Reflexões sobre a dilapidação dos fundos de pensão e a realidade das urnas

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Roberto Nascimento

Essa simbiose entre o público e o privado envolvendo donos de empreiteiras, sindicatos e elementos do governo petista teve como resultado também um cipoal de perdas significativas no equilíbrio atuarial em Fundos de Pensão de empresas estatais, a saber: Petros, Previ, Funcef e Postalis. Esses quatro foram os mais utilizados, porém, se houver auditorias independentes e justas, encontraremos jabutis em quase todos os Fundos de Pensão.

O caso demonstra que não há a menor fiscalização dos órgãos de controle do Estado para coibir os negócios que envolvem risco para os aposentados, notadamente da Secretaria de Previdência Complementar, que é a responsável por fiscalizar os Fundos de Pensão. No caso em tela, pouco se fala da intervenção do TCU, órgão do Legislativo na análise dessas contas, que causaram prejuízos cavalares nos Fundos de Estatais.

Por essas razões, derivadas da falta de credibilidade na gestão dos Fundos de empresas do governo, a maioria dos trabalhadores deixa de aderir aos Fundos de Previdência complementar, um verdadeiro fracasso oriundo da orgia com o dinheiro público.

DECEPÇÃO – Os cidadãos contribuem na expectativa de usufruírem no ocaso de suas vidas e depois se decepcionam como os cotistas do Fundo Aeros, que ganham hoje aposentadorias menores do que o salário mínimo, sem falar da falência da Capemi e do Montepio da Família Militar.

Importante ressaltar, que essa prática de desviar recursos dos Fundos de Pensão já vem de longe, o que não mitiga os erros estrondosos do lulopetismo, uma ação de traição à classe trabalhadora, especialmente a classe média e o lumpesinato, como comprova a Cooperativa Bancoop, quando centenas de cooperativados ficaram sem sua casa própria, enquanto a cúpula da cooperativa e dirigentes do PT e da CUT tiveram seu quinhão preservado.

NA ERA COLLOR – Lembro que, no governo colorido, Fundos de Pensão de estatais também foram utilizados como a tábua de salvação de empresas pré-falimentares, que apoiaram o candidato Collor, mas naquele governo depois impichado como o deste ano, pouco se comentou na imprensa sobre o conluio entre o público e o privado. No governo FHC, nem se fala, pois foi aquele silêncio constrangedor, a ponto de doer os ouvidos mais sensíveis acerca da gestão dos Fundos de Pensão. Será mesmo, que naquele longo período de oito anos, os gestores dos Fundos de Pensão indicados pelo governo foram de excelência tal, que nada foi objeto de censura? Ou estavam no limite da irresponsabilidade, sem ultrapassarem essa zona cinzenta?

Para concluir essa prosa, que passou do prazo regulamentar, mas que demanda vários capítulos ainda, afirmo com tristeza que a gestão dos indicados pelos governos petistas nos Fundos de Pensão fizeram mais mal aos trabalhadores do que todos os outros governos comandados pelo espectro conservador do mundo político.

A MESMA PRÁTICA – A pergunta que se faz é: Qual a diferença de um governo chamado de esquerda e os governos da direita, se a prática é quase a mesma, com pequenas variações na forma e no conteúdo? Por essas singelas questões ideológicas cimentadas no inconsciente coletivo, os candidatos do PT nessas próximas eleições municipais amargam os últimos lugares nas pesquisas eleitorais.

As urnas de domingo darão o recado do povo aos 14 anos dos governos do PT. Esse partido terá que se refundar ou então se tornará uma legenda nanica até sua completa extinção, simplesmente porque cavou seu próprio buraco, um erro fatal para aqueles que exercem o poder para si e os seus e não para o povo, a sociedade.

 

8 thoughts on “Reflexões sobre a dilapidação dos fundos de pensão e a realidade das urnas

  1. Aproveitaram o embalo e….

    28/09/2016 18h14 – Atualizado em 28/09/2016 18h35
    Comissão de Ética impõe quarentena ao ex-chefe da AGU Medina Osório
    Ele foi exonerado no início do mês após divergência com chefe da Casa Civil.
    Decisão garantirá salário ao advogado por 6 meses para ficar fora do mercado.
    Filipe Matoso e Luciana AmaralDo G1, em Brasília
    A Comissão de Ética Pública da Presidência determinou a chamada “quarentena” a cinco ex-integrantes do governo federal, entre os quais o ex-ministro da Advocacia-Geral da União Fábio Medina Osório. A decisão, que havia sido tomada na terça (27), foi divulgada nesta quarta-feira (28).
    Advogado gaúcho especializado em improbidade administrativa, Medina Osório deixou a AGU no dia 9 de setembro após se desentender com o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, seu padrinho político no governo. Ele foi demitido por telefone pelo presidente Michel Temer.
    Medina Osório foi substituído no comando do órgão pela servidora de carreira Grace Maria Fernandes Mendonça.
    A quarentena é um período de seis meses no qual o ex-integrante do alto escalão do governo federal não pode trabalhar. A medida é aplicada nos casos em que, na avaliação da Comissão de Ética, o ex-funcionário do governo poderia se valer de informações privilegiadas caso passasse a atuar no setor privado imediatamente, o que poderia configurar conflito de interesses.
    Os ex-funcionários públicos incluídos na lista de quarentena só podem trabalhar no período em que a medida estiver em vigor se houver autorização da Comissão de Ética Pública.
    Nesse intervalo, a pessoa submetida à quarentena recebe um salário como uma remuneração compensatória.
    Caso a pessoa volte a trabalhar sem o aval do colegiado, pode vir a responder pelo crime de improbidade administrativa.
    Outras quarentenas
    Além de Medina Osório, receberão salário nos próximos seis meses por meio da quarentena Bruno Gomes Monteiro (ex-assessor pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff), Daniel Darlen Correa Ribeiro (diretor de Tecnologia e Operações da Dataprev), Fernando Marques dos Santos (ex-diretor do BNDES) e Josemir Mangueira Assis (ex-presidente da Empresa Gestora de Ativos).
    Na mesma reunião na qual definiu a quarentena de Medina Osório, os integrantes da Comissão de Ética determinaram o cancelamento da remuneração da ex-ministra substituta da Casa Civil do governo Dilma, Eva Maria Cella Dal Chiavon.
    Ela atuou como secretária-executiva da Casa Civil na gestão do então ministro Jaques Wagner. Em março, Wagner passou a chefiar o gabinete de Dilma para abrir espaço no comando da Casa Civil para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    No entanto, uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal impediu que Lula assumisse o cargo. Com isso, Eva Chiavon passou a chefia a pasta no posto de ministra substituta.

  2. Fora de pauta…

    – Marcelo Crivella (PRB) – 34%
    – Pedro Paulo (PMDB) – 10%
    – Marcelo Freixo (PSOL) – 10%
    – Indio da Costa (PSD) – 8%
    – Jandira Feghali (PC do B) – 7%
    – Flávio Bolsonaro (PSC) – 7%
    – Osorio (PSDB) – 4%
    – Alessandro Molon (Rede) – 1%
    – Carmen Migueles (Novo) – 1%
    – Cyro Garcia (PSTU) – 0%
    – Thelma Bastos (PCO) – 0%

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