Quem é o doleiro dos 282 milhões? Quem é o desembargador que recebeu 511 mil em dezembro? Mas isso os apodrecidos poderes da União não revelam.

Carlos Newton

A melhor profissão do momento, no Brasil, é ser corrupto. Ganha-se muito dinheiro e a impunidade é garantida. O máximo que pode acontecer é ser execrado publicamente. Mas quem liga para isso? Antonio Palocci, o ministro que destruiu o caseiro Francenildo, por exemplo, já está acostumado com escândalos desde a época remota em que foi prefeito de Ribeirão Preto.

Os outros ministros defenestrados também não estão nem aí, como ensina a canção popular. Já faturaram, agora vamos em frente, esse negócio de imagem limpa é caretice. Daqui a pouco ninguém se lembra mais de nada. Basta se mirar nos exemplos de Ademar de Barros, Sarney, Quércia, Maluf, Jucá, ACM, Renan, Newton Cardoso, Moyses Lupion, Jader Barbalho, Sergio Cabral, a lista é interminável. E não acontece, todos sabe.

Agora, a novela do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro é mais emocioante do que o Big Brother. O personagem principal é um doleiro que faz hora extra como serventuário da justiça, vejam que pessoa versátil. Em apenas um ano, movimentou R4 282 milhões, isso foi há 10 anos, não aconteceu nada, e agora ninguém revela o nome dele. È uma versão moderna do Homem da Máscara de Ferro, ninguém sabe a identidade dele.
Ninguém consegue saber também quem é o felizardo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, que no mês passado recebeu um contracheque com R$ 511.739,23 e passou o melhor Natal de sua vida.
Com dizem os apresentadores de televisão, o povo quer saber. Mas ninguém revela.

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