‘Quinto elemento’, preso na Spoofing, é suspeito de ser o mentor intelectual do hacker Walter Delgatti

Charge do Cazo (blogdoafr.com)

Aguirre Talento
O Globo

Um dos alvos presos pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Spoofing, nesta quinta-feira, dia 19, o programador de computadores Thiago Eliezer Martins , é suspeito de ser o mentor intelectual do hacker Walter Delgatti Neto , que havia admitido as invasões ao Telegram das autoridades públicas.

De acordo com as investigações, Eliezer era especialista em descobrir falhas em sistemas de informação e teria passado conhecimentos de informática para Delgatti Neto. Por causa de suas orientações, ele era até mesmo chamado pelo hacker pela alcunha de “professor”. A PF agora investiga se Eliezer tinha ligação direta com as invasões realizadas por Delgatti.

“CRASH / CHICLETE” – Os investigadores querem saber se o programador de computadores orientou Delgatti ou mesmo se atuou diretamente nessas invasões. Além de professor, Eliezer tinha a alcunha de “Crash” nas conversas entre o grupo de Walter Delgatti Neto. Também era conhecido pelo apelido de Chiclete.

A PF também apura a evolução patrimonial de Eliezer, para descobrir se ele constituía o braço financeiro do grupo. Os investigadores tentam descobrir se houve pagamentos para a invasão do Telegram das autoridades públicas. Para isso, a PF pediu — e a 10ª Vara da Justiça Federal já autorizou — a quebra do sigilo bancário de Eliezer.

Em relação ao outro preso, Luiz Molição, a PF tem indícios de que ele guardava parte das conversas obtidas na invasão do Telegram das autoridades. Os investigadores querem saber se ele também participou das invasões e qual foi o papel dele no vazamento das conversas para órgãos de imprensa. Ao todo, subiu para seis o número de presos no caso dos hackers do The Intercept.

BRAÇO FINANCEIRO – A primeira fase da Spoofing foi deflagrada em 23 de julho e prendeu, além de Delgatti, outros três alvos ligados a ele. Todos permanecem presos preventivamente. A PF agora busca um possível braço financeiro do esquema e ainda não descartou que o grupo tenha sido pago para realizar as invasões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até o momento, a PF ainda não conseguiu determinar de onde vieram os altos valores em espécie encontrados ao longo das ações, além das movimentações em contas bancárias dos suspeitos que justificaram a fortuna alegando, por meio de seus advogados, que trabalhavam com o mercado de bitcoin. Conversa fiada, ainda mais que, ao contrário da valorização exponencial de 2017, o ano 2018 foi um período de queda brusca das criptmoedas e 2019 não mudou muito. Os hackers foram apenas os executores do crime e não os mentores intelectuais da violação dos aparelhos das autoridades. Afinal, quem bancou o estelionatário e falsário Delgatti e a sua turma? Quem é o mandante? (Marcelo Copelli)

10 thoughts on “‘Quinto elemento’, preso na Spoofing, é suspeito de ser o mentor intelectual do hacker Walter Delgatti

  1. Não cabe na cabeça de ninguém que todo esse trabalho e dispêndio dos Hackers foram a troco de nada.
    Percebe-se que as publicações do The Intercept, que conseguiu as gravações dos hackers obtidas ilegalmente e criminosamente, cujo dono é casado com o deputado do PSOL, o qual comprou a cadeira de outro deputado do PSOL estão servindo de argumentos para quem dos três podres poderes querem acabar com a Lava Jato, soltar o Lula e os demais criminosos e inviabilizar que outros criminosos sejam presos.
    É um complô, que só pode existir em pais esculhambado como o Brasil.

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