5 razões para o Brasil não reeleger Dilma Rousseff, segundo a revista Forbes

Rodrigo Tolotti Umpieres
A revista americana Forbes não poupou a candidata à reeleição
Dilma Rousseff, de duras criticas, ressaltando até que os avanços
conquistados não são mérito dela. Dito isso, o colunista da publicação Anderson Antunes enumerou 5 (cinco) motivospara que, em outubro, os brasileiros não reelejam a petista.
A matéria resume o passado recente do Brasil, falando um pouco da trajetória de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva na presidência, mas afirma que com a entrada de Dilma, o País “passou da efervescência para a melancolia”. Antunes ainda lembra que recentemente o Brasil entrou em recessão técnica e diz que os recentes
escândalos com a Petrobras e a dificuldade de controlar a inflação estão entre as razões para que ela não continue no poder.
O colunista até destaca que o Brasil, nos últimos 20 anos, passou por uma “transformação social e econômica”, que levou a retirada de “dezenas de milhares de pessoas da extrema pobreza”, além de alcançar o sétimo lugar entre as maiores economias do mundo. Mas logo depois, ele destaca que todas essas conquistas foram por causa de FHC e Lula, e não Dilma.
Veja abaixo os 5 motivos listados pela Forbes para Dilma não ser reeleita:1 -O Brasil não cresceu como poderia e deveria durante o governo DilmaDe acordo com a matéria, o Brasil registrou uma taxa de crescimento de 7,5% em 2010 – último ano de Lula como presidente -, sendo que o País era uma dos maiores exportadores de produtos manufaturados e agrícolas, além de minério de ferro. Mas este cenário nunca mais foi visto. Pelo contrário, o Brasil andou para trás e hoje está em recessão.Além disso, Antunes lembra que nem a Copa do Mundo conseguiu ajudar a economia no segundo trimestre e que, mesmo que Dilma diga que a culpa do fraco crescimento seja da crise internacional, os números provam que ela está errada. “Esta será a primeira vez em 20 anos que o Brasil é deixado para trás comendo a poeira de seus vizinhos”, afirma.

“É a primeira vez em cinco anos que a economia retraiu”, escreveu o colunista. “Até o fim de seu mandato neste ano, o crescimento do Brasil sob o comando de [Dilma] Rousseff é esperado que seja dois pontos percentuais menor do que o crescimento médio da América Latina entre 2010 e 2014”, conclui.

2 -Maior empresa estatal do País, a Petrobras, está sendo seriamente
prejudicada por Dilma

Antunes explica a história da Petrobras e principalmente o lema do PT para a exploração da companhia, com “O Petróleo é Nosso”. Ele lembra que em 1997, a estatal ganhou uma nova força quando FHC acabou com o monopólio da estatal e abriu o capital da empresa para investimento privado. Dez anos depois, a petrolífera descobriu o pré-sal, o que seria uma prova de que “Deus é realmente brasileiro”, citando uma afirmação do ex-presidente Lula.Enquanto isso, sob o governo petista, a estatal tem enfrentado diversos escândalos, mais recentemente com o caso da Refinaria de Pasadena e a delação do ex-diretor da companhia, Paulo Roberto da Costa. Além das investigações, o colunista também destaca que o valor de mercado da companhia caiu de US$ 190 bilhões para US$ 119 bilhões em quatro anos, criticando ainda o uso da estatal para controlar a inflação, segurando reajustes nos preços de combustíveis e agregados.Por fim, ele destaca que “a ironia neste caso está na única solução lógica para o imbróglio da Petrobras”, que foi sugerido pelo “mais improvável dos candidatos presidenciais”, o membro do PSC, o Pastor Everaldo. “Se eu ganhar, a Petrobras será privatizada. É a única maneira de acabar com a corrupção existe e de dentro da empresa “, disse o candidato durante uma entrevista na TV Globo.3 -A abordagem de Dilma para manter a inflação alta, a fim de manter
empregos, é questionável.

