Reflexões sobre a existência de Deus, a ressurreição e a reencarnação.

Martim Berto Fuchs

Discutir se Deus existe ou não – este é um exercício válido, no sentido de nos aprofundarmos na questão espiritual. Parte-se do pressuposto de que alguém deve ter detonado o Big Bang há mais de 13,5 bilhões de anos. Logo …

Existem evidências que se poderiam chamar de científicas, mas certamente não de místicas, sobre reencarnação; já é fato comprovado. Mas isso não se poderia dizer da ressurreição dos corpos de pessoas consideradas santas, depois que comprovaram a existência física das ossadas de Jesus e sua família, em Jerusalém.

Uma vez considerado o espírito de luz Jesus como o messias, o ser crístico (leia-se principalmente o apóstolo Paulo, o mais instruído de todos), estava consolidada a tese da ressurreição sobre a existência da reencarnação. Aí surgiu o cristianismo, primitivo, completamente subdividido no decorrer dos três séculos seguintes, até sua afirmação definitiva, conseguida pelo Imperador Constantino em 325, no Concílio de Nicéia, unindo o paganismo, o politeísmo de muitos deuses, a religião dos romanos com o cristianismo, religião dos gentios, não-judeus, monoteísta, em torno da figura não de Jesus, o cristo, mas já então de Jesus Cristo e da trindade.

Analisando-se hoje, o que os homens fizeram em nome de Deus é assombroso. As três maiores religiões do mundo, cristianismo, islamismo e judaísmo, as religiões abraâmicas, defendem, reconhecem, aceitam, no pico da pirâmide, uma entidade ou que nome se dê, Única.

Nenhuma delas tem uma definição que se aproxime da verdade, mas se matam entre si em nome dela, cada religião tentando impor sua crença sobre as demais, a respeito do que deve ser feito para garantir a ressurreição dos corpos para a vida eterna. Um só corpo, uma só alma.

Na teoria da reencarnação, o espírito seria sempre o mesmo, mudando a cada vez o invólucro com que se apresenta e se torna visível aos nossos cinco sentidos. E como em se plantando tudo dá, seja uma boa colheita ou má, colheremos amanhã o que plantamos hoje. Esta é a Lei.

Vem daí que a personalidade seria congênita, trazendo de encarnações anteriores  – pelos atos praticados e pelo conhecimento adquirido – o registro no subconsciente. Não há o que reclamar. Há sim que mudar, evoluir.

Ouso afirmar que se esta houvesse sido a tese vitoriosa no Concílio de Nicéia, a reencarnação em vez de ressurreição, o ser humano já estaria mais evoluído e teriam sido evitados muitos dos conflitos onde milhões desencarnaram antes do tempo, para atender aos interesses dos seus superiores, que se digladiavam em nome do mesmo Deus e em razão dos seus interesses materiais, como se pudessem levá-los junto. Junto só se leva o conhecimento e a colheita futura do que foi plantado. Inexorável.

Quem sabe nem teríamos o comunismo materialista, com sua máxima de todos iguais na pobreza – menos os superiores de sempre – para quem o homem nasce, pasta e morre, fim. Esta é a questão.

 
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