalmente, duvido que ele acredite no que escreve. Acho que, como um ator de novelas, ele faz um papel. Há sempre a hipótese de ignorância também: colunistas conservadores parecem desconhecer a pilhagem histórica do dinheiro público pelas empresas jornalísticas. O BNDES sempre foi generoso, os anúncios oficiais eram pagos com tabela cheia quando os demais anunciantes tinham descontos colossais, não era e não é cobrado imposto sobre o papel etc etc.

    O Supremo não corre risco de desmoralização. Por uma razão: já está completamente desmoralizado. Ou merece respeito uma corte cujos integrantes mantêm uma relação promíscua com jornalistas e escritórios de advocacia? (A foto deste artigo, em que Merval confraterniza com Gilmar Mendes, é um horror ético.)

    Fux estava recebendo uma festa de aniversário do dono de um grande escritório carioca. O presente absurdo só não se realizou porque a história vazou.

    Joaquim Barbosa pagou uma viagem a uma jornalista do Globo – num avião da FAB – para que ela escrevesse matérias (pagas, usemos a palavra certa) sobre nem se sabe mais o que na Costa Rica.

    O mesmo JB gastou 90 mil reais do dinheiro público para reformar banheiros do apartamento que lhe cedem em Brasília. E ainda conseguiu um emprego para seu filho na Globo.

    Ora, com que isenção ele poderia julgar, por exemplo, o caso de sonegação da Globo?

    Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes se entregaram nesta semana a uma indecente chicana para evitar o voto decisivo do decano sobre os recursos infringentes. Com isso, a pressão sobre Celso de Mello pôde ser redobrada. É só ver coisas como o próprio artigo de Merval e a capa da Veja desta semana com o decano.

    Desmoralização? De quem?

    Ficou claro, no Mensalão, que o método de escolha dos juízes não poderia ser pior. O critério é político e não técnico. Lula, como se sabe, escolheu Joaquim Barbosa por ser negro e não por ser brilhante – a que preço.

    FHC é responsável por Gilmar. Dilma conseguiu escolher Fux porque ele, num lobby insano, prometeu “matar no peito” o caso do Mensalão. Outra vez, a que preço.

    Tudo isso – tornado público – transformou o STF numa piada. Merval parece fingir que leva o STF a sério, mas acho que a fala de Wellington se aplica aqui: quem acredita nisso acredita em tudo.

    A fala empolada e cínica dos magistrados – “os magníficos votos” de cada um são sempre sublinhados por quem vai contra tanta magnificência – torna, além do mais, o STF distante dos brasileiros médios.

    Na Inglaterra, o juiz que cuidou dos debates sobre os limites da mídia – Brian Leveson – se expressava num inglês claro e compreensível a qualquer britânico alfabetizado.

    Você não consegue desmoralizar o que já está desmoralizado, a despeito de perorações como a de Merval – ele mesmo sem muito crédito para falar em moral.

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

  13. A DECÊNCIA TEM A PALAVRA

    João Gomes JOÃO GOMES
    13 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 18:28
    Celso de Mello, até então reverenciado por quem não trata de casuísmos e interesses difusos como ministro já histórico, como irá escrever o seu nome na história, notadamente em face da prostituição público/política do debate?

    Em França, conta Evandro Lins e Silva em sua obra imortal A Defesa tem a Palavra (aide, 3ª edição, 1991, pg. 33), que no debate de uma causa, Cesar Campinchi, atuando na acusação, invocou a opinião pública em seu favor. Na ocasião rebateu-o Vicent Moro Giaferri (o defensor):

    “Maître Campinchi vos dizia a toda hora que a opinião pública estava sentada entre vós. Expulsai-a, essa intrusa. É ela que ao pé da cruz gritava: “Crucificai-o”. Ela, com um gesto de mão, imolava o gladiador agonizante na arena. É ela que aplaudia aos autos da fé da Espanha, como ao suplício de Calas. É Ela enfim que desonrou a revolução francesa pelos massacres de setembro, quando a farândola ignóbil acompanhava a rainha ao pé do cadafalso. A opinião pública está entre vós, expulsai-a, essa intrusa… Sim, a opinião pública, esta prostituta, é quem segura o juiz pela manga”.

    Passados mais de dois séculos do evento, ontem, no Supremo, ouvi dois juízes debatendo: um dizia dever respeito a opinião pública; outro à sua consciência…

    Lembrei-me, na hora, de Evandro. Lembrei-me, também de Vitor Nunes leal, e de outros ministros que foram cassados pelo regime de chumbo, por conta de deferirem ordens de Habeas Corpus em desagrado aos interesses do regime de exceção – aquele regime que, recentemente, um veículo de comunicação de conceituada família midiática assumiu ter auxiliado…

    Evandro segue, até hoje, reverenciado como um dos maiores (inclusive deixou-nos o Técio para continuar sua belíssima história); Vitor Nunes leal deixou um legado tão magnífico que se pode dizer que ninguém menos do que o grandioso Sepúlveda Pertence foi seu dileto discípulo…

    E Celso de Mello, até então reverenciado por quem não trata de casuísmos e interesses difusos como Ministro já histórico, como irá, efetivamente, escrever o seu nome na história, notadamente em face da prostituição público/política do debate?