Um consenso dos analistas é que inflação e desemprego baixo funcionam quando há crescimento econômico, diz o colunista. No Brasil, a inflação tem piorado pelo fato de que nos últimos anos os salários têm aumentado em um ritmo constante, enquanto o lucro das empresas seguem com forte queda.“Para Dilma, a solução seria elevar os juros, apertar a política fiscal e permitir que os preços se ajustem, acelerando a inflação antes que a situação se normalize. Isso não é uma tarefa fácil, já que o consumo representa a maior parte da economia do País, com 63%”, diz Antunes. Por outro lado, ele destaca que Dilma não tomará essas medidas, já que seria atípico para um “governo populista”.4 -Dívida Pública do Brasil continua crescendo, e as economias
nacionais ainda estão baixas.
O colunista lembra que a dívida pública está relativamente baixa – cerca de 35% do PIB -, mas que esse valor tem crescido constantemente. “O orçamento federal está constantemente em déficit, e a Dilma se comprometeu a cumprir uma meta de superávit primário de 1,9% do PIB neste ano e 2% no próximo ano, se reeleita”, destaca.Antunes ressalta que, nos primeiros seis meses do ano, o superávit primário atingiu R$ 29,4 bilhões, o menor valor da história. Ele ainda ressalta o fato de que o governo de Dilma Rousseff tem um total de 39 ministérios para ajudá-la, mas que muitos não têm nenhuma função significativa. Por outro lado, o colunista lembra que Aécio Neves e Marina
Silva já teriam afirmado que vão reduzir pela metade o número de ministérios.5 -Dilma não promoveu as reformas necessárias para tornar a vida das
pessoas, especialmente os pobres, melhor.
“O PT se autoproclama como o partido que tem a missão de defender os pobres e os socialmente excluídos. As reformas necessárias para isso, no entanto, não têm acontecido no governo Dilma”, diz o colunista. Ele ressalta que o Brasil, além de não estar mais crescendo como deveria, reduziu sua distribuição de renda.”Dilma não parece ter feito a lição de casa. De acordo com uma pesquisa de 2012, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a desigualdade de renda no Brasil cresceu continuamente desde 2002″, destacou o colunista.”Dilma já sinalizou que vai mudar sua equipe econômica, caso as vença as eleições de outubro. O sentimento, no entanto, é que o tempo de fazer promessas ficou para trás”, diz Antunes. “Não há dúvida sobre a importância de Dilma para o Brasil, como a primeira mulher que ganhou uma eleição, se tornando presidente anos depois de ter sido torturado pela ditadura por suas atividades de esquerda na década de 1970. Mas os políticos,
especialmente aqueles eleitos para cargos públicos, devem ser avaliados pelas obras que realizam e pela forma como suas ações afetarão positivamente a maioria das pessoas, e não pelo que dizem ou querem”, conclui o colunista.

(artigo enviado por Mário Assis)

14 thoughts on “5 razões para o Brasil não reeleger Dilma Rousseff, segundo a revista Forbes

  1. A Revista Forbes né? A mamata deles desde 2002 esta parada.
    As revistas verdes amarelas torcem para que a Dilma nao tire seus ou nossos sapatos e continue a fazer com que os americanos paguem varios milhoes de dolares, como o acordo dessa semana que trara para nos 300 milhoes de dolares,

  2. Como é difícil ser jornalista! Não se pode usar a palavra, roubo, burrice, etc…. Se o Paulo Costa que é do 2.º escalão, levou R$ 70 milhões, quanto teria levado o chefe, do grande despachante de interesses?

  3. Prezado CN,
    Graças a Deus essa revista não vota no Brasil porque no país dela onde as idéias dela foram praticadas à exaustão, o liberalismo desenfreado, foram geradas as crises de 1929 e de 2008. Tudo que alí está escrito não passa de “menas verdades”, como diz o jornalista HF. Não vejo a revista criticar as empresas e bancos americanos e europeus pela roubalheira desenfreada que solapou “os mercados” mundiais. Eles querem mesmo não é a privatização da Petrobrás, eles querem é a desnacionalização da companhia, processo iniciado pelo FHC, que, em qualquer país sério, estaria condenado e preso por crime de lesa a Pátria. A Argentina já fez isso com o Menem e a Venezuela com o Carlos André Perez. Todos alinhados com o FHC ao Consenso de Washington. Nós sabemos exatamente a que interesses serve a imprensa internacional a que a grande imprensa dita nacional se acumplicia.
    Paulo Sergio

  4. Se eles querem a desnacionalização da Petrobras deveriam aplaudir o PT ! Venderam o Campo de Libras por metade do valor do Aeroporto do Galeão. Venderam o monopólio e a distribuição de GNL ao Grupo Gêmini da White Martins. Deram a ‘guarda’ dos dados da Petrobras para a Halliburton, do ex vice do Bush, Dick Cheney e para completar o entreguismo dos nacionalistas de galinheiro, deram a produção dos equipamentos de águas profundas para a Diamond Offshore Drilling, da família Reagan. Ambas com filiais em Macaé/RJ. Não foi à toa que o Obama disse : Esse é o cara!

    • Sempre eu soube que “o cara”, nos jargões do submundo de Nova Iorque,
      quer dizer: o bandido, o safado, o cafajeste, o trapaceiro … e correlatos.

