Raquel Dodge se irrita e chama Gilmar de “revisor universal das prisões”

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Raquel mostra o tamanho da desfaçatez de Gilmar

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Ao pedir a cassação do habeas corpus concedido ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), a procuradora-geral, Raquel Dodge, questionou a competência do ministro Gilmar Mendes para julgar o pedido do tucano. Richa estava preso no âmbito da Operação Radiopatrulha, que mira desvios em programa de manutenção de estradas rurais.

O ministro acolheu pedido da defesa na sexta, dia 14, mesmo dia em que a Justiça do Paraná converteu sua prisão temporária (prazo de cinco dias prorrogáveis) em preventiva (tempo indeterminado).

DIRETO A GILMAR – A defesa do candidato tucano ao Senado pelo Paraná pediu sua liberdade diretamente ao ministro do Supremo Tribunal Federal por meio de petição no processo em que Gilmar proibiu a condução coercitiva para interrogatórios em todo o país, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental de número 444.

A procuradora-geral avalia que os advogados adotaram ‘expediente jurídico exótico, que resultou no direcionamento de seu pedido para o ministro Gilmar Mendes’.

“Ao contrário do que defendido pelo requerente [Beto Richa], a decisão que decretou sua prisão temporária não afronta a decisão na ADPF n. 444, porque o Plenário declarou a inconstitucionalidade da condução coercitiva de investigado, mas não a sua prisão temporária”.

SEM CABIMENTO – “Daí que sequer seria cabível Reclamação Constitucional no presente caso. Defender posição contrária trará virtualmente à apreciação da Suprema Corte, e do relator da ADPF 444, por meio de Reclamação Constitucional, todas as prisões temporárias decretadas pelos milhares de juízos do país, já que todas elas podem, em tese, representar verdadeira condução coercitiva travestida de prisão temporária – exatamente a linha defendida por Carlos Alberto Richa”, argumentou Raquel.

REVISOR UNIVERSAL – A procuradora-geral ainda diz que ‘sempre que um preso temporariamente entendesse que sua prisão foi uma condução coercitiva disfarçada, iria provocar o Relator da ADPF 444 a revisar o decreto prisional’. “E sempre que o relator, ainda que reconhecendo a ilegitimidade do pedido, entendesse que a prisão representa constrangimento ilegal, concederia habeas corpus de ofício.”

“Em outras palavras, caso a decisão agravada não seja revertida, o relator da ADPF 444 será, doravante, o revisor direto e universal de todas as prisões temporárias do país”, alerta Raquel.

10 thoughts on “Raquel Dodge se irrita e chama Gilmar de “revisor universal das prisões”

  1. Que bom ver uma mulher, Raquel Dodge, começando a enfrentar Gilmar Mendes.

    Que os outros homens que poderiam também enfrentá-lo comecem a ficar com vergonha. Porque na verdade são frouxos.

  2. Dra. Raquel, todos os Homens de Bem e Honestos desse País lhe agradecem essas Lições de Direito Pleno, Honesto e Íntegro para aqueles que se comportam diuturnamente como “Algozes do Brasil , do seu Povo de Bem e Rasgadores de nossa Lei Maior” ! Justiça para os Humanos Direitos !!!!

  3. kkkkkkkkkkkk xD

    A santinha do pau oco da PGR tá irritadinha, tá?

    Mas não foi a Sra. Raquel Dodge que ajuizou ação inconstitucionalidade do voto impresso, o que permitiu ao STF atropelar uma lei sancionada em 2015. Em boa parte graças à Sra Raquel Dodge teremos novamente as urnas SMARTMATIC nessas eleições.

    Me poupem! Raquel Dodge só engana trouxas!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  4. Ainda chamam de stf, o sinistro Gilmar Mente, joga a justiça no lixo, estuprador e vilipendiador permanente, da Srª Justiça, filho das trevas e a ela servidor. Sua ” caneta hedionda”, e dos parceiros da 2ª turma, o Toffoli reprovado, agora é presidente, pobre Brasil, tá ferrado, como crer na Justiça, se a cabeça está com vermes!??

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