    Não sei e nem tenho a pretensão de sabê-lo. Abomino, entrementes, como cidadão e Advogado, o teatro consumitório que lhe preparou a banda política da Corte Suprema.

    Rogo, todavia, que ele decida de conformidade com sua consciência, suposto que o mais famoso dos juízes que ouviu a opinião pública foi Pôncio Pilatos, que não deixou saudade nem o nome em bom destaque histórico sendo, sempre e somente, lembrado por ter se acovardado em face da opinião pública que, hoje, deve ser entendida enquanto opinião publicada.

    Em tempo: pedirão desculpas, outra vez? Quando?

  14. Basta o exemplo do que aconteceu com os traidores Alexander Litvinenko e Anna Politkovskaya para concluir que o fabuloso patriota e presidente da Federação Russa Vladimir Putin está certíssimo, ao eliminar todos os conhecidos traidores da Pátria Russa.
    Traidores precisam mesmo ser eliminados.
    Anna Politkovskaya era uma traidora despudorada e notória. Recebeu a cidadania americana, se formou nos EUA e retornou à Rússia para ajudar a separação da Chechênia. Tinha mesmo que ser executada.
    O prestígio atual do Presidente Putin é altíssimo, no seio de seu povo.
    A Rússia estava precisando mesmo de um novo Alexander Nevsky.
    Como se sabe, em 1242 a Rússia sofria constantes invasões pelos cavaleiros mongóis. Mas naquele mesmo ano, o píncipe pescador Alexander Nevsky, que já havia derrotado os finlandeses nas margens do rio Neva, soube da invasão ao país promovida pelos cruzados cavaleiros teutônicos. O povo se mobilizou e o escolheu como seu comandante, tal como faz agora, em relação ao patriota Vladimir Putin. Apesar de a maioria das vitórias serem teutônicas, quando estes dominavam a cidade de Pskov, com a ajuda de cães traidores, são batidos por Nevsky na Batalha do Gelo. Em 1938 a Rússia estava também na iminência de ser atacada pelos nazistas, situação que espelha os acontecimentos de 1242. Nevsky poderia ser denominado de Príncipe Socialista.

  15. Caro Flávio Caldas, aproveitando o gancho do excelente artigo do João Gomes, relembrando o grande libertário Evandro Lins e Silva, como tantas vezes aqui citado pelo também grande Hélio Fernandes, não nos esquecemos que foi essa mesma opinião pública, “esta prostituta”, então comandada pelo golpista Lacerda, que puxou o gatilho do revolver assassino que levou Vargas à morte; que depôs o governo constitucional de Jango e instaurou uma ditadura cruel, que levou à morte milhares de brasileiros e, de modo ensandecido, torturou outros tantos cidadãos.
    Quando Lacerda conspirava em causa própria (tal como JB faz hoje) não imaginava que seria, ele próprio, vítima de suas insanas torpezas, eis que preso pela ditadura (talvez, por ela, assassinado), logo após a edição do AI-5, que deu ao regime militar ditatorial “poderes” para reprimir quem bem entendesse: fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos eletivos, suspender por dez anos os direitos políticos de qualquer cidadão; intervir em Estados e municípios, decretar confisco de bens por enriquecimento ilícito e suspender o direito de habeas corpus para crimes políticos, assim julgados pelos ditadores de plantão, sem direito de defesa, tal como os ministros velhacos do STF de hoje querem aplicar, suprimindo, no grito, recursos de defesa constitucionalmente assegurado a qualquer cidadão.
    Não se iludam, foi essa mesma opinião pública, “esta prostituta”, que que respaldou, para não dizer incentivou, o massacre da mídia independente, caso desta honrada TI, que sob a liderança do bravo Hélio Fernandes não se vergou ao autoritarismo e nem aceitou participar do butim das riquezas nacionais. Ora, não foi por acaso que os barões da mídia, ilicitamente, se tornaram bilionários, segundo a Forbes.
    Essa é a razão porque se está invocando a mesma opinião pública, “esta prostituta”, para respaldar as grosseiras manipulações feitas no julgamento do Mentirão (crédito para a brava jornalista Hildegard Angel) para condenar, sem provas, os dirigentes do PT, porque foi esse partido que lhe retirou o poder e a fonte de seus enriquecimentos ilícitos.