  5. Perguntinha inocente e despretensiosa, feita só para lembrar aos mais desmemoriados: a que se deve atribuir a chegada do PT ao poder?
    Elementar, cara pálida!
    Ao psdb.
    Estupraram tanto este país que deu no que deu.
    Simples assim.

    Saudações,

    Carlos Cazé.

      • Prezado L Roberto:

        Ambos, nenhuma dúvida. Ambos foram daninhos à nação. Não votarei em nenhum dois, e em NINGUÉM , no geral.
        NÃO me sentirei, jamais, coagido a votar em ninguém, no estado de calamidade em que nos encontramos.
        Não adianta, quanto a mim, escreverem artigos e mais artigos, FORJANDO novos votos, com eleitores que querem manter sua integridade intelectual e moral e NÃO votar. E em todas as eleições é o mesmo blá, blá, blá: tem que votar, tem que votar, tem que votar! Votamos sempre e…é isso que está aí.
        Não sei o que o senhor pensa, não sei com quem o senhor pretende se alinhar, e nem o porquê desse alinhamento, senhor L Roberto; mas desejo-lhe, sinceramente, uma boa sorte, ok?

        Saudações,

        Carlos Cazé.

        • Sr. Carlos Cazé, obrigado pelos votos de boa sorte. Lamentavelmente, porém, nem eu nem o Brasil teremos uma boa sorte, pois a possibilidade da instituição da República bolivariana do Brasil está cada vez maior.

  6. Para quem não sabe, a Petrobras já não era mais brasileira, pela venda criminosa de suas ações que o FHC fez na bolsa de NY. O governo Lula recomprou a Petrobras por meio da maior operação de capitalização de uma empresa na história do capitalismo, utilizando-se da securitização das jazidas de petróleo do PRESAL e através da criação da estatal Petro-Sal que representa a União na partilha estabelecida pelo novo marco regulatório de exploração do petróleo. Enquanto o FHC cedia o petróleo para as empresas multinacionais que se utilizavam graciosamente do mapa da mina elaborado pela Petrobras a partir de bilhões de dólares de investimento em prospecção, em contrapartida de irrisórios royalties para a União, o novo marco estabelece que todo o petróleo explorado, excluido o volume para garantir a cobertura dos custos de exploração, é da União enquanto que as empresas exploradoras, preferencialmente a Petrobras ou joint ventures lideradas por ela, recebem uma remuneração pelo serviço. O Geisel, quando criou os contratos de risco franqueava à empresa descobridoras os volumes de óleo mediante pagamento de royalties à União. O modelo do FHC, operado pelo seu ex-genro, que dirigia a ANP, entregava o mapa da mina às sete irmãs. Além de tudo, a dupla Lula/Dilma obrigaram conteúdo nacional de 60% dos equipamentos e insumos, o que fez renascer a nossa indústria naval, que foi liquidada pelo FHC que mandava adquirir as plataformas e os petroleiros em estaleiros alienígenas. Depois eu conto a história da quase doação da Vale para o conglomerado anglo australiano Rio Tinto, por meio de manobra do Sr Steinbruch, “adquirente”da CSN com dinheiro do BNDES, intermediada pelo JP Morgan, inviabilizada pelo grande brasileiro Carlos Lessa, à época presidente do BNDES. A sua providência de manter o controle da Vale para o Brasil custou-lhe o cargo pois o Lula bancou a sua patriótica iniciativa, mas não conseguiu segurá-lo no cargo, tamanho o bombardeio da grande midia dita nacional liderada pela Mirian Leitão, Wiliam Waak, Sardemberg e outros entreguistas colaboradores do governo americano, segundo vazo o Wikileaks.
    Acorda Brasil!!!
    Paulo Sergio

  7. Chega a ser ridículo o Sardemberg,com a aquela doida ao lado e o William Vaca,tentarem no jornal da Globo desmoralizar o governo,com gráficos idiotas que ninguém entendem,inclusive eles. Como essa turma consegue passar por um papel tão ridículo.A cara de de deboche do William Vaca me dá nojo.Esse pessoal devia ser deportado para a terra do putinho lá na Sibéria.

  8. Se a Forbes é contra, é porque é bom para o Brasil. Se os EUA são contra é porque é bom para o Brasil.

    Ou acham que em Wall Street tem ïrmãos¨ pensando no bem e na redução das desigualdades mundo afora.

    Que o petróleo brasileiro ficaria em melhores mãos na Chevron? Que taxa da SELIC maiores(vide FHC) atraem

    mais investimentos produtivos? Vão trabalhar, cambada de sangue sugas, criem empregos não juros do FMI

    tão ao gosto dos banqueiros.

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