Reeleição, adeus

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Charge do Léo Correia (bocadura.com)

Carlos Chagas

Acabar com a reeleição em todos os níveis, de prefeito a governador e a presidente da República, parece uma aspiração nacional. Menos para os que se encontram no exercício do primeiro mandato, exceção de João Dória Júnior, que antes mesmo de assumir, já afastou a hipótese. No México, nos idos do presidente Lázaro Cárdenas, chegaram a aprovar o princípio de “no reeleciones” até para o Congresso. Entre nós, não pegou nem pegará essa profilática medida, mas não deixa de ser tentador, apesar do risco aberto em favor dos  corruptos, que tentariam amealhar num único mandato o dinheiro que levariam para enriquecer em longas carreiras de deputado ou senador.

Proibidas as reeleições para os segundos períodos imediatamente depois dos primeiros, como parece que virá com a reforma política, abre-se um terreno pantanoso.   A maioria dos partidários do mandato único, pretendendo levar vantagem em tudo, já sustenta para os cargos executivos e legislativos cômodas prorrogações. Em vez de quatro anos para deputado, prefeito, governador e presidente, por que não cinco? Ou seis? E para os senadores, que tal dez e não oito?

Além de haver a descoincidência de eleições, uma festa para quem gosta de juntar recursos fajutos.

MUITOS EXEMPLOS – O regime militar inovou. Castello Branco foi eleito para permanecer dois anos, prorrogou seu mandato por mais um. Costa e Silva era para ficar quatro anos, ficou dois e meio por conta da doença. Garrastazu Médici governou por quatro, três meses e dezessete dias. Ernesto Geisel por cinco anos. João Figueiredo por seis.

José Sarney preparou-se para seis, a Assembleia Constituinte roubou-lhe um. Fernando Collor foi cassado depois de dois e meio, Itamar Franco completou os quatro, mas Fernando Henrique criou o segundo mandato, permanecendo oito anos, através de monumental garfada na memória nacional. Lula idem, ainda que Dilma cumprisse o primeiro e só um ano do segundo. Michel Temer a gente não sabe, o país continua uma caixinha de surpresas. É preciso tomar cuidado.

14 thoughts on “Reeleição, adeus

  1. Executivo (Presidente, Governadores, Prefeitos)> 8 anos, sem reeleição, claro; Legislativo: Senadores> 8 anos, com alternância 2 e 1, como está; deputados federais e estaduais + vereadores> 4 anos…o resto é balela (simples, não?)

  2. Pelo que eu lembro, foi o próprio Sarney quem mais brigou por um mandato de cinco anos, sabe-lá por que, quando o mandato que lhe cabia pela constituição vigente à época era de seis anos. Muita gente na constituinte que ele ficasse apenas quatro anos, e a eleição fosse em 1988. Quase ninguém defendeu o mandato de seis pro Sarney, já que ele próprio não o fez.

  3. Uma das piores desgraças que o Desgoverno Corrupto da Dona Henriquetta e seu filhinho também corrupto-ladrãozinho Henriquinho Cerveró Cardo$o fez contra o Páis.
    Ora pois, além de comprar a própria Reeleição com dinheiro público, deixou o Páis nessa desgraceira que ai está.
    Sem rumo, ops, rumo á Avenue Foch..
    Os dois picaretas ladrões deviam mofar na cadeia.

  4. Eminente jornalista Carlos Chagas:

    O homem quando alcança o PODER seja pelas armas (Ditadura), através de Golpes de Estado ou pelas urnas almeja sempre a eternização naquele cargo obtido, o cargo máximo. O PODER é realmente afrodisíaco e transformador do feio em bonito e do pobre em rico, do democrata no mais cruel ditador sanguinário. Os exemplos são fartos de ditadores ainda vivos aqui bem perto de nós.

    Agora, os político que mais encarnam esses exemplos acima foram sem dúvida o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e o ex-proletário Luiz Inácio da Silva.