  16. Para os membros da Casa Grande, não sendo a questão da segurança pessoal, ainda não causou grandes mudanças em seus hábitos e apeteceres a internacionalização da economia, afinal alugar um serviço de segurança não custa um “olha da cara”. Já entre a criadagem, – pistoleiros, professores, artistas e helenas -, até o jornal dos nossos olhos e dentes, ganha outras utilidades além de embrulhar o peixe na feira. Para a Brasil Senzala, tal qual em China, Coréia do Norte, Cuba e outros paises periféricos, seja, economias sublocadoras de mão de obra barata (também mercado consumidor e laboratório de experiências), a única saída tornar-se a cachaça e o circo, parte do pão com margarina e outra com muita oração, bunda de fora e blá blá blá.

    Empresario brasileiro está virando testa de ferro (Eike), breve tornar-se-á atravessador/camelô…o assalariado, além de animal de tração e matéria prima de órgãos humanos para implantação, também, para fabricação de sabão para higienização de animais de estimação de ladies, fulanas, cicranas, beltranas de tal.

  17. Permita-me, Mestre Hélio, respeitosamente, fazer uma pequena correção:
    Max Schmeling foi, sim, campeão do mundo: em 1930 enfrentou Jack Sharkey e foi proclamado vencedor quando seu adversário foi desclassificado por desferir um golpe baixo. No mais, seu artigo está primoroso como sempre. Um abç.

  18. Em tempo: já que o Aquino citou a luta(na verdade uma guerra..) entre Dempsey e Firpo, permitam-me dize-lo: foi realmente uma das mais eletrizantes de todos os tempos. Dempsey derrubou o Argentino nada mais que SETE vezes só no primeiro round….Firpo, por sua vez pÔs Dempsey na lona duas vezes, uma delas jogando-o fora do ringue, Os testemunhos dão conta que Dempsey foi ajudado pelos repórteres a voltar ao ringue antes da contagem, e derrubar o argentino no segundo round mais duas vezes, a segunda definitivamente. O vídeo da luta, embora de qualidade ruim, pode ser visto no Youtube.

  19. Helio Fernandes, aplaudo tudo o que você escreveu. À sua lista de pesos-pesado só acrescentaria George Foreman, com sua força sobre-humana. E também que, numa hipotética luta contra qualquer outro dos que você mencionou, Mike Tyson teria ganho por nocaute. Nunca houve um lutador com tamanha combinação de força, rapidez e precisão nos golpes.

  20. Mas se Deus é o Criador de tudo, o que chamam de causa causorum, então ele se autocriou! Mas para ele se autocriar, ele já tinha que existir antes de ser criado. Não só se autocriou, como também criou o Belzebu.
    Quer dizer, caríssimo Shossland, que Belzebu é criatura de Deus.
    Achei interessante, nessa história do livro de Jó, que Belzebu (ou Belian) estava lá quietinho, sem perturbar ninguém, quando o Senhor puxou conversa com ele, perguntando de onde ele vinha! Incrível, o Senhor não sabia de onde ele vinha! Mais ou menos assim: Olá, amigo Belzebu, de onde tu vens?
    Certa vez, há muito tempo, bem antes de as estrelas caírem, estava eu em um comboio em Lisboa em direção a Sintra. Perguntei a uma senhora se demorava muito a chegar. Imediatamente fui censurado por um portuga que me disse: “Em Portugal um cavaleiro não dirige a palavra a uma dama!”
    Mas o Senhor puxou papo com Satanás.
    Eis mais uma passagem mostrando que a Bíblia foi escrita por homens incultos e ignorantes geocêntricos. Chamavam o espaço sideral de “abóboda celeste”.
    Vou procurar esse pastor Feliciano para ele me dar umas explicações bíblicas.

  21. Vocês todos,todos!!! (kkk)
    Vocês não mencionaram o grande SUGAR RAY ROBINSON!!! Esse cara mudou de categoria seis vezes e foi campeão em todas!!! Do estilo dele (caminhar para trás, jabeando e jabeando) surgiu o espetacular, fenomenal e eterno gênio Cassius Marcellus Clay, Jr ou … Muhammad Ali.
    Mas o campeão mundial dos pesos-pesados que por mais tempo reteve o título foi Larry Holmes: 19 anos contra 17, do Joe Louis (O Demolidor de Detroit). Curiosidade: Holmes era sparring do já Muhammad Ali. Preparando-se para a Luta do Século (a primeira chamada assim) no Zaire, contra o “monstro” George Foreman, Ali disse: “Vou derrotar o George, pois nos treinos já consigo ganhar do Holmes”. E após ficar na defensiva por seis rounds, Ali desferiu um direto em George, que caiu. Vitória! Éder Jofre (nosso inesquecível Galo de Ouro!!!) disse depois da luta para seu filho Marcelo: “Ali lutou como o Flamengo, não se entregou nunca, mesmo tendo apanhado tanto”.
    Nota triste. Depois … Ali (já ‘velho’ desafiou Holmes … e foi impiedosamente nocauteado, assim como Joe Louis foi, quando enfrentou Rocky Marciano, que o tinha como ídolo quando menino. Na saída do estádio, Madison Square Garden (o templo das grandes lutas, em NYC), Marciano não quis dar entrevistas. “Estou arrasado”, disse.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *