“Quando é que vamos parar de falar de Lula?” – pergunta o novo presidente do STJ

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Noronha diz que até dezembro o STJ julga recursos de Lula 

Bernardo Bittar
Correio Braziliense

O ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), criticou o parecer de dois integrantes do comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata sobre a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O Judiciário não pode se curvar. Não somos uma colônia. Quem julga os processos que envolvem o povo brasileiro é a Corte do Brasil”, afirmou ontem, durante café da manhã com jornalistas. O documento do comitê da ONU, emitido a pedido do PT, diz que o país deve respeitar o direito de Lula — preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro — de se candidatar novamente à Presidência da República.

Além de reprovar a tentativa de interferência das Nações Unidas nas eleições brasileiras, Noronha disse que a discussão sobre a candidatura do petista tem tomado o espaço que poderia ser destinado ao debate de propostas para o pleito.

NOVA AGENDA – “Quando é que vamos parar de falar de Lula? Precisamos começar a falar da retomada do país. Precisamos reassumir uma nova agenda”, frisou. O ministro ressaltou que não julga processos pela capa, mas que deve dar celeridade aos eventuais recursos sobre o ex-presidente que chegarem ao STJ.

“A expectativa é de que as questões envolvendo o ex-presidente Lula sejam julgadas até dezembro. Esse tipo de processo deverá ser analisado pelo ministro Félix Fischer (relator da Lava-Jato no tribunal), que mantém rigorosamente os prazos dos processos em seu gabinete”, apontou. O presidente do STJ negou que houvesse algum tipo de competição em torno de casos polêmicos, que dão publicidade a quem os julga. “

Juiz tem que falar pelos autos”, disse, antes de assumir que existe briga de egos e politização entre magistrados brasileiros.

AUMENTO SALARIAL – Questionado sobre o orçamento do Judiciário, que deve ser impactado pelo aumento de 16,3%, o ministro previu dificuldade de realocar verbas para o pagamento do reajuste. Ele disse, porém, que vai cumprir a lei, mas terá de pensar como fazê-lo sem criar um passivo. “A inadimplência não fica bem para a Justiça.”

A remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é de R$ 33,7 mil. Com o aumento, passa a ser R$ 39,2 mil. O acréscimo terá impacto nos contracheques dos magistrados de todo o país, cujos vencimentos são calculados proporcionalmente ao dos ministros da Suprema Corte.

REFORMA – A reforma do Judiciário foi tratada por Noronha como algo palpável, necessária para o bom funcionamento da instituição. “Precisamos redefinir o papel e a competência do STF, do STJ, do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Precisamos reavaliar como colocaremos a Justiça para funcionar de maneira mais eficiente.”

As ideias do ministro, entretanto, não devem aumentar os gastos do já oneroso sistema judiciário. “Temos de colocar as pessoas no lugar certo. Aumentar a produtividade sem fazer concurso. Um monte de juiz e de servidor está nos lugares errados. Precisamos parar de crescer”, ponderou. Para ele, houve no passado uma expansão, com instalação de varas federais em lugares onde não havia demanda para isso. A única maneira de realizar esses feitos, defendeu, é pelo desenvolvimento de um trabalho meticuloso, em equipe. O mandato dele dura até 2020.

10 thoughts on ““Quando é que vamos parar de falar de Lula?” – pergunta o novo presidente do STJ

  1. Parabéns, pelo que disse. O Brasil deve tomar uma atitude enérgica contra este comitê. Nosso maior problema é os três membros do apocalipse que atuam no stf que ficam protegendo os corruptos deste País.

  2. Perfeito o comentário do Presidente do STJ. O Brasil não pode ser tratado como colônia da ONU. O judiciário brasileiro não pode ter sua autonomia subtraída por um organismo estrangeiro que dá ordens sem sequer se inteirar acerca do que está opinando.
    A ONU tem, ou pelo menos tinha, entre os muitos órgãos inúteis de sua superburocracia um comitê de descolonização. Agora quer nos tratar como colônia.

    • Concordo Pedro. Fico até pensando o que diria Carlos Lacerda e outros, de todos os partidos daqueles tempos. Exemplos : Gustavo Capanema, Pedro Simon, Miguel Arrais, Carvalho Pinto. Entravam na política e na vida pública, às vezes RICOS, e saiam pobres.

  3. essa tal de onu SEMPRE foi uma entidade suspeitíssima.
    FACCIOSA !
    e, atualmente, está dominada por uma CORJA DE BANDIDOS (sem qualquer redundância).
    BANDIDOS DE ALTA CAFAJESTAGEM [como se fosse possível haver bandido não cafajeste !]

  4. O silêncio da “troika togada lulopetralha” é ensurdecedor , será que eles sabem das múltiplas viagens e reuniões com a canalha lulopetralha e as ordens emanadas do “capitão do mato de Lula” com mais de 30 anos de cadeia livre e solto Brasil afora conclamando a militância corrupta para a guerra ???

  5. Senhores ministros e senhoras ministras de S.T.F., S.T.J. e membros de todos os demais órgãos que compõem o Poder Judiciário brasileiro.

    O cenário todo está no Domínio Público. Nada do que está aqui expresso é uma novidade.
    Estamos, continuamente, todos nós brasileiros, vendo o Poder Judiciário nacional ser achincalhado por um agrupamento que se diz partido político e seus satélites.
    Tratam a coisa como sendo chicana, termo gracioso para enganar o poviléu, mas o que vemos é contestação feita de má-fé, uma manobra capciosa, uma trapaça, uma tramóia.
    Isto não é mais chicana.
    Senhores e senhoras, vocês ainda não perceberam que é uma rematada avania ? Avania, sim ! E a Justiça sofre toda essa avania e a aceita; passiva, submissa, jugulada ! Por que ?
    O que as esquerdas estão fazendo repetidamente com o Poder Judiciário é DEBOCHE, ZOMBARIA, ESCÁRNIO, SARCASMO, MOFA. Assim entende o brasileiro comum.
    O próprio condenado Luís Inácio da Silva, em conversa gravada pela Polícia Federal – e já no Domínio Público também, declarou em alto e bom som que “o STF está acovardado” e ficou por isso mesmo! Ainda não estava condenado, mas uma Procuradora do Ministério Público Federal disse ser “o maior ladrão da história da humanidade”!
    Não me venham, nem nos venham, com argumento falacioso de que É A LEI, ESTÁ NA LEI!
    Tenho reiterado uma indagação que faço com absoluta seriedade, inclusive citando a mim mesmo, mas que até esta data ainda não obtive resposta e desejo tê-la!
    Repito-a:
    Se toda essa avacalhação [não há termo mais pertinente, mais apropriado!] fosse perpetrada por um simples e anônimo cidadão (por mim mesmo, já referi!), qual seria a atitude dos senhores e senhoras ? Não já o mandariam (o cidadão), prontamente, prender, já não seria réu em processo(s) ?
    Senhores e senhoras do Judiciário, vocês ainda não perceberam que O POVO os vê com olhos reveses? O POVO, que percebe remuneração de UM APENAS salário-mínimo, refuga quem ganha, além de vários e suspeitíssimos adicionais, valor quarenta vezes maior. O POVO os vê privilegiando sempre – É INDUBITÁVEL e flagrante – os mais aquinhoados e os melhor situados na vida.
    E os vê, também, ser levados no deboche, zombaria, escárnio, sarcasmo, mofa, achincalhe, avania, avacalhação, chicana e muito mais! ATÉ QUANDO ?

    O Judiciário brasileiro precisa com urgência impor-se perante os LADRÕES de gola branca.

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