    O primeiro, que encarnava o espírito de esquerda, tanto que era chamado de príncipe dos sociólogos, ao chegar ao PODER se transformou em um político conservador e até extrapolou em direção ao neoliberalismo. Uma guinada de 180 graus, sem nenhum pudor ou até mea-culpa. Outro dia estive frente a frente com ele, na Academia Brasileira de Letras. Olhei aquele homem ex-todo poderoso sentado solitariamente com o pensamento longe, e pensei na possibilidade daquela figura intelectualizada ter feito um governo revolucionário e longe disso, FHC governou de maneira conservadora, de costas para o povo e de frente para o sistema de poder conservador. A ação do tempo, esse inimigo devastador e implacável agiu também sobre o sociólogo. Seus cabelos brancos, sua pele enrugada, seu corpo arqueado, suas vistas cansadas e fatigadas são empecilhos para voltar a exercer a presidência da República, mas,, se realmente ele pudesse voltar, para quê? Para o nada dos oito anos de sua desastrada governança? Porém, o seu maior erro foi sem dúvida aceitar a reeleição, esse instituto que cansa o país obrigando o povo a aturar as mesmas pessoas errando por longos oito anos.

    No caso de Lula, a mesma coisa, de proletário o homem se transformou em político voltado para as elites. Abusou dos palavrões e da mentira. Atacava as elites e almoçava com elas regado aos melhores vinhos, cujas garrafas beiravam mais de cinco mil reais. Passou a frequentar os salões endinheirados, as lanchas de luxo, hotéis de cinco estrelas, e viajou tanto pelo mundo afora, que poderia ser comparado ao título que ele meso Lula dava a FHC, de viajando Henrique Cardoso, pois pasmem senhores, Lula viajou muito mais com a desculpa de que pobre também tem direito. Dá náuseas tanta mentira desses nossos donos do poder. Quando começam a falar na televisão, logo desligo o aparelho, porque sei que vem mentira da grossa com a cara mais lavada possível. A última foi do economista Meirellhes, o comandante da economia do Temer, que fala com gestuais intensamente estudados com o dedo em riste e as mãos elevadas no plano da cabeça para cima. Se isso tudo não for um plano para empalmar o PODER em 2018, desisto de escrever, pois cada fala desse ministro remete a 2018. Aécio Neves, Serra e Alkimim que botem as barbas de molho, caso contrário, serão atropelados pelo profissional que comandou o Banco de Boston e ajudou Lula no comando do Banco Central, aliás ele ajuda qualquer u desde que esteja no PODER. Boba foi a Dilma, que prescindiu da sua ajuda, mas, ela nunca teve um bom conhecimento da política e não fazia questão de aprender. Um governante tem que ser preparado, senão se torna um empichado, exemplos de Collor, Jango (derrubado) e a própria Dilma.

    Advogo a tese do requisito: Estudo de Filosofia (quatro anos) como pré-condição para concorrer a Presidência da República. É essencial conhecer os filósofos, principalmente os três maiores, Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas, o ideal nem sempre é alcançável. Pois bem, em assim não sendo, a nação é quem paga pela falta de requisitos fundamentais para o exercício da presidência.

  5. Sr. Roberto Nascimento : parabéns pelo seu texto. Conciso , esclarecedor além de retratar a realidade sem chance de contestaçāo. Se me permite, apenas um reparo : guinar 360° nāo altera o rumo, ou seja, a direçāo continua a Mesma. Prove elemente a intençāo era dizer ” guinar 180° “.

  6. Doria pode ultrapassar Meirelles e vencer a eleição de 2018 para presidente do Brasil.

    É só um palpite, como tantos outros.

    Não será se não quiser.

    Eu votaria, por exemplo, no Sílvio Santos.
    Homens de negócios não se deixam enganar facilmente. Podem fazer outras coisas, deixar-se enganar, NUNCA!

    Acho que precisamos de um bom homem de negócios.

    O que é a política, afinal? Não falei em negociatas…

    Nada sei do Doria. Vi um ou outro programa dele na TV. De entrevistas.

    Se o mote da campanha foi este, ‘não é político’, foi um bom mote.

    Os três do PSDB? Huuum…

    O dupla cidadania Meirelles? Em casos assim, quando é jogo de futebol, sempre perguntam para quem o sujeito vai torcer.

    Será que estarei lúcida pra ver? Ou viva?

    Gostaria, mas…

    E podem me jogar pedras. Mas eu simpatizo com o menino Rodrigo Maia, apesar. Gostaria que ele continuasse presidente da Câmara. Como não entendo de política, posso falar as bobagens que quiser. Eu acho.

    • Me desculpe Ofélia, não simpatizo nem com Meirelles nem com Dória. O Brasil não precisa de homem de negócios, que só enxergam lucros. O Brasil precisa de estadistas, de homens públicos honestos e com visão social, que seja justo e que faça o país crescer de maneira sustentável e dando condições de emprego e educação para todos, em especial para as crianças pobres, notadamente as frequentadoras do Ensino Fundamental.
      Pensar em homens de negócios para gerir um país é uma receita do fracasso, que pode levar a nação para o desespero da luta de classes e da guerra civil.

      • Roberto Nascimento, não é uma questão de simpatia. Acho mesmo que um homem de negócios entende como a roda funciona. Lula foi esperto quando chamou o José Alencar para vice. Todo mundo gostou. Governar é como fazer negócios em busca de lucro e crescimento.para o país. E ter $ para reinvestir onde quiser e precisar.

        Estava bom demais. Doria começa a dizer a que veio. Enquanto Sílvio Santos, aos 80 e muitos limpa o fogão da própria casa quando a família está em Miami (e limpa como ninguém, segundo a mulher, Íris), Doria sonha em vestir de camisa Polo Ralph Lauren a população masculina brasileira.

        Nada contra se a feminina tb quiser usar, botei masculina pq acredito que a referência é maior para esse tipo de público.

        Decepcionante, Doria. Isso não é coisa de homem sério, mas de janotas, que não a lugar nenhum.
        Com o ‘picolé’ do lado, então, será uma fria, Pra não dizer gelada.

        Acorda, candidato!

    • Marine, o atual governador de Sampa, Sr. Alckimin jamais será presidente, pois ele não tem carisma, não tem empatia popular e seu campo de atuação se limita a província paulista. Outra coisa, para ser candidato pelo PSDB só se passar por cima de Serra e Aécio. FHC também não comunga com o governador.

      Quanto ao Dória, o empresário, que venceu a eleição se aproveitando da alta rejeição aos políticos ao afirmar na propaganda que não era político, ora, o simples fato de participar do pleito municipal, além de ser um fato político, a política e poder são inseparáveis. O candidato pode ser empresário, jurista, operário, dona de casa, sindicalista, o que for, contudo todos são políticos por natureza.

      O prefeito eleito de Sampa não sai da mídia dando entrevistas vôlei, antecipando medidas como a privatização de bens públicos municipais. Eu gostaria de saber, como ele conseguirá dinheiro, que conseguia das estatais para bancar os convescotes empresariais em resorts de luxo, quando tudo for privatizado pelo Moreira Franco em âmbito federal e Dória na província municipal. Quero viver para ver como ele conseguirá viver a vida sem a boquinha das estatais. As empreiteiras brasileiras, todas irão a falência quando cessar a vaca leiteira do BNDES. No momento pressionam o governo Temer para que este banque um projeto de LENIÊNCIA para que elas voltem a receber bilhões do Tesouro. Paga-se uma irrisória multa e enfim, são perdoadas e merecedoras de novos financiamentos de pai para filho e vida que segue. O resultado será uma nova onda de escândalos daqui a 10 anos, sem o juiz Sérgio Moro, mas até lá quem se lembrará de alguma coisa! O Judiciário fará sua parte restabelecendo o financiamento privado de campanha política.

      O Brasil precisa reagir a tanta roubalheira com o dinheiro do povo, que paga seus impostos para uma grande parcela ir parar nos paraísos fiscais. Sai um e entra outro, porém dá tudo no mesmo.

  7. Carlos Chagas, acabar também com reeleição de deputados e senadores. Atualmente é assim: Elegeu-se uma vez, morre agarrado no osso. A gente vê senadores 40 anos no “puder” como dizia Sarney, deputados se gabando também de tantos e tantos anos no congresso. Acabar com isso. O povo sabendo que não pode reeleger não reelege. Reduzir também o número de deputados e senadores. Pra que 81 senadores?

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